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Apenas 20% das meninas entre 11 e 13 anos toma 2ª. dose contra HPV

 29/10/2014 - 12:00h - Atualizado em 29/10/2014 - 12:01h

A imunização contra o vírus que é responsável pelo terceiro tipo mais frequente de câncer entre as mulheres só é completa com as três doses. O Ministério da Saúde informa que a vacina contra HPV é segura e recomendada pela Organização Mundial de Saúde. INCA estima 15 mil novos casos e cerca de 5 mil óbitos por câncer do colo do útero em 2014



A imunização contra o vírus que é responsável pelo terceiro tipo mais frequente de câncer entre as mulheres só é completa com as três doses. O Ministério da Saúde informa que a vacina contra HPV é segura e recomendada pela Organização Mundial de Saúde. INCA estima 15 mil novos casos e cerca de 5 mil óbitos por câncer do colo do útero em 2014. A segunda fase de Vacinação contra HPV começou em 1º. de setembro, mas a adesão das meninas entre 11 e 13 anos é baixa. Tendo ultrapassado a meta nacional de 80% da cobertura vacinal contra HPV na primeira fase (com a imunização de 88,41% das adolescentes de 11 a 13 anos), a Secretaria de Estado de Saúde alerta que para a imunização ser completa contra o HPV, é necessário que as meninas recebam as três doses indicadas.

 

O Ministério da Saúde informa que a vacina contra HPV é segura e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para prevenção do câncer do colo do útero - terceiro tipo mais frequente na população feminina e terceira causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima a prevalência de 15 mil novos casos e cerca de 5 mil óbitos por câncer do colo do útero em 2014.

 

A vacinação é utilizada como estratégia de saúde pública em outros 51 países, que já realizaram a imunização de mais de 175 milhões de doses desde 2006, sem registros de eventos que pudessem pôr em dúvida a segurança da vacina.

 

Quem deve se vacinar - O cronograma de vacinação deve ser seguido da seguinte forma: a segunda dose deve ser tomada seis meses após a primeira, e a terceira dose cinco anos. A proposta é que em 2015 a vacina seja oferecida para as adolescentes de 9 a 11 anos e, em 2016, às meninas de 9 anos. Para receber a dose, basta apresentar o cartão de vacinação ou documento de identificação. As meninas que não tomaram a primeira dose, a vacina permanece disponível nos postos de vacinação, pois foi incorporada no calendário de imunização do sistema público de saúde.

 

A vacina oferecida é a quadrivalente e confere proteção contra quatro subtipos de HPV (6, 11, 16 e 18), tendo 98% de eficácia. Os subtipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero em todo mundo e os subtipos 6 e 11 por 90% das verrugas anogenitais.


Cidades com zero cobertura - Vinte quatro dos 92 municípios do Rio de Janeiro não registraram nenhuma dose aplicada nessa 2ª. fase da Campanha de Vacinação Contra HPV. São eles: Cantagalo, Bom Jardim, Santa Maria Madalena, São Sebastião do Alto, Quatis, Barra do Piraí, Rio das Flores, Japeri, Queimados, São João de Meriti, Rio Bonito, Carapebus, Cardoso Moreira, São João da Barra, Araruama, Saquarema, Casemiro de Abreu, Cambuci, Itaocara, Itaperuna, São José de Ubá, Bom Jesus de Itabapoana, Paraíba do Sul, Paty do Alferes.
Apenas a cidade de Sumidouro já cumpriu a meta e vacinou 100% do público-alvo.

 

Eventos adversos - Para investigar os casos de possíveis eventos adversos, o Programa Nacional de Imunizações mantém o Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e outros Imunobiológicos. Desde o início da vacinação, em março de 2014, 91% dos eventos associados à vacina contra HPV foram classificados como leve - reações como dor no local de aplicação, coloração avermelhada da pele, dor de cabeça. Foram confirmados 12 casos de reações alérgicas. Apenas dois casos estão sendo avaliados pelo Comitê para saber se a causa está relacionada ou não à vacinação.

 

Doença – O vírus HPV é a principal causa do câncer do colo de útero, o terceiro tipo mais frequente entre as mulheres, atrás apenas do câncer de mama e de cólon e reto. Com a introdução da vacina no SUS, espera-se a redução da incidência e da mortalidade por esta doença.


O HPV é um vírus transmitido durante a relação sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Assim sendo, o contágio pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV. No Brasil, cerca de 685 mil pessoas são infectadas por algum tipo do vírus a cada ano.


Sintomas – A infecção normalmente causa verrugas de tamanhos variáveis. Nas mulheres, os sintomas mais comuns surgem na vagina, vulva, região do ânus e colo do útero. Nos homens, é mais comum na cabeça do pênis e na região do ânus. As lesões do HPV também podem aparecer na boca e na garganta. No entanto, homens e mulheres podem estar infectados sem apresentar sintomas.


Tratamento – O vírus do HPV pode ser eliminado espontaneamente, sem que a pessoa saiba que estava infectada. Uma vez feito o diagnóstico, o tratamento pode ser feito com medicamentos ou cirúrgico. O câncer de colo de útero é o crescimento anormal de células do útero. Essas alterações têm como principal causa a infecção por alguns tipos de HPV. Para prevenir a contaminação, o ideal é fazer acompanhamento regular com o médico, realizar exames preventivos e usar preservativos durante relação sexual.

 

 


 




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