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IDOSO DO ABRIGO CRISTO REDENTOR VOLTA PARA SUA FAMÍLIA

 29/01/2018 - 18:38h - Atualizado em 29/01/2018 - 18:40h
 » Geovana Martins

Nesta segunda-feira (29), ele arrumou suas malas e partiu definitivamente para a casa de sua irmã Vera Lúcia, em Paciência, Zona Oeste do Rio


Depois de reencontrar sua irmã no ano passado, Antônio Lúcio da Glória, de 67 anos, se sente um vitorioso. Ele irá voltar para o seio de sua família depois de 40 anos longe de todos. Nesta segunda-feira (29), ele arrumou suas malas e partiu definitivamente para a casa de sua irmã Vera Lúcia, em Paciência, Zona Oeste do Rio. Seu Antônio morava no Abrigo Cristo Redentor havia dois anos. Uma hora antes do encontro marcado, ele já estava arrumado e ansioso para a ida.


- Hoje eu vou morar com a minha família, lá tem muita gente, muitos netos e bisnetos dela, tem um cachorrinho também. Todo mundo me trata muito bem e estou muito feliz por ir morar com a minha irmã - comemorou Antônio Lúcio. 


A história do seu Antônio não foi nada fácil.  Um atropelamento, na Central do Brasil, lhe custou a visão e sérios problemas de memória. Com a vida fragilizada pelo acidente, ele passou a pular de abrigo em abrigo. Há dois anos, chegou ao Cristo Redentor. Encontrou o carinho e a atenção que buscava. Hoje, ele sai do abrigo com muita felicidade e agradecido por todos da equipe. 


- O idoso veio para cá sem referência familiar. Achamos a família dele e autorizamos a ida dele para passar dez dias na casa da irmã.  A psicóloga e a assistente social foram até a casa da Vera Lúcia para ver como era o convívio da família com ele. Percebemos que estavam todos unidos, felizes com a presença do Antônio.  As crianças o tratavam com muito carinho. Depois, tivemos mais dois pedidos da família para passar o Natal e o Ano-Novo juntos. Essa reinserção foi um desejo dele e da família - ressaltou Tânia Lima, diretora do abrigo.


O Cristo Redentor fez um enxoval completo para  Antônio Lúcio. Com calças, camisas, toalha de banho e um kit de material de higiene pessoal. O abrigo enviou ainda um mês de medicação para o idoso.


 Vera Lúcia, muito emocionada, disse que agora a família está completa. 


- Com a chegada do Antônio, seremos nove pessoas em casa. Casa cheia de felicidade e amor para dar para ele - disse ela. 

 

O início da história


Assistente social do abrigo, Cintia de Lima Oliveira conta como foi que conseguiu reunir os irmãos novamente, depois de 40 anos.


- Eu precisava saber que tipo de relação ele tinha com a família, saber os vínculos, saber os dois lados da história. E perguntei para o Seu Antônio se eu poderia procurar algum parente. Ele me disse que tinha uma irmã e que sentia muita saudade dela.


Feliz ao receber o aval para buscar a irmã, Cintia se empenhou. Rodou delegacias. Mas os dados estavam sempre desatualizados. Garimpando nas redes sociais, enfim, encontrou o perfil do filho da Vera Lúcia. Entrou em contato e conseguiu juntar os dois novamente.


- Esse é o ganho: trazer de volta o sorriso para essas pessoas - destacou Cintia, sem conseguir esconder a emoção.


Mais idosos sem referência familiar


Assim como Seu Antônio, o abrigo Cristo Redentor tem outros 45 idosos sem referência familiar. E um dos trabalhos da equipe é reunir parentes.


O secretário Gabriell Neves comemorou mais uma reinserção familiar e ressaltou a importância do trabalho dos assistentes sociais e de todos.


- Quero agradecer e parabenizar toda a equipe do Abrigo Cristo Redentor. Apesar das dificuldades enfrentadas, podemos trazer a felicidade para os nossos idosos com essa união familiar - destacou.


O Abrigo Cristo Redentor é uma entidade vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social.




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