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Renda Melhor Jovem combate defasagem escolar

 02/06/2011 - 12:11h - Atualizado em 02/06/2011 - 12:11h

Jovens de famílias de extrema pobreza terão poupança para conclusão dos estudos


As Secretarias de Estado de Educação e Assistência Social e Direitos Humanos dão início, neste sábado (04/06), a uma ação que deve reverter os índices de defasagem idade/série nas escolas da rede estadual. O programa Renda Melhor Jovem – uma frente de trabalho do programa Renda Melhor, da Secretaria de Assistência Social – terá foco nas famílias de extrema pobreza, com filhos entre 15 e 17 anos, matriculados no Ensino Médio da rede pública. Ao fim de cada ano desta etapa escolar, o programa proporcionará uma poupança às famílias, que poderá chegar a R$ 3.100 em três anos.


Para garantir a bolsa, o jovem terá que participar das provas do sistema de avaliação da rede estadual, o Saerjinho, criado este ano, e ser aprovado na escola anualmente. Também será preciso ter frequência de 75% nas aulas. Outro critério foi criado para o bom andamento do programa: o jovem só poderá sacar até 30% da poupança ao final de cada ano letivo. Ao completar o Ensino Médio, será possível retirar o valor completo.


Segundo levantamento da Secretaria de Estado de Educação, são gastos R$ 2.600 por ano com cada aluno repetente. A Seeduc estima que cerca de 36% dos matriculados – um universo de aproximadamente 396 mil estudantes – perdem o ano escolar, desperdiçando o investimento da Pasta. Com o Programa, a perspectiva do Estado é ter uma economia de até R$ 1 bilhão por ano.


Outros pontos foram traçados pelo Governo para o auxílio à família, além do incentivo financeiro. Os estudantes do 2º ano do Ensino Médio contarão com a oferta de oficinas de ensino profissional e os membros da família serão inseridos em programas de qualificação, desenvolvidos em parceria com a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), o Sesi e o Senai.


Programas de aceleração ajudam a corrigir relação idade/série


A Secretaria de Educação vem trabalhando para reduzir os índices de atraso nos níveis de ensino, por meio de dois programas: o de Aceleração da Aprendizagem e o Autonomia. O programa Aceleração da Aprendizagem acontece desde 2003 em 51 unidades da rede estadual de ensino. Oferecida nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a Aceleração da Aprendizagem tem como meta atender quatro mil alunos - o equivalente a 10% do total de matriculados nesta etapa da Educação Básica. Em 2011 serão atendidos 1.500 estudantes; em 2012, 1.500 e em 2013, mil.


Por meio do projeto Autonomia, parceria entre a Secretaria de Estado de Educação e a Fundação Roberto Marinho, há dois anos os alunos da rede estadual estão aprendendo pela metodologia do novo Telecurso. O projeto visa diminuir a distorção idade-série dos alunos da Educação Básica com idade mínima de 15 anos no Ensino Fundamental e de 17 anos no Ensino Médio.


De março de 2009 até dezembro de 2010, cerca de 31 mil alunos da rede estadual fizeram parte do projeto: 16 mil do Ensino Fundamental e 15 mil do Ensino Médio. Em 2011, o Autonomia está atingindo 9.600 alunos do Ensino Médio.
 




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