Esporte, Lazer e Juventude

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Clubes do Rio se unem contra a MP 841

 28/06/2018 - 17:03h - Atualizado em 28/06/2018 - 17:03h

Medida que cria o Fundo Nacional de Segurança Pública prevê corte de mais de meio milhão para o esporte


 

Secretário de Esporte, Lazer e Juventude, José Ricardo Brito, falou sobre os riscos que a MP vai trazer para o setor

 

Nada de rivalidade. Botafogo, Vasco da Gama, Flamengo e Fluminense unidos pelo mesmo objetivo: o futuro do esporte. Representantes dos quatro grandes clubes do Rio uniram forças e participaram de uma reunião, junto com o secretário de Estado, Esporte, Lazer e Juventude, José Ricardo Brito, para discutirem o impacto que a Medida Provisória 841 vai causar no setor. Assinada no início do mês pelo presidente Michel Temer para criar o Fundo Nacional de Segurança Pública, a MP841 redistribui as verbas das loterias, retirando recursos antes direcionados aos clubes e entidades que fomentam o esporte. Com a medida, a previsão é que, apenas em 2019, o esporte perca cerca de R$514 milhões.

 

- A Secretaria reconhece a necessidade de investimentos em segurança, mas não é tirando dinheiro do esporte que vamos melhorar a segurança pública. Isso só criará um outro problema. Temos projetos sociais em comunidades que concorrem diretamente contra o tráfico. Muitas crianças precisam do esporte para se manter longe dessa realidade. Estamos juntos nessa luta porque temos a certeza de que o esporte é uma ferramenta poderosa de inclusão social e de combate à violência, – afirmou o secretário durante a reunião.


O evento foi realizado na sede do Flamengo, na Gávea. O vice-presidente de Esportes Olímpicos do clube, Alexandre Póvoa, falou que se a MP841 não cair, o Flamengo terá que diminuir o investimento para várias modalidades já no segundo semestre.

 

 

Representantes dos quatro grandes clubes do Rio se uniram contra a medida que retira recursos do esporte

 

- Estamos falando de muitos atletas, 3.500 alunos de escolinhas que sonham todos os dias em serem atletas do Flamengo ou de outros lugares. Se multiplicar isso pelos quatro grandes clubes, você vai entender melhor como essa medida afeta milhares de pessoas. Não importa a camisa, o que é importante é que todos os times estão unidos para mostrar o papel social enorme que prestam para o Rio de Janeiro. Tirar esse dinheiro do esporte vai acabar com os olímpicos em um país que desvaloriza tanto essas modalidades – explicou Alexandre Póvoa, do Flamengo.


Para o vice-presidente de quadra e salão do Vasco, Jorge Veríssimo, a MP 841 é uma afronta ao esporte olímpico e pode acabar com o futuro de milhares de jovens.

 

- O esporte está estritamente ligado à educação. Com ele, podemos tirar as crianças da mão dos traficantes e torná-los cidadãos melhores. O governo federal não pode cortar essa verba sem entender que isso refletirá no futuro desses jovens - reforçou Jorge Veríssimo, do Vasco.


Gláucio Cruz, diretor de esportes olímpicos do Botafogo, reforçou a importância de todos os dirigentes unirem forças e trabalharem em conjunto, e ao lado dos atletas para evitar que a MP 841 avance no congresso e vire Lei.


- É muito difícil fazer esporte olímpico. Estamos conseguindo diminuir essas dificuldades com muita luta, principalmente nos quatro grandes clubes do Rio. Vamos lutar com todas as nossas forças para impedir que isso aconteça -, convocou Gláucio Cruz, do Botafogo.


O vice-presidente de esportes olímpicos do Fluminense, Márcio Trindade, reforçou que os clubes precisam trabalhar juntos, mobilizar atletas e a sociedade para derrubarem a medida.


- Temos quatro clubes gigantes reunidos e que formam atletas desde o princípio. Está em nossa essência. E nós não vamos parar - , prometeu Márcio Trindade, do Fluminense.
 




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