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Seeduc realiza encontro sobre o Proeis

 30/05/2012 - 17:20h - Atualizado em 31/05/2012 - 10:41h
 » Michelle Lorencini

Diretores e professores são favoráveis ao reforço da segurança feito por PMs


Fotos: Marcia Costa

 

Nesta quarta-feira (30/05), a Secretaria de Estado de Educação realizou um encontro sobre o Programa Estadual de Integração de Segurança (Proeis), com o objetivo de uniformizar os conhecimentos e divulgar informações e procedimentos para o bom andamento do programa. Participaram do encontro os diretores e professores das unidades contempladas, diretores regionais administrativos e coordenadores de Gestão de Pessoas.


Na abertura, o subsecretário Executivo da Seeduc, Amaury Perlingeiro, destacou a importância do programa, cujo objetivo principal é reforçar a segurança escolar.

 

- Quando assumimos a pasta, em 2011, a questão da segurança estava na pauta. Tentamos várias alternativas, mas sem resultado. Quando iniciamos as conversas com a PM, percebemos que se tratava de um programa muito exitoso. O Proeis é um jogo onde só há vencedores. Ganha a Seeduc, a Seseg, os policiais e, principalmente, os alunos e professores da rede. Nossa intenção é expandir o programa para as demais unidades da rede – afirmou o subsecretário.

 

O chefe de gabinete da Seeduc, Sérgio Mendes, esclareceu os procedimentos em relação ao patrulhamento escolar, entre eles o controle de freqüência (regras de preenchimento), o registro da falta do policial no plantão, o plano de trabalho para patrulhamento escolar, entre outros.

 

Na ocasião, os diretores das unidades tiveram que preencher um formulário de solicitação de patrulhamento, especificando os turnos/horários desejados e justificando a necessidade da implantação do Proeis na sua escola.

 

O encontro também contou com participação dos subsecretários de Gestão de Pessoas, Luiz Carlos Becker, e de Infraestrutura e Tecnologia, Zaqueu Ribeiro, do superintendente de Desenvolvimento de Pessoas, Antoine Lousao, e do coordenador do Proeis, coronel Odair de Almeida Lopes Júnior.

 

Proeis nas escolas


A primeira fase do convênio, iniciada no dia 2 de maio, contempla 90 escolas da rede, com a presença de 423 policiais militares dentro e no entorno das unidades. Os profissionais trabalham fardados e armados, utilizando as horas de folga do serviço regular na PM. Algumas escolas têm policiamento por até 24 horas. O policial inserido no Proeis pode cumprir três turnos de oito horas ou dois de doze horas cada. Para isso, ele recebe a quantia de R$ 200, se for oficial, e R$ 150, se for praça. Inicialmente, estão sendo beneficiados 115.490 alunos e 6.279 professores.


Os primeiros colégios foram criteriosamente escolhidos de acordo com a realidade de cada unidade escolar e solicitações dos diretores. A primeira fase do convênio funciona como um piloto, após a qual a Seeduc pretende levar o policiamento militar a toda a rede pública do estado.

 

Saiba a opinião dos professores e diretores sobre o Proeis

 

Dayse Duque Estrada - diretora do Instituto de Educação Sarah Kubitschek
“A presença dos policiais nas escolas nos traz essa sensação de segurança. Continuamos as nossas atividades normalmente, mas agora temos a certeza de que, caso ocorra algo fora da nossa área de atuação, teremos um profissional qualificado para nos orientar. A aceitação está sendo ótima. As pessoas entenderam que o policial não está ali para agir contra o aluno, ao contrário, ele está ali para defendê-lo”.

 

Renata Rodrigues – diretora do Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho
“Esse projeto inibiu bastante as ações de violência no entorno da escola. Além disso, podemos desconstruir essa imagem negativa do policial. Essa proximidade permitirá a construção desse novo olhar”.

