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Favela Champions reúne 250 atletas de artes marciais em grande evento no Parque Olímpico

Favela Champions reúne 250 atletas de artes marciais em grande evento no Parque Olímpico
Favela Champions reúne 250 atletas de artes marciais em grande evento no Parque Olímpico

Primeiro campeonato de boxe e artes marciais das favelas foi organizado pelo projeto social Luta pela Paz e contou com a Lei de Incentivo ao Esporte do Rio

O Favela Champions, primeiro campeonato de boxe e artes marciais das favelas, tomou conta da Arena 1, no parque Olímpico da Barra, no último domingo (29/10). O festival, que além das competições de boxe, teve jiu-jitsu, luta livre e muay thai, foi organizado pelo projeto Maré Unida, da Academia Luta Pela Paz, no Complexo da Maré, e contou com a Lei de Incentivo ao Esporte do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria estadual de Esporte e Lazer. O evento reuniu cerca de 250 jovens atletas de comunidades de diversas regiões do Rio. Eles foram recebidos pelo embaixador do projeto, o comediante Whindersson Nunes, que foi o mestre de cerimônias do evento. 

- Quero parabenizar esse projeto consistente, o Maré Unida, da Luta pela Paz, que ao longo de sua existência tem transformado muitas vidas. O Governo do Rio apoia iniciativas como essa porque sabe da importância social e do poder de transformação que o esporte é capaz de promover na vida das pessoas. Espero muito que em breve a gente possa ver frutos desse projeto não somente no Rio, mas no Brasil e mundo afora também. Vida longa ao Favela Champions – disse o secretário estadual de Esporte e Lazer, Rafael Picciani.

Com quatro modalidades participantes (boxe, jiu-jitsu, luta livre esportiva e muay thay), o campeonato realizou as fases classificatórias na parte da manhã e as finais, à tarde. Ao longo do dia o publico ainda presenciou atrações como o Grupo de Dança da Maré, demonstrações técnicas de judô, inclusão de pessoas com deficiência. Uma das grandes atrações do evento foi a presença do embaixador do projeto, o comediante Whindersson Nunes, que também foi o mestre de cerimônias da competição e participou da entrega das medalhas. 

– Sou ex-atleta de boxe, conheci o Luta pela Paz quando eu tinha 14 anos, no território da Nova Holanda, na Favela da Maré. Me empenhei e virei atleta competidor. De 2008 a 2017 fui atleta olímpico, participei das Olimpíadas de Londres, voltei para minha a comunidade, e hoje eu sou treinador, coordenador de esporte do projeto e idealizador desse evento que está sendo magnífico. É emocionante ver o território da favela ocupando esse legado Olímpico – comemorou o idealizador do campeonato, Roberto Custódio. 

O evento reuniu cerca de 250 jovens atletas, meninas e meninos de 14 a 17 anos, moradores de comunidades de diversos bairros do Rio, jovens, iniciantes e cheios de garra pelo ouro. É o caso de Maria Eduarda Rodrigues, de 16 anos, e de Pedro Henrique, de apenas 15 anos. Os dois são atletas de Muay Thai e chegaram para ganhar. 

Sobre o projeto Luta pela Paz

O Luta pela Paz trabalha em comunidades afetadas pela desigualdade social e violência, fazendo com que jovens possam se desenvolver, alcançar o melhor de seu potencial e construir uma sociedade mais inclusiva. Fundada e sediada na Maré, no Rio de Janeiro, a entidade está presente em 25 países por meio de suas academias, programas Comunidade Segura e aliança de parceiros treinados com a metodologia criada pela organização.

O projeto existe há 23 anos e já ultrapassando a marca de 250 mil pessoas impactadas em todo o mundo. Multipremiada no cenário internacional, a Academia Luta pela Paz forma atletas e profissionais de diversas áreas no esporte, como treinadores e gestores, impulsionando o ecossistema esportivo nacional. Qualquer pessoa pode contribuir com o trabalho desenvolvido pela instituição. As doações podem ser feitas por meio do site lutapelapaz.org.

 

Publicada em 31/10/2023 às 20h30

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