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Estudantes aderem à passeata pelos royalties, contra a covardia

 11/11/2011 - 15:10h - Atualizado em 11/11/2011 - 15:10h
 » Ana Paula Verly - Repórter dos Conexões

Estudantes da rede marcaram presença na manifestação


Os estudantes também marcam presença quando a sociedade se organiza para defender os interesses do nosso Estado. Nesta quinta-feira, 10 de novembro, a manifestação em defesa dos royalties do petróleo teve a adesão de alunos da rede pública estadual de ensino. Os jovens manifestantes marcharam da Candelária à Cinelândia para tentar impedir a redistribuição das receitas no âmbito nacional. Caso aprovada na Câmara dos Deputados, a decisão prejudicaria não só a infraestrutura dos municípios produtores, mas também os projetos sociais e ambientais que são mantidos com esses recursos em várias cidades.


“Estamos aqui por causa dos royalties e para demonstrar a nossa dedicação a Campos. Depois das usinas de açúcar, hoje o que gera emprego e renda onde nós moramos é derivado do petróleo”, alerta Paulo Ricardo de Almeida Braga, 17 anos, no 9º ano do Colégio Estadual Manoel Pereira Gonçalves, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.


O projeto que redefine a divisão dos recursos procedentes do petróleo foi aprovado pelo Senado em outubro e deve ser analisado por uma comissão especial antes de ser votado pelo plenário da Câmara dos Deputados. O texto, do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), tira do Rio R$ 48,8 bilhões em royalties. Somado às outras perdas com legislações desfavoráveis, o prejuízo chega a R$ 125,6 bilhões até 2020 – são menos R$ 64 bilhões pelas regras do ICMS para o petróleo e R$ 13 bilhões pelo sistema de divisão do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Além do Rio, o maior produtor do país, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão, Pará e Amapá também podem ser prejudicados pela mudança.


A fim de barrar a aprovação da proposta, os estudantes vestiram camisetas e seguraram cartazes nas cores azul e branca, que representam a bandeira do Estado. Impresso em faixas e bandeiras por toda a Avenida Rio Branco, o lema da manifestação foi “Contra a injustiça – em defesa do Rio”. Servidores públicos tiveram ponto facultativo para participar do ato, prestigiado também por pessoas que trabalham no Centro depois do expediente. O trânsito ficou fechado nos trechos por onde passaram os carros de som e em vias próximas. A seleção musical, entre um discurso e outro, incluiu clássicos como “País tropical” e até um funk feito especialmente para a ocasião. “Vai rolar uma passeata, uma manifestação/defender o petróleo é a nossa missão”, ensinava o refrão.


Apesar do clima de festa - com direito a carro da Furacão 2000, sósia do presidente Obama e manifestantes fantasiados – o motivo da passeata era bastante sério.


“Se perdermos os royalties, vamos acabar dispensados do projeto Guarda Mirim Municipal”, lamenta Jacquissieni Oliveira, 15 anos, no 8º ano do Ciep Brizolão 393 - Aroeira, em Macaé, de onde partiram três ônibus com 40 pessoas ligadas ao projeto.


O Espírito Santo também fez uma passeata pelos royalties nesta quinta-feira. No Rio, o ato contou ainda com a presença de artistas. Fernanda Montenegro e Xuxa discursaram em um palco montado em frente à Câmara Municipal, onde ainda se apresentaram músicos como Tony Garrido, Lulu Santos e Sorriso Maroto. O governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes desfilaram em carro aberto e acenaram para o público até o local. Vanessa Santos, 12 anos, no 7º ano do Colégio Estadual Professor Ubiratan Reis Barbosa, estava feliz por participar com os amigos de sua primeira passeata. Ela acha importante se unir em torno de causas que favorecem a população e a sua geração.


“Somos bailarinas e viemos dar uma força à Secretaria de Cultura de Nilópolis, que nos apoia. A gente sabe que todo o Rio perde se a lei for aprovada”, convence.
 




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