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Rede-Rio/Faperj debate novos caminhos ao completar 25 anos

 29/05/2017 - 12:54h - Atualizado em 29/05/2017 - 13:12h
 » Lavinia Portella

Iniciativa foi criada para atender e conectar universidades, centros de pesquisa e órgãos públicos


Ampliar os recursos de colaboração em rede para as instituições localizadas no interior do estado e manter a qualidade dos serviços prestados às universidades, centros de pesquisa sediados em território fluminense e órgãos públicos do governo do estado do Rio de Janeiro. Os desafios que envolvem a Rede-Rio de Computadores/Faperj foram tema do workshop de comemoração dos seus 25 anos, nesta quinta-feira (25/5), no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), na Urca (Zona Sul do Rio), que contou com a presença do secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Social, Pedro Fernandes.

 

- A Rede-Rio de Computadores é uma das iniciativas mais importantes da Faperj, porque são mais de 150 instituições de ciência, tecnologia e educação conectadas por esse projeto de acesso à internet. Com universidades, centros de pesquisa e órgãos públicos de todo o Estado interconectados, o desenvolvimento não é apenas tecnológico. É também social e econômico, já que congrega uma importante rede acadêmica, que pensa e desenvolve programas de ponta no território fluminense – destacou o secretário.

 

Inaugurada em 1992, como iniciativa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), a maior parte da Rede-Rio conta como uma infraestrutura óptica de grande capacidade, construída em parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), responsável por operar e desenvolver a internet acadêmica brasileira. São cerca de 350 quilômetros de fibras óticas que atendem a 150 instituições de ensino, pesquisa, cultura, além de órgãos públicos.

 

Segundo Raupp, o apoio à Rede-Rio faz parte das ações da Fundação que visam manter a infraestrutura e dar suporte à comunidade de ciência, tecnologia e inovação do estado.

 

- Na época da criação da Rede-Rio e da própria internet, três fatores convergiram para que a gente pudesse aproveitar esse momento e a internet se disseminasse: digitalização em alta, a globalização e a desregulamentação. O estado tem, justamente, o papel de unir, de formar as pontes, construir os cenários para que as coisas aconteçam. Cabe ao estado, aumentar a interação entre a indústria, a academia, a área de serviços. Na Faperj, buscamos cumprir esse papel, inclusive estimulando o empreendedorismo e a própria Rede-Rio, que realiza um trabalho de suma importância, mantendo uma internet de alta velocidade nas instituições de ensino e pesquisa, adequada aos projetos desenvolvidos pelas instituições, que exigem uma conexão de qualidade.

 

Coordenador geral da Rede-Rio/Faperj, Alexandre Grojsgold falou sobre as origens da Rede-Rio e sobre os próximos passos para a rede.

 

- A rede tem que permanecer como rede acadêmica de qualidade, o que hoje é vital para as instituições. Além disso, temos que manter nosso caráter pioneiro, experimentando novas tecnologias. Outro desafio é a interiorização. De uma maneira geral, a internet disponível no interior do estado é precária e cara, indisponível da forma que se necessita em várias localidades. Petrópolis, Niterói, Campos, Seropédica e Nova Friburgo são exemplos de localidades onde existem polos de pesquisa e ensino superior e é importante garantir que as instituições lá localizadas não fiquem privadas dos modernos recursos de colaboração em rede. Por outro lado, mesmo nas cidades onde já contamos com malhas ópticas, o grande desafio é preservar o que já foi conquistado. A capital, em particular, tem vários trechos da rede óptica que sofrem frequentes falhas em função de obras subterrâneas e vandalismo. Várias das instituições usuárias são vizinhas de zonas de baixa segurança urbana, o que só faz encarecer e dificultar a manutenção da rede - conta Grojsgold, tecnologista do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC).

 

Na cidade do Rio de Janeiro, a malha óptica da rede se concretiza por meio do Redecomep-Rio, resultado de um consórcio que une, além da RNP e da Rede-Rio/FAPERJ, a prefeitura do Rio e as empresas Metrô-Rio, Linha Amarela S.A, Light e Supervia Trens Urbanos. O diferencial trazido pela Redecomep-Rio à Rede-Rio é a possibilidade de interligar, com custo baixo, as instituições acadêmicas em alta velocidade, adequada a usos avançados da rede tais como telemedicina, laboratórios virtuais, ensino a distância, teleconferência, videoconferência de alta definição e ambientes de realidade virtual.

 

- Eu vou trabalhar para que tenhamos sempre uma parceria frutífera. Não existem dois lados, mas apenas os nossos parceiros, que devem ser atendidos com qualidade. Nosso viés é a ciência e a tecnologia para as quais devemos dar atenção maior – disse Eduardo Cézar Grizendi, diretor da RNP.

 

Iniciativa colaborativa, a Rede-Rio conta com a cooperação operacional de nove instituições, onde se localizam os pontos de agregação de tráfego ou pontos de presença (PoPs). São eles: a Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), o CBPF, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet), que formam o anel óptico principal da capital, e o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC- Petrópolis), a Universidade Estadual Norte Fluminense (Uenf-Campos), a Universidade Federal Fluminense (UFF-Niterói).

 

O evento ainda contou com a participação de Ronald Cintra Shellard, do CBPF; Luiz Beviláqua, representando a Academia Brasileira de Ciência; Epitácio Brunet, representando a Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Emprego e Inovação; Augusto César Gadelha, do Laboratório Nacional de Computação Científica; e Marcio Lacs, da Associação Comercial-RJ.


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    3 fotos | 29/05/2017

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