FIPERJ realiza monitoramento da qualidade da água do Lago Javary, em Miguel Pereira/RJ

FIPERJ realiza monitoramento da qualidade da água do Lago Javary, em Miguel Pereira/RJ
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Dando continuidade ao programa de monitoramento ambiental, o biólogo extensionista do Escritório Regional do Centro-Sul Fluminense I (ERCSF I) da FIPERJ, Rodrigo Grizendi de Paula, esteve no dia 24 de fevereiro no Lago Javary, em Miguel Pereira/RJ. A atividade contou com o apoio do morador local Kemuel Kessler, que auxiliou na coleta dos dados ambientais e no registro fotográfico da ação.

O monitoramento foi iniciado em janeiro de 2025 e busca avaliar as condições da água ao longo das estações do ano. No verão, especialmente durante períodos de estiagem prolongada e temperaturas elevadas, há um risco maior de alterações nos parâmetros da água, o que pode resultar na mortandade de peixes, como já observado em anos anteriores.

A análise realizada apontou:
    •    Boa disponibilidade de oxigênio para os organismos aquáticos;
    •    pH elevado (alcalino), atingindo o limite máximo da faixa de conforto para peixes tropicais;
    •    Concentração de amônia tóxica elevada, representando um risco à sobrevivência da fauna aquática.

O biólogo Rodrigo Grizendi destacou que esse cenário preocupante está diretamente relacionado à estiagem prolongada e às altas temperaturas registradas nos últimos 15 dias. Além disso, o Lago Javary recebe diariamente uma alta carga de esgoto doméstico sem tratamento, fator que contribui significativamente para o aumento da concentração de amônia e outras alterações físico-químicas prejudiciais.

Um relatório está sendo finalizado e será encaminhado aos órgãos competentes da prefeitura, onde aconselharemos à análise laboratorial dos parâmetros microbiológicos (E. coli e Coliformes totais). Uma vez de posse dos resultados, teremos subsídios necessários para confeccionar um laudo honesto, fiel a proposta de trabalho. 

Medidas mitigadoras aplicadas

Desde a última etapa do monitoramento realizado em janeiro/25, sugerimos que o chafariz, prioritariamente, deverá  funcionar durante o período não luminoso, contribuindo para maximizar a oferta de oxigênio na água.