Em busca da flexibilização no uso da sua receita, que é própria, a CODERTE, Companhia de Economia Mista, que se enquadra no regime contábil denominado Orçamento Fiscal da Lei de Orçamento Anual, conhecido como LOA, pleiteia migrar para o Sistema PDG, ganhando autonomia para priorizar a forma de, aplicar seus recursos financeiros, em estrita obediência aos limites de gastos emanados do Governo. A Companhia passaria a ter condições de atender aos objetivos do seu Estatuto Social e também estaria apta a seguir os aspectos de compliance, transparência, e atratividade de investimentos, entre outros exigidos por padrões internacionais.
Para a inserção e devido enquadramento legal da CODERTE no PDG, esta deverá submeter-se a uma adaptação no sistema SIAFE-Rio (Sistema Contábil, Financeiro e Patrimonial do Estado do Rio de Janeiro). Apesar de se tratar de Sociedade de Economia Mista, ingressando no PDG, a CODERTE promoverá, obrigatoriamente, processo licitatório, quando o objeto do certame for compras diversas de qualquer natureza.
Ao ingressar no Sistema PDG, quanto ao aspecto jurídico, tendo em vista o negócio da empresa estar relacionado à concessão ou administração própria dos terminais, observa-se a necessidade de um núcleo especializado em modelos de concessões públicas, com base no principal ativo da empresa hoje, que são os Terminais Rodoviários. O Projeto em curso atenta para uma análise junto à administração de forma individualizada de cada uma dessas Unidades, como um centro de custos, por exemplo, visando à tomada de decisão em relação à concessão ou retomada por esta Cia.
Poder-se-á inserir discussões quanto ao papel regulatório e prestação de contas em relação a esse aspecto. Ao lograr a passagem para o sistema PDG, sendo a CODERTE uma empresa de economia mista, mesmo saindo do orçamento fiscal para o de investimentos, continuará atendendo e cumprindo as normas estabelecidas pelos Órgãos de Controle Interno e Externo, pois, como seu maior acionista, o Governo do Estado lhe terá total ascendência.