Fim do combate: Ex-lutador do UFC é morto na Austrália
Suman Mokhtarian, que já tinha sido alvo de outros atentados, foi baleado em Riverstone, no estado de Nova Gales do Sul
O mundo das lutas profissionais foi dormir um pouco mais cinza na última quarta-feira (08/10), graças a notícia do assassinato do ex-lutador do UFC Suman Mokhtarian, de 33 anos, em Riverstone, na Austrália.
Segundo informações do jornal "The Daily Photograph", o ex-atleta, que nasceu no Irã, mas foi criado na Austrália, foi atingido no torso e não resistiu aos ferimentos, mesmo após tentativas de reanimação.
O crime, que aconteceu às 18h na cidade de Riverside, no estado de Nova Gales do Sul, é tratado pela polícia, que ainda está na caça do atirador, como sendo premeditado.
Isso porquê não é a primeira vez que Mokhtarian teria corrido risco de vida, visto que em fevereiro de 2024 um atirador de 21 anos chamado Noa Touma teria tentado assassinar o lutador.
Na ocasião, Touma disparou tiros a uma curta distância do lado de fora da academia Australian Top Team, mas não teve sucesso em sua tentativa de acertar o ex-atleta.
Touma chegou a ser detido pelo ataque, mas foi posteriormente solto após o pagamento de uma fiança.
Dois meses depois, em abril, a polícia de Nova Gales do Sul se viu obrigada a cancelar um evento da organização Dark Matter Fighting Championship, onde Mokhtarian atuaria como treinador.
Segundo declarações da polícia, o motivo seria uma possível tentativa de homicídio envolvendo gangues.
Com 10 lutas profissionais oficiais de MMA em sua carreira, Mokhtarian venceu oito vezes seguidas antes de ser revelado pelo reality show The Ultimate Fighter, chegando ao UFC em 2018.
No entanto, em suas duas únicas lutas oficiais pela organização, foi derrotado em ambas, contra Sodiq Yusuff em 2018 e Seung Woo Choi em 2019, tendo abandonado as lutas desde então.
Por Enzo Anselmo