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Seeduc inicia o programa de Educação Financeira nas Escolas 2011

 16/03/2011 - 15:19h - Atualizado em 16/03/2011 - 15:40h

Alunos da rede estadual terão aulas para aprender a lidar com o dinheiro de forma responsável


Fotos: Cris Torres

 

A Secretaria de Estado de Educação deu início, na manhã desta segunda-feira (14/03), à segunda etapa do Programa Educação Financeira nas Escolas. Nesta fase foram capacitados 28 multiplicadores, divididos pelas Coordenadorias Regionais do estado. A etapa presencial com os educadores vai até as 18h da próxima terça-feira, no Hotel Windsor Guanabara, no Centro do Rio de Janeiro.


O Programa Educação Financeira nas Escolas tem como objetivo ajudar os alunos a enfrentarem os desafios cotidianos e a realizarem seus sonhos por meio do uso adequado de ferramentas financeiras. A iniciativa é uma parceria com o Comitê de Regulação e Fiscalização dos Mercados Financeiro, de Capitais, de Seguros, de Previdência e Capitalização (Coremec), formado pelo Banco Central (BC), Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e Superintendência de Seguros Privados (Susep). O projeto é realizado pelo Instituto Unibanco.


No segundo semestre de 2010, o programa Educação Financeira nas Escolas foi desenvolvido em 118 unidades escolares da rede estadual do Rio de Janeiro, trabalhado como tema transversal em turmas de Ensino Médio.

- A Seeduc já estuda a possibilidade de ampliação do programa, este ano, para escolas do segundo segmento do Ensino Fundamental -, disse Maria Minerva do Valle, Diretora da Educação Básica da Seeduc, área responsável pelo projeto.

Os multiplicadores das Coordenadorias receberão, ao final dos dois dias de trabalho, material didático que será utilizado nas escolas, com visual e linguagem voltados ao jovem (similar a um scrapbook). O próximo passo será a capacitação de professores para aplicação, junto aos alunos, do material didático em um curso de educação a distância, marcado para o mês de abril. Durante o programa, os professores também receberão suporte online.


- Fiz uma capacitação com os professores no início do programa no ano passado. Tivemos uma adesão muito grande nas escolas, e professores interessados que contribuíram bastante, trazendo filmes e outros materiais -, disse Rosângela Pereira, da equipe de Ensino da Coordenadoria Metropolitana III.

A adesão dos docentes é voluntária, e o conteúdo pode ser aplicado de forma transversal, ou seja, em várias disciplinas, como Matemática, Física, História, Geografia e Língua Portuguesa, entre outras. Os temas das aulas oferecem condições para que os alunos transformem os conhecimentos transmitidos em comportamentos financeiros saudáveis, para que possam tomar decisões financeiras de modo autônomo e socioambientalmente responsável, além de contribuir para a multiplicação desses conhecimentos e de condutas junto a seus familiares, amigos e comunidade.

O programa Educação Financeira nas Escolas está em andamento desde agosto de 2010, através um projeto piloto implementado em 410 escolas da rede pública dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Distrito Federal e Ceará. A coordenação desse projeto está a cargo da CVM, em parceria com diversas instituições, entre elas o Ministério da Educação (MEC). Na Seeduc, além da Diretora Maria Minerva, a equipe formada pela Coordenadora de Ensino Médio, Graça Santos, pelo Gerente do Programa Escola Aberta, Jorge Nascimento, e pela professora Beatriz Trezze, cuidam das demandas do programa.

Decreto institui a Estratégia Nacional de Educação Financeira

Com o objetivo de ser uma política pública e com a finalidade de fortalecer a cidadania, a eficiência e solidez do sistema financeiro nacional, foi instituída em 22 de dezembro de 2010, pelo Decreto nº. 7.397, a Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef).

Por meio de projetos direcionados e ações coordenadas, a Enef visa aperfeiçoar a compreensão dos consumidores a respeito dos conceitos e dos produtos financeiros, promovendo uma maior segurança no processo de tomada de decisões. Com isso, espera-se que a sociedade desenvolva habilidades financeiras que ajudem na identificação dos riscos e oportunidades envolvidos nas decisões econômicas.

O Decreto cria o Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef), que além dos membros do Coremec, conta com a participação dos secretários executivos dos Ministérios da Educação, Fazenda, Justiça e Previdência Social. O Conef será responsável pela elaboração, implantação e acompanhamento dos projetos e ações da Enef.




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