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Especialistas dão dicas de estudo para quem vai prestar o concurso da Secretaria de Fazenda do Rio

 26/03/2011 - 20:59h - Atualizado em 26/03/2011 - 20:59h

O Globo Online - Publicada em 24/03/2011 - Da Redação


RIO - Com a possível suspensão de concursos federais na área fiscal por conta dos cortes no Orçamento da União, a seleção promovida pela Secretaria de Fazenda do Estado do Rio (Sefaz-RJ) representa uma grande oportunidade para profissionais que buscam entrar para a carreira pública. São 200 vagas no total, sendo 100 para o cargo de auditor fiscal da Receita Estadual, com salário de R$ 9.885,40, e 100 para analista de controle interno, com remuneração de R$ 3.818,18.

 

Ambas as categorias exigem nível superior completo. Para o cargo de auditor, os candidatos podem ter graduação em qualquer área, mas para analista é necessária formação em ciências contábeis.

 

Para o diretor acadêmico do Ênfase Instituto Jurídico, João Mendes, a alta dificuldade do concurso exige do candidato alto grau de esforço e comprometimento. Os inscritos para o concurso da Sefaz-RJ têm cerca de dois meses para intensificar os estudos e finalizar sua preparação. Para auditor, as provas acontecem nos dias 17 e 21 de abril. Já para o cargo de analista, os exames estão marcados para 1º e 15 de maio.

 

Em relação a outros concursos fiscais, o que muda nas seleções promovidas pelas secretarias de fazenda dos estados é a legislação específica e as normas pertinentes à fiscalização, pois elas variam de estado para estado. De acordo com Paulo Estrella, diretor da Academia do Concurso, o candidato que já vinha estudando para fiscal da Receita Federal, por exemplo, com exceção dessas duas disciplinas, praticamente já cobriu todo o conteúdo.

 

Na prova de analista, diz Estrella, não será cobrada legislação tributária e normas relacionadas à fiscalização, mas o tema é bastante extenso na de auditor. O conteúdo específico de analista inclui controle interno, auditoria, contabilidade pública, contabilidade geral e de custos, administração financeira e orçamentária, além de responsabilidade fiscal.

 

- Como era de se esperar, os conteúdos relacionados à área contábil vêm bem mais pesados nos exames para analista, já que o candidato deverá ter formação em ciências contábeis. Mas isso não significa dizer que o conteúdo de auditor seja leve.

 

O candidato que já vinha se preparando para o concurso mesmo antes da publicação do edital deve, neste último mês, revisar as matérias nas quais teve maior dificuldade. Já aquele que começou a se preparar só agora terá de encarar uma verdadeira maratona de estudos pois o conteúdo exigido para esta prova é muito extenso:

 

- Nesse tipo de concurso, o candidato não se prepara de uma hora para outra. Este candidato deverá se dedicar integralmente para alcançar um bom resultado - diz Estrella.

 

Tanto Estrella como Alexandre Lopes, do Curso Maxx, aconselham os candidatos a fazer provas anteriores, principalmente a dos concursos realizados após 2007, cujas provas foram preparadas pela Fundação Getúlio Vargas, para que possam se familiarizar com o que é cobrado pela banca. Segundo Estrella, resolver questões anteriores orienta o estudo do candidato, pois faz com que ele dê mais ênfase aos conteúdos que são mais frequentes nas provas, além de acostumá-lo com a redação das questões da banca, ajudando em sua interpretação.

 

- Esta dica serve para qualquer concurso, pois é fundamental para o candidato entender o que o espera na hora da prova.

 

A banca da FGV foi e continua sendo preocupante para a maioria dos candidatos por não saberem muito bem o que esperar da prova. De acordo com o diretor da Academia do Concurso, o que caracteriza as provas de direito formuladas pela FGV é a grande quantidade de questões conceituais e doutrinárias e, por outro lado, a escassez de questões literais:

 

- Essa prova vem com questões complexas que exigem conhecimento e raciocínio por parte do candidato. Tem fama de difícil compreensão e interpretação, mas esse conceito vem mudando a cada concurso, porque os candidatos vão se acostumando com a linguagem da banca.

 

Alexandre Prado, do site Concurseiro Urbano, lembra que, por se tratar de um concurso para fiscalização estadual, serão abordados temas ligados à Constituição e ao Estatuto Estadual, além da legislação do Imposto sobre a Propriedade de Veículos (IPVA) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).

 

Para o cargo de auditor, acrescenta, as matérias mais importantes são legislação tributária e normas relacionadas à fiscalização, pois esta é a primeira matéria utilizada como critério de desempate. Também devem focar em direito tributário, que dentre as matérias de direito, é a que tem maior peso (é a segunda para critério de desempate), além das matérias de língua portuguesa. Estatística, administração, direito empresarial e economia/finanças, também merecem atenção, diz Lopes, do Curso Maxx.

 

Já para analista, o candidato deve priorizar os conhecimentos específicos, pois os mesmos servem de critério de desempate, dando enfoque maior às matérias de controle interno, auditoria e contabilidade pública. Economia e matemática financeira também são importantes e podem fazer a diferença no resultado final.
 




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