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Terapia com cães ajuda no tratamento de idosos no Abrigo Cristo Redentor

 05/10/2018 - 11:49h - Atualizado em 05/10/2018 - 11:54h
 » Renata Fortes

A cinoterapia usa ação social para promover bem estar e qualidade de vida aos pacientes


Na semana que comemoramos o Dia Mundial dos Idosos, os velhinhos atendidos no Abrigo Cristo Redentor, entidade vinculada a Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social (Sectids), tiveram mais um dia para celebrar a visita inusitada e divertida de “cães terapeutas”. Uma parceria feita entre o Abrigo e a Guarda Municipal está levando, há seis meses, a alegria e o adestramento dos cães para promover a cinoterapia, um tratamento novo que visa proporcionar bem estar e a qualidade de vida aos idosos com a presença de animais. Os cães nesta terapia ajudam como reforçador, estimulador e facilitador da reabilitação e reeducação global dos velhinhos.

 

 

A iniciativa foi bem aceita pelos idosos, que sorridentes, trocam carinhos com os cães. As visitas acontecem sempre uma vez na semana, e os animais ficam cerca de duas horas no local, ajudando a melhorar no tratamento físico, psíquico e emocional dos que vivem no local. A terapia ajuda na realização de atividades lúdicas que estimulam o equilíbrio, a fala, a expressão de sentimentos, a imaginação e o autoconhecimento, utilizando o cão como um mediador de todo o processo.

 

Segundo a diretora do espaço, Tânia Lima, a melhora é visível. O tratamento é feito de forma individual e os psicólogos do abrigo acompanham todo o processo. “Como são quatro cães da Guarda, fazemos uma espécie de rodízio. Dividimos em grupos de seis idosos por vez. A Cinoterapia é uma abordagem terapêutica que possibilita ao paciente uma complementação aos tratamentos alopáticos através do contato com o animal. São diversos os aspectos que beneficiam em grande escala a melhoria da qualidade de vida dos pacientes, pois a técnica aumenta e melhora os estímulos: social, moral, físico e tátil, promovendo o bem estar físico dos idosos. Temos um residente, acamado, que voltou a se levantar e andar depois de começarmos a cinoterapia. É extremamente gratificante sentir que esta dando certo, pretendemos continuar por muito tempo. Os idosos ficam na ansiedade e à espera do dia que seus amiguinhos (cães) chegarão para passear pelo abrigo como se estivessem de mãos dadas”, contou Tânia.

 

                    

 

“Gostei muito do projeto, ficamos felizes em receber os animaizinhos, e recordei à época que acolhia cães de rua e os tratava com muito carinho e amor. Cheguei a ter mais de 10 cachorros em casa. Lessie. Isso me trouxe muitas lembranças boas e fico feliz em poder fazer novos amigos cães”, disse Marília Rodrigues Cotta de 82 anos, que antes do tratamento era um pouco rebelde em aceitar as medicações prescritas.

 

Para o senhor Miramar hipólito, de 68 anos, a troca de afeto com os cães Jade e Joy da Guarda Municipal além de proporcionar a enorme sensação de alegria, trouxe evolução no quadro clínico sensivelmente. “Nosso contato no abrigo é mais com os outros idosos e os cuidadores, e a vinda dos cachorrinhos é muito bom pra distrair nossa mente”, disse seu Miramar. O idoso ao começar o tratamento se encontrava em fase de abstinência química e a receptividade com a chegada dos cães afastou o desejo do uso de psicotrópicos.

 

Ao todo, o Abrigo Cristo Redentor tem 228 idosos, com idades entre 65 e 90 anos, que vivem na instituição. Segundo a diretora da instituição, Tânia Lima de acordo com a liberação médica, a ideia é fazer com que todos os idosos passem a ter o contato semanal com os animais do projeto social.

 

Fotos: Gabriel Lobo 
 




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