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DRACO/IE prende quatro pessoas no Camelódromo da Uruguaiana, no Centro do Rio

 15/05/2018 - 12:55h - Atualizado em 15/05/2018 - 13:01h

As investigações apontaram que o grupo estaria cometendo uma série de irregularidades na administração do centro comercial


 

 

Policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais (DRACO/IE), com o apoio de agentes da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Secretaria de Segurança, deflagraram na manhã de hoje uma operação no Centro Comercial da Uruguaiana, conhecido como Camelódromo, no Centro do Rio, com o objetivo de cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão. Quatro integrantes da administração foram presos, documentos, planilhas de cobrança, relatórios de faturamento e um simulacro de pistola apreendidos. Os mandados foram expedidos pela 36ª Vara Criminal da Capital.

 

As investigações apontaram que o grupo estaria cometendo uma série de irregularidades na administração do camelódromo: o presidente, o vice-presidente, o chefe da segurança e outros dois integrantes são suspeitos de associação criminosa, falsidade ideológica, extorsão a um proprietário de boxes, venda de boxes por permissionários e a prática de outras atividades ilegais como a venda e locação de espaços públicos.


A investigação teve início a partir do comparecimento à Draco do proprietário de alguns boxes, que passou a sofrer extorsões por parte do grupo, sendo exigido que ele pagasse a quantia de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por box para que os mesmos permanecessem abertos. Os criminosos, para pressionar o comerciante, lacraram as unidades e exigiram o pagamento para que fosse autorizada a reabertura dos boxes.


As investigações apuraram ainda a venda irregular de boxes por valores em torno de R$ 30.000,00 ( trinta mil reais) com conhecimento e anuência da administração do CCU, vendas essas não autorizadas, uma vez que os usuários dos boxes do centro comercial são na verdade permissionários, ou seja, possuem “permissão de uso” pela Prefeitura, sendo, portanto, proibida sua comercialização.

 

Foi constatada a cobrança compulsória de taxas aos permissionários dos boxes, referentes à segurança, limpeza do local e consumo de energia elétrica. As investigações continuam com o objetivo de identificar outros integrantes da associação criminosa e as vítimas. Os agentes verificam ainda denúncias da existência de uma milícia instalada no local.


Em 19 de abril deste ano, a Prefeitura realizou uma ação no camelódromo e demoliu diversos boxes construídos de forma irregular, cuja autorização para funcionamento era fornecida pela administração da CCU. A referida ação da Prefeitura aconteceu três dias após o encaminhamento de um ofício da Draco com solicitação de cópia da planta do Mercado Popular da Uruguaiana, contendo seus limites e o nome de todos os permissionários cadastrados para utilizarem o espaço dos boxes lá existentes. 


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  • 6 fotos | 15/05/2018

    Apreensão DRACO/ Operação Camelódromo da Uruguaiana



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