 

Elisabeth Castanheira – diretora adjunta do Colégio Estadual Júlia Kubitschek
“Agradecemos muito à Seeduc por essa parceria com a Secretaria de Segurança e a Polícia Militar. Os policiais que estão trabalhando no Proeis são extremamente educados. Sempre que chegam à escola, nos procuram para receber as orientações, para que façamos um trabalho pedagógico de prevenção. Na verdade, essa é a proposta do Proeis. Além disso, aumentou a segurança dos alunos, já que a nossa escola está concentrada na Central do Brasil, uma área de grande movimentação. A gente percebe que o policial está começando a fazer parte da equipe escolar”.

 

Angelo Luiz dos Santos – diretor do Colégio Estadual Monteiro de Carvalho
“A nossa escola tem 18 comunidades no entorno. Essas comunidades não têm espaço para o lazer e, nesse caso, a escola passa a oferecer. A presença do Proeis proporciona a segurança para que as pessoas possam aproveitar os espaços que a escola oferece. A relação da população com a PM mudou radicalmente. Os alunos estão interagindo com os policiais de maneira tranquila”.

 

Marcelo da Silva Lisboa – diretor do Instituto de Educação Carmela Dutra
“O programa está sendo extremamente positivo. A nossa escola é cercada por cinco comunidades e, constantemente, tínhamos relatos de assaltos na região. Chegamos a ter registro de até três casos por semana, e os nossos alunos também eram vítimas. Desde que o programa foi implantado, não tivemos mais registro. A segurança aumento muito, e isso é altamente positivo”.

 

Nadir de Oliveira – professora de Língua Portuguesa no Ciep 369 – Jornalista Sandro Moreyra
“O Proeis é interessante porque atende a uma reivindicação antiga dos professores, em relação à segurança. Se tivessem pensado nisso antes, muitas tragédias dentro das escolas teriam sido evitadas. Essa política inibe certos tipos de comportamento. Toda a comunidade escolar está sendo beneficiada. É importante que se tenha o máximo possível de informações sobre o programa, principalmente para os que resistentes possam entender a sua relevância”.

 

Cláudia Tinoco do Amaral – professor de História no Colégio Estadual Almirante Barroso
“O programa está funcionando muito bem. No início, houve certa resistência por parte dos alunos e professores. Com o passar dos dias, eles entenderam a verdadeira proposta do Proeis. A falta de conhecimento acaba gerando esse tipo de comportamento. A segurança na escola é fundamental. Esse projeto é muito válido e, certamente, ajudará na formação da cidadania nas escolas”.

 

Cícero Tauil – professor de Sociologia no Colégio Estadual Manuel de Abreu
“No início da implementação do programa, os professores e alunos tiveram resistência à presença do policial dentro da escola. Isso porque, infelizmente, o policial tem um estigma de repressão. Com essa proximidade diária, será possível desconstruir essa imagem. As pessoas precisam entender que é função do policial militar proteger os cidadãos”.

 

Aline Medeiros – diretora administrativa da regional Metropolitana VI
“A nossa regional recebia muitas denúncias de furtos nas escolas. Tem uma unidade, em Jacarepaguá, que foi roubada três vezes em uma única semana. Levaram vários equipamentos da escola. Depois da implantação do Proeis, esse índice reduziu de forma considerável. Temos recebido várias solicitações para inclusão no programa. Isso significa que a aceitação tem sido boa”.

 

Fernanda Cavalcanti – diretora administrativa da regional Baixadas Litorâneas
“Todas as escolas na regional aprovaram o Proeis. Atualmente, temos cinco escolas sendo atendidas. Temos recebido várias solicitações para inclusão no programa. No entanto, sabemos que há uma programação planejada. O programa atende a uma necessidade sinalizada há anos pelos professores da rede. Os diretores das unidades têm relatado que a movimentação ao redor da escola, e até mesmo o comportamento dos alunos, mudaram muito com a presença dos policiais”.
 




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