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Passarela da Rocinha integra comunidade à cidade

 08/06/2010 - 18:13h - Atualizado em 08/06/2010 - 18:18h
 » Guedes de Freitas

Projeto foi presente do premiado arquiteto Oscar Niemeyer aos moradores da comunidade


Mais que uma simples ponte, unindo literalmente a favela ao asfalto, a passarela em frente à Rocinha, desenhada pelo maior arquiteto do Brasil, Oscar Niemeyer, é um monumento em homenagem à integração da comunidade à cidade. A estrutura em linhas sinuosas, construída em concreto sobre a Estrada Lagoa-Barra, próximo à boca do Túnel Zuzu Angel, já se ergue imponente como uma verdadeira apoteose às grandes intervenções públicas na maior comunidade carente da América Latina. A obra já está na fase final, devendo ser inaugurada ainda este mês. No mesmo dia, será entregue o Centro de Convivência, Comunicação e Cultura, o C4, na subida da Cachopa.

 

Mas, a grande vedete da festa será mesmo a passarela, com seu arco em M, simbolizando a mulher carioca, retorcendo ao sol que aquece e ilumina corpos e corações de uma cidade sempre ardente e alegre. Bela e cheia de curvas, esta síntese do charme e da brejeirice do jeito Rio de ser, como pretendeu o genial arquiteto, será um verdadeiro marco do orgulho dessa comunidade tão grande e caótica quanto sofrida e discriminada ao longo dos anos.

 

– Você não imagina como a Rocinha se sente orgulhosa dessa obra. Os moradores estão maravilhados com esta passarela e agradecidos por terem um verdadeiro monumento da beleza arquitetônica em frente à sua comunidade. É uma obra singular mesmo. Não é qualquer um que tem uma obra do Niemeyer à sua porta – sublinhou o engenheiro Franchel Fantinatti, gerente de Obras da Empresa de Obras Públicas (Emop).

 

Uma obra singular e de difícil execução. Segundo Fantinatti, só para fazer as fundações foram necessários cinco meses de trabalho árduo, com estacas e raízes inclinadas a 40 graus, a 30 metros de profundidade, sem contar o local em que elas foram feitas, com muita interferência, como redes de água e esgoto e de fios de alta tensão, cuja existência era desconhecida.

 

Para a montagem da estrutura, a dificuldade aumentou por causa da sinuosidade do desenho. Segundo o engenheiro, só para chegar à fórmula ideal do concreto a ser utilizado foram necessários quatro meses de cálculos e estudos "para atender a parâmetros estruturais, não estéticos".

 

- Paralelamente, a gente foi trabalhando no sentido de se obter um concreto um pouco mais claro e chegar a uma fórmula ideal. Ficou muito bom – aplaude Fantinatti.

 

Obra irá integrar a comunidade ao complexo esportivo - Foto: Marcelo HornA obra, de responsabilidade da Emop e financiada com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), começou há um ano e meio. A passarela possui uma pista de quase 60 metros de extensão, com três rampas de acesso: uma sai da comunidade e duas ficam do outro lado da Estrada Lagoa-Barra. O ponto mais alto do arco fica a 20 metros da pista da estrada e a 14 metros do piso da passarela. Com o projeto para a Rocinha, Niemeyer assina sua primeira passarela no Rio cruzando uma pista - em São Paulo, ele concebeu a passarela que integra o conjunto do Memorial da América Latina e passa sobre a Avenida Auro Soares de Moura Andrade, na Barra Funda.

 

A partir desta semana, durante várias madrugadas ao longo do mês, o Túnel Zuzu Angel será interditado para a conclusão das obras da passarela da Rocinha. As interdições ocorrerão nos dois sentidos (Gávea-São Conrado e São Conrado-Gávea).

 

Quanto ao C4, a Emop está construindo um prédio com cinco pavimentos que atenderá a propósitos culturais e educativos. No primeiro pavimento, funcionarão uma videoteca e um salão de exposições. O segundo terá auditório multiuso e o terceiro, salas de dança, som e vídeo e administrativas, além de uma área externa de convivência. No quarto andar, haverá uma biblioteca, com área anexa para crianças. Por fim, no quinto pavimento, funcionarão um restaurante-cozinha e uma área para aulas de qualificação em culinária. A área construída do prédio mede 1.433 metros quadrados.

 

No dia 8 de março, a Rocinha recebeu as primeiras obras do PAC: o Complexo Esportivo e o Centro de Atendimento à Saúde (CAS), que abriga a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) 24 Horas, a Clínica da Família e o Centro de Atenção Psicossocial. Orçado em R$ 231,2 milhões, o PAC prevê ainda a implantação de uma creche modelo, com capacidade para 120 crianças, a abertura e alagamento de ruas e vielas, a construção de dois planos inclinados, sendo um sobre o Túnel Zuzu Angel, e a inauguração de 144 unidades habitacionais.




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