Formação, Filme e Futuro: Fala Tu Lab Abre Inscrições
O Fala Tu Lab abriu as inscrições para sua segunda edição, durante o Festival do Rio. Realizada pela Matizar Filmes, em parceria com a Baluarte, a ação vai selecionar quatro projetos de curtas documentais que irão receber 18 mil reais cada, além de um programa formativo e mentorias com duração de seis meses. O laboratório busca ser um espaço de experimentação e aprendizado, promovendo trocas e escutas cinematográficas diversas e inventivas. O espaço é voltado para estudantes cotistas de universidades públicas e bolsistas de universidades privadas da Região Metropolitana. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 9 de novembro pelo site www.matizar.com.br/falatulab. Os curtas produzidos terão uma estreia em sessão especial numa sala de cinema em 2026.
Aluno universitário de Sepetiba exibiu o filme autoral na sala de um cinema.
Matheus Gomes foi um dos quatro autores de curtas-metragens escolhidos pelo projeto Fala Tu Lab em 2024
Ao saber do projeto pelas redes sociais e cartazes na faculdade, Matheus decidiu se aventurar na primeira edição do Fala Tu Lab, em 2024. Depois de disputar vaga com outros universitários, teve a notícia de que o projeto autoral “Distâncias” havia sido selecionado, assim como outros três curtas-metragens. Com a decisão, pôde desfrutar das mentorias com profissionais da área, palestras e do auxílio financeiro. Além de exibir o filme na tela do cinema durante o Festival do Rio, no fim do projeto.
De Sepetiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro, o jovem entrou na faculdade de comunicação social na UFRJ, em ênfase em rádio e TV, com o sonho de ser roteirista e diretor. Hoje, às vésperas de se graduar, Matheus fala da importância de ter participado da primeira edição:
“O meu curta, vencedor do Fala Tu Lab, é um filme simbólico que fala sobre as dificuldades para acessar às salas de cinema. O cinema possibilita que a gente crie, que a gente vá além daquilo que normalmente a realidade oferece. E acho que essa é a graça: pegar as nossas histórias, as nossas limitações sociais, raciais e usá-las para fazer poesia, para trazer magia, para fazer cinema. Exatamente o que o Fala Tu Lab se propõe a fazer”, conta Matheus.
Por Bernardo Brigagão
Bastidores do curta contemplado na primeira edição "Cartas para tia Sheila" / Foto: Guará Siqueira