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Capacitação para mediar conflitos lota CICC

 26/01/2018 - 14:39h - Atualizado em 26/01/2018 - 14:39h

A iniciativa faz parte das ações do Plano Nacional de Segurança Pública.


O auditório do Centro Integrado de Comando e Controle ficou lotado de policiais civis, militares e guardas municipais para a capacitação do Curso de Mediador Pacificador Social promovido pelo Governo Federal. O objetivo da iniciativa, que faz parte das ações do Plano Nacional de Segurança Pública, é capacitar os agentes de segurança pública para mediar e pacificar conflitos em suas localidades de atuação.

 
“Essa iniciativa nos capacita para o cotidiano. Conseguimos mais bagagem humanística para nos colocarmos no lugar do outro, entender suas carências e tentar resolver seus problemas. Na comunidade onde eu atuo é a principal demanda em nossa rotina”, revelou o cabo da Polícia Militar Anderson Fernandes dos Santos, mediador de conflitos da UPP São João.

 

Racismo e intolerância religiosa foram alguns dos principais focos da palestra da diretora de Programas da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Ministério dos Direitos Humanos, Gabriela Cruz. Ao final, a delegada titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, Juliana Emerique, elogiou o evento.

 
“É muito importante esse evento, pois estamos vendo no Rio de Janeiro casos de intolerância religiosa dentro de comunidades cujos autores são ligados ao tráfico de drogas. A Baixada Fluminense foi palco de três ataques contra terreiros, apenas porque os traficantes não se identificavam com a matriz religiosa. A Polícia Civil está atenta e combate mais essa prática criminosa”, afirmou a delegada.

 
Lançada no dia 5 de janeiro, a capacitação para 150 profissionais, que tem a duração de um dia, já percorreu 11 estados. O participante ganha a certificação do Ministério da Justiça e Segurança Pública, do Ministério dos Direitos Humanos e da Secretaria Nacional de Promoção da Igualdade Racial.

 
Além dos agentes de segurança, participaram do encontro alguns dos participantes do Grupo de Trabalho do aplicativo para telefones móveis, que será lançado pela Secretaria de Estado de Segurança (Seseg) para auxiliar os agentes de segurança no atendimento aos grupos vulneráveis da população. A ação integra o planejamento da Seseg para grupos vulneráveis, com estratégias voltadas para mulheres, idosos, crianças, adolescentes, comunidade LGBT, além da promoção do respeito à diversidade racial, étnica e religiosa.

 

“Acredito que dessa capacitação sairá o alinhamento para outros encontros e novas trocas de experiência, sempre com o intuito de aprimorarmos o que está sendo feito pelo Estado do Rio de Janeiro e pelo Ministério da Justiça, em particular no enfrentamento da violência contra grupos vulneráveis, como as vítimas da intolerância racial e religiosa”, avaliou o superintendente de Educação da Subsecretaria de Educação, Valorização e Prevenção, Leonardo Mazzurana.

 

O secretário executivo dos Conselhos do Ministério dos Direitos Humanos, Rlick dos Santos, elogiou a iniciativa do aplicativo e anunciou que pretende levar a ideia para outros estados. “Nós deixamos aqui uma provocação para uma maior visibilidade em casos de homofobia, racismo, intolerância religiosa, xenofobia e outras temáticas. Dessa forma, podemos contribuir para o aprimoramento das políticas públicas desenvolvidas pelo Estado do Rio de Janeiro e também para uma ação efetiva, como a construção do aplicativo para grupos vulneráveis. Vamos levar essa iniciativa para outras oficinas e órgãos de igualdade racial do país”, anunciou o secretário.  


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    4 fotos | 30/01/2018

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