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Abrigo Cristo Redentor comemora mais uma reinserção familiar

 28/09/2017 - 13:24h - Atualizado em 28/09/2017 - 13:25h
 » Renata Sequeira

Só em 2017 já são dois casos: o de Nilza, que vai morar com a sobrinha e Lusia, que se mudou para Belo Horizonte com a irmã


 O dia 09 de março de 2016 marcou profundamente a vida de Geovania Ferreira Barbosa, de 50 anos. Mas, nesta quarta-feira (27/09), todo sofrimento e angústia ficaram para trás. Após um ano e seis meses, ela volta a ter a companhia da tia, Nilza Maria dos Santos Rosa, de 87 anos, em sua casa, que fica em Pilares, Zona Norte do Rio. Foi naquela data que a idosa chegou ao Abrigo Cristo Redentor, em Bonsucesso, unidade administrada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social. Só este ano, a equipe promoveu duas reinserções familiares. A primeira foi realizada em agosto, quando Lusia Costa da Silva, de 77 anos, mudou-se para Belo Horizonte (MG) com a irmã.


- É gratificante ver uma família como a da Nilza. Geovania sofreu muito porque precisou deixá-la aqui, mas nunca perdeu o contato e sempre vinha visitá-la. E, como demonstrou interesse em morar novamente com a tia, contou com total apoio da equipe do Abrigo, já que uma das nossas estratégias é fortalecer os vínculos familiares para promover, cada vez mais, essas reinserções. Sabemos que o melhor lugar para o idoso estar é perto da sua família – explicou Tania Lima, responsável pelo Abrigo Cristo Redentor.


Após receber denúncia de vizinhos, de que a idosa estaria sendo vítima de maus-tratos, Geovania levou a tia, que é viúva, para morar com ela. No entanto, após três anos, Geovania descobriu uma grave doença, que a impossibilitava de realizar atividades diárias. Ela então recorreu à 1ª Vara da Infância, Juventude e Idoso, a fim de encontrar um lugar que pudesse acolher sua tia e prestar-lhe toda assistência. Assim, Nilza foi encaminhada ao Abrigo Cristo Redentor mediante decisão judicial.


Durante todo o período em que foi acolhida na unidade, Geovania sempre esteve presente na vida da tia. Dessa forma, no dia 14 de setembro deste ano, Geovania, hoje com sua saúde restabelecida, manifestou o desejo de morar novamente com a tia. Os técnicos do abrigo realizaram então uma visita à residência de Geovania, a fim de identificar as redes de apoio – assistenciais e comunitárias – que vão zelar pelo bem estar da idosa.


- Há três anos, com a morte do meu primo, os problemas na família da minha tia começaram. Quando recebi relatos de que ela estava sofrendo maus-tratos, eu passei a cuidar dela, mas, há um ano e meio, impossibilitada de cuidar dela, procurei a Justiça para que encaminhasse a minha tia a um lugar onde fosse assistida. Diante do grave quadro em que eu me encontrava, ela foi encaminhada, imediatamente, para o Cristo Redentor, onde recebeu muito amor e carinho. Ao longo desse tempo, eu sempre estive aqui com ela e, hoje, graças a Deus, estamos retornando para a minha casa – conta emocionada Geovania, que vai morar com o marido, a filha de 19 anos e duas tias, Nilza e Maria Marlene, que também foi buscar a irmã:


- Estou muito feliz por ter a minha irmã por perto novamente. Sabemos que ela gostou de morar no Abrigo Cristo Redentor, mas agora vai estar com a família – comemora Maria.


Rio - Minas


Moradora do Abrigo Cristo Redentor desde março de 2016, Lusia Costa da Silva iniciou uma nova vida, no dia 15 de março deste ano, aos 77 anos de idade. Ela se mudou para Belo Horizonte com a irmã Ana Lúcia Ferreira. Foi Ana que decidiu recorrer a um advogado para começar os trâmites legais para acolher Lusia, que chegou ao Abrigo Cristo Redentor, unidade administrada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social, por decisão judicial, após denúncias de maus-tratos.


“De 16 irmãos, agora somos nós duas e estamos juntas novamente. Durante muito tempo, eu quis isso e passei por empecilhos colocados pela família dela para conseguir. A primeira vez que ela veio para o Abrigo Cristo Redentor, em 2010, foi por causa dos vizinhos, que denunciaram os maus-tratos. Uma nova acusação levou Lusia, em março de 2016, a voltar para cá, onde recebeu muito carinho e cuidado. Como moro sozinha e tenho condições de arcar com os custos, fiz questão de buscá-la e estou muito feliz, já que o melhor lugar para o idoso é com a família”, conta, emocionada, Ana Lúcia, que é aposentada como auxiliar de enfermagem.


No dia 30 de maio, Ana Lúcia esteve no abrigo, onde foi recebida pela coordenadora da ala França Filho, Analu Serri Nóbrega. A partir desse contato, a equipe do Cristo Redentor começou a preparar o processo para a reinserção familiar e acionou os órgãos municipais para que acompanhasse a iniciativa e fizesse, inclusive, uma visita domiciliar a Ana Lúcia Ferreira.


Outras histórias


Os casos de Lusia Costa Silva e de Nilza Maria dos Santos Rosa se somam agora ao de Nelson Custódio Maria. Em junho de 2015, à época com 85 anos de idade, e sem contato com a família havia 17 anos, se mudou para São Paulo, após o reencontro com as irmãs. Ele morou no abrigo por quatro meses, encaminhado pelo Hospital Municipal Paulino Werneck.


“Ele tinha me informado os nomes de quatro mulheres: Teresa, Celeste¸ Olga e Sebastiana, que constavam do inventário de um imóvel, em que Nelson aparecia como um dos herdeiros. A partir disso, eu solicitei ajuda do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) da cidade paulista de Piquete, que nos ajudou a localizar a família”, lembra a coordenadora da ala França Filho, Analu Foi Analu Serri Nobrega que, através do nome do paciente, iniciou uma investigação na internet.




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