Fundação Museu da Imagem e do Som celebra 60 anos no Theatro Municipal

O presidente da F. MiS, Cesar Ribeiro, entregando o troféu Colfinho 60 anos ao secretário da Casa Civil do RJ, Nicola Miccione. Foto: Karoline Freitas
por João Pedro Bitencourt
A Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro completou, na quarta-feira (3), seis décadas de história. A data foi celebrada com uma cerimônia no Salão Assyrio do Theatro Municipal, que reuniu autoridades, personalidades da cultura e convidados. A programação incluiu abertura com apresentação artística, show da Fuzishow — big band do Corpo de Fuzileiros Navais — e entrega de homenagens a nomes que marcaram a cena cultural do país.
Entre os destaques, o secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, recebeu o Troféu Colfinho 60 anos e ressaltou os investimentos recentes no setor cultural.
“Foram mais de R$ 1 bilhão investidos em cultura nos últimos cinco anos, o maior aporte da história do estado. Esse esforço já garantiu mais de 75 mil postos formais de trabalho e será coroado com a entrega do MIS de Copacabana em fevereiro de 2026, um reencontro do Rio com a sua cultura.”

O jornalista e pesquisador musical Ricardo Cravo Albin foi um dos homenageados da noite. Foto: Karoline Freitas
Também foram homenageados a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro, Danielle Barros, o jornalista e pesquisador musical Ricardo Cravo Albin e o presidente da Rádio Roquette-Pinto, Fernando Nogueira.
Danielle Barros destacou o simbolismo da nova sede em Copacabana.
“O MIS será a vitrine do que temos de mais precioso: o nosso acervo. Instalado em um dos cartões-postais mais lindos do mundo, vai reunir cultura, memória e identidade em um espaço que o Rio de Janeiro esperava há décadas.”
Primeiro diretor da instituição, Ricardo Cravo Albin relembrou a vocação original do museu.
“O Museu da Imagem e do Som nasceu, em 1965, para ser equipado com depoimentos históricos destinados à posteridade. Essa coletânea de vozes e memórias logo virou uma marca de prestígio: personalidades da cultura e da história do Brasil faziam questão de estar aqui, deixando seu testemunho registrado. O MIS se tornou um repositório único da nossa identidade.”

O presidente do MIS, César Miranda Ribeiro e a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro, Danielle Barros. Foto: Karoline Freitas
O presidente do MIS, César Miranda Ribeiro, reforçou a importância da preservação do acervo.
“A preservação do acervo é uma preocupação constante. O MIS já reúne quase 1 milhão de itens, e esse número cresce a cada dia. Recentemente, por exemplo, recebemos a coleção de Jovem Nascimento. É fundamental que esse material saia dos arquivos pessoais e passe a contar a história para toda a sociedade. Mais importante ainda é que os pesquisadores se apropriem desse patrimônio e deem continuidade a esse movimento iniciado pelos colecionadores.”