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Após reinserção familiar, idosa do Abrigo Cristo Redentor vai morar com a irmã, em Minas Gerais

 15/08/2017 - 17:53h - Atualizado em 15/08/2017 - 17:53h
 » Renata Sequeira

Esta é a segunda reinserção familiar fora do Estado do Rio de Janeiro realizada pela unidade da SECTIDS


Uma viagem de carro entre as cidades do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte dura, em média, 6 horas. Esse é o tempo que vai levar para Lusia Costa da Silva iniciar uma nova vida aos 77 anos de idade. Moradora do Abrigo Cristo Redentor desde março de 2016, ela partiu, nesta terça-feira (15/08), para Minas Gerais, onde vai morar com a irmã, Ana Lúcia Ferreira. Foi Ana que decidiu recorrer a um advogado para começar os trâmites legais para acolher Lusia, que chegou ao Abrigo Cristo Redentor, unidade administrada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social, por decisão judicial, após denúncias de maus-tratos.

 

“De 16 irmãos, agora somos nós duas e estamos juntas novamente. Durante muito tempo, eu quis isso e passei por empecilhos colocados pela família dela para conseguir. A primeira vez que ela veio para o Abrigo Cristo Redentor, em 2010, foi por causa dos vizinhos, que denunciaram os maus-tratos. Uma nova acusação levou Lusia, em março de 2016, a voltar para cá, onde recebeu muito carinho e cuidado. Como moro sozinha e tenho condições de arcar com os custos, fiz questão de buscá-la e estou muito feliz, já que o melhor lugar para o idoso é com a família”, conta, emocionada, Ana Lúcia, que é aposentada como auxiliar de enfermagem.

 

No dia 30 de maio, Ana Lúcia esteve no abrigo, onde foi recebida pela coordenadora da ala França Filho, Analu Serri Nóbrega. A partir desse contato, a equipe do Cristo Redentor começou a preparar o processo para a reinserção familiar e acionou os órgãos municipais de Belo Horizonte para que acompanhasse a iniciativa e fizesse, inclusive, uma visita domiciliar a Ana Lúcia Ferreira.

 

“Resgatar vínculos com a família é um dos principais pilares da política de Assistência Social. O melhor lugar para o idoso estar é no seio da família e foi muito gratificante saber que a Ana Lúcia Ferreira tentaria novamente levar a irmã para morar com ela. Mais pessoas deveriam seguir esse exemplo”, explicou a assistente social Cintia de Lima Oliveira, que trabalhou nesse reencontro ao lado da psicóloga Elaine Magalhães.

 

Para a responsável pelo Abrigo Cristo Redentor, Tania Lima, o sucesso dessa reinserção familiar só foi possível, porque houve um trabalho da equipe, que se dedicou a auxiliar a irmã da idosa. Tania acredita que esses casos servem de exemplo e inspiração para que novas famílias procurem pelos seus parentes.

 

“São 238 residentes no Cristo Redentor e, atualmente, 51 não têm qualquer vínculo familiar. A ideia é que, com a parceria com a Delegacia de Descoberta de Paradeiros, a gente consiga encontrar os parentes dessas pessoas. Essa manhã foi muito especial para o abrigo, porque estamos entregando uma idosa para a sua família e isso só nos motiva a, cada dia, desenvolver melhor nosso trabalho”, comentou Tania.

 

O secretário Gustavo Tutuca felicitou o abrigo e destacou a importância de um feito como este para a sequência do trabalho.

 

- São momentos como este que justificam todo o trabalho realizado, todas as dificuldades enfrentadas. O abrigo Cristo Redentor é o único da rede exclusivo da secretaria, e graças ao trabalho realizado pelos funcionários, hoje podemos comemorar mais esta conquista - destacou o secretário.

 

Outras histórias

 

O caso de Lusia Costa Silva é o segundo em que a reinserção familiar é realizada em outro estado. Em junho de 2015, Nelson Custódio Maria, à época com 85 anos de idade, não tinha contato com a família havia 17 anos. Ele morou no abrigo por quatro meses, encaminhado pelo Hospital Municipal Paulino Werneck. Foi Analu Serri Nobrega que, através do nome do paciente, iniciou uma investigação na internet.

 

“Ele tinha me informado os nomes de quatro mulheres: Teresa, Celeste¸ Olga e Sebastiana, que constavam do inventário de um imóvel, em que Nelson aparecia como um dos herdeiros. A partir disso, eu solicitei ajuda do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) da cidade paulista de Piquete, que nos ajudou a localizar a família”, lembra Analu. 


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    5 fotos | 15/08/2017

    Idosa do Cristo Redentor viaja com irmã para MG



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