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Governador lança plano diretor do Arco Metropolitano

 18/04/2011 - 14:31h - Atualizado em 18/04/2011 - 16:07h

Estudo aponta a criação de 800 mil empregos nos próximos 15 anos no entorno da rodovia


O governador Sérgio Cabral e o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, participaram na manhã desta segunda-feira (18/4), na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no centro do Rio, da abertura do seminário Arco Metropolitano: Um Novo Marco no Desenvolvimento Metropolitano. O encontro, organizado pela Secretaria de Obras e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), apresenta o plano diretor da rodovia, recém-elaborado. Ele aborda as potencialidades socioeconômicas da rodovia que está sendo construída pelos governos federal e estadual e deverá ser entregue em dezembro de 2012.

 

Cabral aponta esta rodovia, projetada desde 1968, mas jamais executada antes do atual Governo do Estado, como a grande oportunidade de negócios para os próximos 20 anos, porque boa parte da via está sendo implantada em lugares sem povoação.

 

– São 70 quilômetros numa região com uma ocupação que pretendemos inteligente por parte de empresas comerciais, industriais, de serviços e de logística, casando o Comperj (Complexo Petroquímico de Itaboraí) com o Porto de Itaguaí e com todas as rodovias federais que passam pelo Estado do Rio. É uma artéria que, ao mesmo tempo, dará maior mobilidade a quem mora na Baixada e, sobretudo, às atividades econômicas – enfatizou o governador.

 

O plano foi financiado pelo BID, no valor de US$ 1 milhão. Segundo o coordenador do plano, o subsecretário de Urbanismo da Secretaria de Obras, Vicente Loureiro, o Arco é a oportunidade de se remodelar a Região Metropolitana sob o ponto de vista da mobilidade de cerca de 75% das pessoas que moram na região e trabalham na capital do estado. De acordo com os estudos feitos, a previsão é de que se instalem no entorno da via empreendimentos industriais e de logística capazes de criar 800 mil empregos nos próximos 15 anos.

 

– Outros circuitos de viagens casa-trabalho vão se estabelecer além daqueles que estamos acostumados a ver superadensados, como os ramais rodoviários e metroviários, a Avenida Brasil, a Linha Vermelha, a Ponte Rio-Niterói, entre outros. Ao distribuirmos melhor as oportunidades de desenvolvimento econômico do estado equilibramos mais essa movimentação das pessoas e damos mais sustentabilidade ao crescimento urbano – argumentou Loureiro.

 

Segundo o plano diretor, o Arco, ao contornar a Baixada, evitará que o tráfego de carros e, principalmente, de caminhões de carga passe pelos eixos viários do Rio, como Avenida Brasil e Ponte Rio-Niterói, e, em contrapartida, ainda possibilita o crescimento econômico de municípios hoje quase apenas dormitórios, com a geração de uma onda de atividades econômicas às suas margens.

 

De fato, são otimistas as perspectivas de desenvolvimento econômico e social na Baixada Fluminense. A estimativa é que a obra reduza em até 20% os custos de transportes de mercadorias entre o Porto de Itaguaí e sete estados brasileiros. O impacto na economia brasileira será R$ 1,8 bilhão, sendo 64,1% desse valor concentrados no setor de construção civil. Em longo prazo, a influência direta no Produto Interno Bruto (PIB) da região será de R$ 2 bilhões.

 

Os dados fazem parte do estudo Avaliação dos Impactos Logísticos e Socioeconômicos da Implantação do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro, encomendado pelo Sistema Firjan e pelo Sebrae-RJ ao Centro de Estudos em Logística da Coppead/UFRJ e à Tendências Consultoria.

 

O Arco é dividido em quatro segmentos

 

O seminário, voltado para empresários e profissionais direta ou indiretamente interessados no projeto, foi aberto com uma palestra do secretário de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Energia e Serviços, Julio Bueno, em que apresentou as oportunidades econômico-empresariais do Arco, seguida de outras conferências e debates. O vice-governador encerra o encontro no final da tarde.

 

O Arco Metropolitano é uma rodovia que terá 140 quilômetros de extensão e passará por oito municípios: Itaboraí, Magé, Guapimirim, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Japeri, Seropédica e Itaguaí. Além das obras de duplicação de pistas e asfaltamento, 156 intervenções estão previstas, entre viadutos, pontes, passagens interiores e de gado e passarelas. A rodovia terá um Centro de Controle Operacional, pátio para cargas perigosas, postos de pesagem fixa e móvel e será monitorada pela Polícia Rodoviária Federal.

 

O Arco, cujo nome oficial é Rodovia BR-493/RJ-109, é dividido em quatro segmentos. O primeiro, com 25 quilômetros, compreende a BR-493 já existente, que sai da Niterói-Manilha (BR-101 Norte) e chega a Santa Guilhermina, em Magé, onde se conecta com a BR-116 (Rio-Teresópolis). Este trecho está sendo duplicado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT), do Ministério dos Transportes.

 

O segundo segmento parte deste entroncamento e segue pela BR-116 em direção à BR-040 (Rio-Petrópolis), em Duque de Caxias, numa extensão de 22 quilômetros. O trecho é duplicado, está pronto e se encontra sob concessão da empresa CRT. O terceiro segmento vai da BR-040 até a BR-101 Sul (Rio-Santos), em Itaguaí. Este trecho, com extensão de 70,9 quilômetros, está sendo implantado em pista dupla pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER). O último segmento vai da BR-101 Sul até Itacuruçá, cuja duplicação, a cargo do DNIT, já está concluída, e compreende também o acesso ao Porto de Itaguaí. No total são 22 quilômetros.

 

Além de Cabral, Pezão e Julio Bueno, participaram da mesa de abertura o presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouveia Vieira e o representante da Caixa Econômica Federal, Plínio Magalhães Fonseca.

 


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    Seminário Arco Metropolitano: Um novo marco no desenvolvimento metropolitano



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