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Operação Onerat integra forças de segurança

 05/08/2017 - 17:16h - Atualizado em 05/08/2017 - 17:16h


A Secretaria de Estado de Segurança (Seseg), por meio das polícias Civil e Militar, com o apoio do Comando Militar do Leste, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional de Segurança Pública deflagrou, na madrugada deste sábado (05/08), a Operação Onerat para o combate ao roubo de cargas no Rio de Janeiro. A ação marcou o início da segunda fase da operação integrada com o Governo Federal.

 

Os agentes atuaram nos Complexos do Lins e Camarista Méier, na Zona Norte. Houve ainda operações nos Morros São João, Chapadão e Pedreira, também na Zona Norte, além Morro da Covanca, em Jacarepaguá, na Zona Oeste. As Forças Armadas foram responsáveis pelo cerco em algumas dessas regiões e ficaram baseadas em pontos estratégicos.

 

O balanço final da operação Onerat (que significa carga em latim) indica que 18 pessoas foram presas por mandados de prisão e cinco em flagrante. Um foragido da Justiça foi preso e dois adolescentes apreendidos. Dois homens morreram em confronto com os policiais. Foram apreendidos 21 carros, uma moto, três pistolas, duas granadas e quatro radiotransmissores. Os agentes recuperaram cargas roubadas, entre elas material escolar, cosméticos, roupas e parte do conteúdo roubado de um caminhão dos Correios no Morro São João. Foram apreendidos quatro quilos de cocaína e 13 quilos de maconha.

 

Algumas vias, incluindo a Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, ficaram interditadas. Houve controle do espaço aéreo com restrições dinâmicas de acesso, mas sem interferir nas operações dos aeroportos.

 

Cerca de 50 representantes de todas as instituições envolvidas na operação acompanharam as ações, em tempo integral, desde às 3h30min, do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova. Nos monitores do Centro Integrado de Operações Coordenadas (CIOC), imagens aéreas de câmeras embarcadas em aeronaves e de câmeras nas ruas das regiões contribuíram para definições estratégicas.

 

- Mesmo com toda a dificuldade que o estado está enfrentando, as polícias dedicaram todos os seus esforços - destacou o secretário de Segurança do Rio, Roberto Sá, durante coletiva para imprensa, no auditório do CICC. Em um primeiro momento, o secretário detalhou as ações junto aos responsáveis operacionais. Depois ele falou acompanhado dos ministros da Justiça, Torquato Jardim, e do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, além do almirante Roberto Rossatto, das Forças Armadas.

 

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, reafirmou o auxílio do Governo Federal ao Estado do Rio e enfatizou que objetivo é acabar com o mito do crime organizado e poderoso. Segundo o ministro, a operação visou provocar um "sufoco logístico e financeiro" nos criminosos.

 

- A ação firme da Polícia Rodoviária Federal em bloquear as estradas de acesso ao Rio, da Inteligência da Polícia Federal e os cercos táticos das Forças Armadas, toda essa combinação com a experiência local e insubstituível das polícias militar e civil deram um resultado que é maior que os números, disse o ministro, que parabenizou Roberto Sá pelo que classificou de excepcional trabalho que vem sendo desempenhado no Rio.

 

O secretário Nacional de Segurança Pública, general Carlos Alberto Santos Cruz, também falou da união entre as forças.

 

-Estamos empenhados com a nossa capacidade máxima em colaborar com o Estado do Rio de Janeiro, com a Secretaria de Segurança", disse ele.

 

O diretor do 1º Departamento de Polícia de Área, delegado Paulo Guimarães, enfatizou a importância da inteligência na ação de hoje – que teve início por meio de uma investigação da 26ª Delegacia de Polícia Civil de Todos os Santos - e o apoio do Disque-Denúncia, que disponibilizou mais de dois mil panfletos com fotos dos procurados para distribuição para população da região.

 

A Polícia Civil atuou com 360 agentes, sendo 30 delegados, uma aeronave e quatro carros blindados.

 

O subchefe do Estado Maior Geral Operacional da Polícia Militar, coronel Henrique Pires, destacou a integração e a mobilização das equipes. A Polícia Militar contou com mais de 570 homens, além de 40 viaturas, três blindados e dois helicópteros. Além das unidades operacionais convencionais, atuaram o Batalhão de Operações Policiais Especiais, o Batalhão de Ações com Cães e do Batalhão de Polícia de Choque.

 


As Forças Armadas mobilizaram 3.600 militares, 514 veículos e 71 blindados e quatro helicópteros. Já a Polícia Federal atuou com 26 agentes, seis viaturas e uma aeronave. A Força Nacional de Segurança Pública contou com 256 homens e 66 viaturas. A Polícia Rodoviária Federal disponibilizou 115 agentes, 51 viaturas e 16 motos, além de uma equipe do Grupamento de Operações com Cães, que atuou com a Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil dentro das comunidades .




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