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Surfistas já pensam na classificação para Tóquio 2020

 14/05/2018 - 13:40h - Atualizado em 14/05/2018 - 13:40h

Olimpíada vai contar com dois competidores por país em cada gênero


 

Silvana Lima, que garantiu uma vaga na quarta etapa da WSL, em Saquarema, sonha com uma das vagas para os Jogos de Tóquio, em  2020

 

Ainda faltam dois anos pela frente, mas a disputa por uma das quatro vagas – divididas em duas por cada gênero – nas Olimpíadas de Tóquio, em 2020, já começou. Tudo porque 18 das 40 vagas nos Jogos Olímpicos serão reservadas para os surfistas profissionais da elite dos top-34 do CT, graças a um acordo feito entre a Liga Mundial de Surf (WSL) e a Internacional Surfing Association (ISA). Com isso, a quarta etapa da WSL, a Oi Rio Pro, que está sendo realizada em Saquarema, e é viabilizada pela Secretaria de Estado de Esporte, Lazer e Juventude (Seelje), por meio da Lei de Incentivo ao Esporte e à Cultura, é uma espécie de pré-seleção para os Jogos do Japão.

 

- A quarta etapa do Campeonato Mundial tem uma importância enorme para os surfistas que estão competindo. É a elite do surf que está atrás de um lugar melhor no ranking. Com certeza, a maioria dos atletas que está aqui em Saquarema vai estar em Tóquio, em 2020. E quatro surfistas da nossa “Tempestade Brasileira” vão estar defendendo a nossa bandeira. Por isso, é uma enorme satisfação estarmos realizando uma competição dessa magnitude aqui no Rio – observa o secretário de Estado, Esporte, Lazer e Juventude, José Ricardo Brito.

 

As outras 22 vagas serão determinadas no ISA World Surfing Games de 2019 e 2020 e pelos Jogos Panamericanos de 2019 em Lima, no Peru. Além disso, o país anfitrião terá direito a uma vaga na categoria masculina e uma na feminina. No feminino, a disputa, atualmente, está entre a cearense Silvana Lima, de 33 anos, a jovem catarinense Tainá Hinckel, de 15, uma das grandes apostas do surf nacional, e a novata Tatiana Weston-Webb, a “havaiana-gaúcha”, de 22. Tatiana ocupa a 4ª posição no ranking da primeira divisão da WSL, tendo sido vice-campeã da etapa de Bells Beach, na Austrália, em março.

 

Defendendo a bandeira brasileira pela primeira vez numa competição, Tatiana reconhece que a disputa pela vaga com as outras duas não vai ser tão fácil. 

 

- Vai ser difícil. Mas estou feliz em disputar representando o Brasil. Estou surfando bem e espero que dê tudo certo – diz a surfista, que foi classificada para a terceira fase da competição em Saquarema.

 

Defendendo a bandeira brasileira pela primeira vez, Tatiana Weston-Webb, a 4ª do ranking, reconhece que a disputa pela vaga não vai ser tão fácil

 

 

Piscina de ondas e Circuito Brasileiro

 


A veterana Silvana Lima é um dos maiores nomes da história do surf feminino nacional. Aos 33 anos, já foi duas vezes vice-campeã do Circuito Mundial, em 2008 e 2009, e ocupa hoje em dia a 10ª colocação entre as melhores do mundo. Única surfista brasileira entre as oito convidadas no ano passado a testar a piscina de ondas de Kelly Slater, a maior novidade no esporte, a cearense torce para que a piscina que reproduz tubos perfeitos seja reproduzida em Tóquio.

 

- É totalmente diferente (de surfar no mar), ainda estou aprendendo como ler a onda. Mas acho que vai ser o futuro do surf: é tudo certinho, o horário certo, a onda perfeita. A onda é tão perfeita que acaba sendo difícil de surfar – avalia Silvana, que vai repetir a experiência em setembro. – Espero que me dê bem -, planeja a surfista, que em Saquarema garantiu vaga na repescagem. 

 

Entre os homens, Gabriel Medina também acredita que para as Olimpíadas, a piscina de ondas é a melhor opção. 

 

- Nunca fui, mas já fiquei sabendo que o mar lá (no Japão) não dá ondas boas e é muito inconsistente. Mas estão falando que será no mar. Espero que coloquem a piscina para as Olimpíadas. Seria a melhor opção. A piscina é divertida, dá para fazer um monte de manobras, dá para fazer aéreo, pegar tubos, surfar a onda perfeita. Mas é bem diferente, até para o julgamento, porque vai todo mundo ficar meio parecido – avalia o surfista de Maresias.

 

Gabriel Medina está na torcida para que Tóquio tenha piscina de ondas, como a de Kelly Slater

 

Dividindo a liderança do campeonato junto com o australiano Julian Wilson, Ítalo Ferreira, do Rio Grande do Norte, afirma que a realização de mais circuitos pelo país é fundamental para dar oportunidades a atletas que não têm a chance de disputar grandes competições. E elogiou a retomada do Circuito Brasileiro de Surf, que voltou a ser realizado na Praia da Barra, graças a uma parceria entre a Associação Brasileira de Surf Profissional e a Secretaria de Estado, Esporte, Lazer e Juventude
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- É muito importante trazer de volta, não só para o estado, mas para o esporte em si. Mas acho que podiam ver mais circuitos nos outros estados também. A gente tinha circuito nordestino, amador, catarinense, deviam retomar esses circuitos para que outros atletas, que precisam de incentivo – observa o surfista.

 

O secretário da Seelje, José Ricardo Brito, reconhece a importância da retomada de competições no estado 

 

O Circuito Brasileiro de Surf voltou a ser realizado no Rio na Rio Surf Pro Brasil 2018, realizada nos dias 4,5 e 6 de maio, na Praia da Barra. A competição foi uma contrapartida social do “Digital Surf 2017”, apoiado pela Seelje, por intermédio da Lei de Incentivo ao Esporte.

 

- As competições são muito importantes para os surfistas. É a porta de entrada. Por isso foi muito importante reativarmos a etapa estadual, no Circuito Brasileiro de Surf Profissional, realizado em parceria com a Abrasp. Fizemos a etapa Rio, que aconteceu primeiro na Praia da Barra. Mas vão ter mais duas etapas, na Praia do Recreio e em Grumari - , conclui o secretário da Seelje, José Ricardo Brito.


 




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