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Mães e filhos compartilham experiências no magistério

 15/05/2017 - 08:30h - Atualizado em 15/05/2017 - 10:09h

Rede estadual de ensino reúne histórias de amor no ambiente profissional


Toda boa mãe sonha com o sucesso dos filhos. A sensação de ‘dever cumprido’ fica ainda mais evidente quando as carreiras se cruzam. Nas escolas da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) há diversos exemplos de filhos que decidiram seguir os passos maternos na escolha da profissão.

Sônia Cristina Nascimento de Oliveira, de 56 anos, conta que nunca pensou que sua filha mais velha, Cristiane de Oliveira Sales, optaria pelo magistério.

– Foi uma grata surpresa! Mesmo tendo cursado a faculdade de Letras, ela dizia que nunca seria professora – confessa a diretora adjunta do Colégio Estadual Paulo Freire, no Rio Comprido, na Zona Norte do Rio, sobre a decisão da filha.

Na adolescência, durante a fase de ‘rebeldia’, Cristiane afirmava que não planejava trilhar os mesmos passos da mãe. Com o amadurecimento, no entanto, a história tomou outro rumo.

– Como qualquer adolescente, falava em alguns momentos que eu não seguiria o mesmo caminho, mas isso mudou. Eu fui fazer Letras apenas por ser apaixonada por Literatura, só que me dei conta de que queria transmitir esse encantamento para outras pessoas. A vida fez com que eu passasse por tantas situações que, hoje, consigo compreender toda a dedicação da minha mãe. Ela me ensinou a priorizar a Educação, e tento deixar esse mesmo legado para os meus filhos – destaca Cristiane, de 40 anos, que leciona no Colégio Estadual Visconde de Cairu, na capital, e no Colégio Estadual Antônio Gonçalves, na Baixada Fluminense.

Para Cristiane, a escolha da carreira foi motivada, principalmente, pelo convívio escolar desde pequena.

– Fui criada praticamente dentro da escola em que minha trabalhava e isso me influenciou bastante. Minhas brincadeiras eram aulas imaginárias no quadro-negro. Por isso, quando vejo que alguns colegas levam seus filhos para o colégio onde dão aula, já alerto logo que isso fica no subconsciente – diverte-se.

No entanto, o ‘empurrãozinho’ que faltava foi dado pela mãe, por já conhecer bem as aptidões da filha.

– Incentivei que ela fizesse um concurso. Desde então, ela se apaixonou pela sala de aula e pelos alunos. Agora, conversamos muito, trocamos informações sobre as nossas escolas e vibramos juntas – conta Sônia.

Quando o assunto é magistério, ela não esconde a paixão pelo ofício.

– Sem demagogia, eu não me vejo fazendo outra coisa. Sou realizada com o que eu faço. Gosto da escola e de lidar com as pessoas – ressalta a diretora Sônia, que também é mãe de Tatiane Nascimento de Oliveira, pedagoga na Fiocruz.

Também mãe coruja assumida, Ailene da Silva Gonçalves, de 65 anos, é só elogios ao falar dos filhos Arlan e Ailane da Silva Gonçalves. Apesar de terem seguido áreas de atuação diferentes, todos tiveram como ponto de partida o magistério.

Diretora há 26 anos do Colégio Estadual Duque de Caxias, em Duque de Caxias, Ailene faz questão de dizer que seus filhos a ajudaram em todas as fases profissionais, em sala de aula e também em outras funções que assumiu na escola.

– De um jeito ou de outro, eles sempre estavam comigo, desde crianças. O Arlan, como monitor voluntário de Matemática, e a Ailane, organizando as provas em ordem alfabética, ditando as notas enquanto eu preenchia o diário de classe – relembra, com carinho.

Há três anos na rede estadual, Ailane da Silva Gonçalves, de 37 anos, leciona a disciplina de Artes no Ciep 199 - Charles Chaplin, também localizado na Baixada Fluminense. Antes de se decidir pela carreira, chegou a estudar até o 6º período de Direito, mas a influência da mãe falou mais alto.

– Comecei a faculdade de Direito, mas me sentia incompleta, pois minha mãe pedia tanto que eu seguisse a carreira dela, a qual tem um amor enorme. Decidi escolher Artes, porque tenho paixão pela criatividade humana. Amo dança, teatro, música – explica.

Ailane não poupa elogios ao falar da importância da mãe nas suas escolhas pessoais e profissionais.

– Minha mãe tem muitas qualidades. Todos os passos que dei e dou na minha vida são sob a influência dela. Procuro segui-la como exemplo. É aquela mãe que se preocupa com tudo e com todos. É a melhor mãe, que todos gostariam de ter – conclui. 




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