Assistência Social e Direitos Humanos

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Plano de Formação em Direitos Humanos tem aula inaugural no Borel

 18/04/2012 - 11:06h - Atualizado em 18/04/2012 - 11:06h

Moradores e policiais vão participar das oficinas que têm duração de oito meses


Operação policial no Morro do Borel deixa quatro moradores mortos. Esse era o clima na favela em 16 de abril de 2003, cenário bem diferente do 16 de abril de 2012, quando policiais e moradores se encontraram no CIEP Antonie Magarinos Torres Filho para participarem da aula inaugural do Plano de Formação em Direitos Humanos, elaborado  pelo programa de Gestão Social em Territórios Pacificados, Territórios da Paz, da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos. A iniciativa prevê a realização de oficinas de formação em Direitos Humanos para moradores do Borel e policiais que atuam na Unidade de Polícia Pacificadora da área.


“Este plano é uma resposta às demandas que a minha equipe recebe dos moradores. Sabemos que a convivência entre polícia e morador nem sempre é fácil, mas precisamos qualificar essa relação e a ideia é que a oficina seja o pontapé para melhorar essa relação. Além disso, as aulas vão apresentar, para moradores e policiais, o que se deve fazer em determinadas situações, como a violência contra a mulher ou criança”, explicou Anelise Fróes, gestora social do Complexo do Borel, que reúne 7 comunidades.


O plano, desenvolvido em parceria com a superintendência de Direitos Humanos e apoio da subsecretaria de Ensino e Programas de Prevenção, da Secretaria de Segurança, foi dividido em quatro módulos: Direito a um padrão adequado de vida (educação, trabalho, saúde, moradia, alimentação, saneamento, cultura e segurança); O papel do Estado no campo dos Direitos Humanos; Segurança Pública e Direitos e Diversidade (LGBT, mulheres, crianças e adolescentes, negros, idosos e diversidade religiosa).


“Queria parabenizar a equipe da SEASDH por promover este plano. Eu me formei em 2003 e não tive, em meu currículo, nenhuma matéria sobre Direitos Humanos. Quando voltei à academia era para estudar técnicas de combate como se vivêssemos em um país em guerra. A ideia de cidade partida tem que acabar e esse curso é uma grande contribuição por juntar polícia e morador. O diálogo sempre deve existir”, comentou capitão Amaral, comandante da UPP Borel.


Ao todo são 60 vagas (30 para moradores e 30 para policiais) e a oficina vai acontecer até dezembro. As aulas oferecidas para os policiais acontecerão na sede da UPP, já para os moradores cada módulo será oferecido em uma comunidade diferente. A aula inaugural teve a apresentação da superintendente de Direitos Humanos, Andréa Sepúlveda, e Daniel Misse, superintendente de Territórios. A mesa de abertura contou ainda com a presença do capitão Diego Sena, da subsecretaria de Ensino e Programas de Prevenção.


“Nós temos o hábito de só criticar e não conhecer. É preciso estar disponível e aproveitar esta chance que chegou para os moradores do Borel. O curso é gratuito e vai ser a chance de mudar uma postura e aprender a fazer sempre o certo”, disse Jonas Gonçalves, morador do Borel.




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