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CE David Capistrano: uma escola ecologicamente correta

 26/10/2011 - 12:28h - Atualizado em 18/05/2012 - 14:34h
 » Alícia Barroso

Colégio foi o primeiro do país a ganhar selo por seu trabalho contra o aquecimento global


Fotos: Marcia Costa

 

O CE David Capistrano, em Niterói, exibe com orgulho a placa recebida em 2007 por ter se tornado a primeira escola do país a neutralizar a quantidade de gás carbônico que produz. Agora a iniciativa será levada para o Chile pelo coordenador do projeto, o professor de biologia Ricardo Harduim, que viajará no dia 22 de maio para capacitar alunos de uma escola de Salamanca para realizarem o mesmo trabalho.

 

Para que o trabalho no David Capistrano fosse possível, foi feito um estudo da quantidade desse gás produzida pela unidade escolar no período de um ano e, a partir desses dados, alunos, professores e funcionários iniciaram o plantio de árvores para compensar a produção.

 

- Em 2007 realizamos o plantio de 123 mudas em uma reserva ambiental localizada em Casimiro de Abreu, que nos rendeu o Selo Prima Mudanças Climáticas naquele ano – conta a diretora da escola, Neide Maria Santos.

 

O título foi conquistado há quatro anos, mas Neide garante que o trabalho da comunidade escolar não parou por aí.

 

- Em 2008, voltamos para plantar mais árvores e já estamos planejando o retorno da escola ainda em 2012 para que possamos compensar a quantidade de gás carbônico produzida desde então com o objetivo de reconquistar esse selo.

 

Apesar de a reserva contar com muito mais espaço, os alunos também fizeram questão de plantar algumas árvores no pátio da escola e no próprio bairro onde estudam.

 

- Eles tomaram consciência da importância desse projeto, transmitiram esse conhecimento para os moradores do bairro e ainda deixaram a escola muito mais bonita – disse a diretora.

 

Camila do Amaral, aluna da 3ª série do Ensino Médio, revela que sempre se preocupou em preservar o meio ambiente, mas garante que o incentivo da escola fez toda a diferença.

 

- Os jornais e a televisão sempre falam muito sobre o aquecimento global. Mas a maioria das pessoas é informada sobre isso e não toma nenhuma atitude. Aqui a gente não só estuda os efeitos da mudança climática, como aprende na prática a atenuá-los.

 

Segundo o coordenador do projeto, a pesquisa feita para verificar o número de árvores que devem ser plantadas leva em conta o gasto de energia elétrica, a produção de resíduos orgânicos e o gasto de combustível pelos ônibus escolares, entre outros fatores.

 

- Esse trabalho só foi possível graças à colaboração dos alunos, professores e funcionários da escola – revela o professor.

 

Para a aluna Caroline Cabral, da 3ª série do Ensino Médio, é um orgulho para a escola ter sido a primeira a promover a iniciativa no país.

 

- Os efeitos do aquecimento global estão sendo sentidos por nós. A hora de combater esse problema é agora.

 

Como boas iniciativas devem ser levadas adiante, o professor Ricardo lançou o projeto em outra escola da rede estadual, o C.E. Pandiá Calógeras, em São Gonçalo. A unidade escolar já calculou a quantidade de gás carbônico que produz e, no próximo dia 29, um grupo de alunos irá a Maricá para realizar o plantio das mudas.

 

- Já fizemos todos os cálculos e agora vamos a Maricá plantar as mudas para poder neutralizar o gás carbônico produzido pela escola.
 




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