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Novo Olhar garante óculos novos para mais de 2.700 pessoas

 03/04/2017 - 10:15h - Atualizado em 03/04/2017 - 10:18h
 » Lavínia Portella

O público realizou consultas médicas, exames oftalmológicos e teve a oportunidade de obter isenção das taxas de pagamento cobradas por cartórios


Morador de São João de Meriti, José Iran Cabral de Freitas, 68 anos, já tinha perdido as esperanças de voltar a ler. “Há mais de dez anos que eu preciso de óculos”, contou o aposentado. Quando soube que uma ação do projeto Novo Olhar, da Fundação Leão XIII, ligada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Social, estava agendada para a região onde vive, ele não pensou duas vezes: se juntou às mais de 500 pessoas que recorreram ao atendimento no Ciep Josué de Castro, no Parque Aliança. “Valeu a pena!”, avaliou. Além dos moradores do município da Baixada Fluminense, foram beneficiadas, neste fim de semana (1º e 2/4), as populações de Irajá, Pavuna e Barreira do Vasco, bairros da Zona Norte do Rio, e ainda de Cambuci, no Noroeste Fluminense, e Resende, no Sul Fluminense. No total, 2.761 pessoas vão receber óculos novos em 30 dias.


O público realizou consultas médicas, exames oftalmológicos e teve a oportunidade de obter isenção das taxas de pagamento cobradas por cartórios para a retirada da segunda via da certidão de nascimento, de casamento e de óbito, além da carteira de identidade e de habilitação. Secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Social, Pedro Fernandes destacou a importância da ação, que proporciona atendimento sem qualquer despesa, além da doação de óculos para quem tem 40 anos de idade ou mais.


-O nosso trabalho aqui não é favor. É com o dinheiro dos impostos pagos por vocês que doamos os óculos. Por isso, o resultado do trabalho tem que ter qualidade. Até pra acabar com essa história de dizer que por ser público é mal feito. O poder público tem obrigação de prestar um bom serviço. Mesmo com a crise isso é possível. A gente se levanta e vem aqui fazer a nossa obrigação - disse o secretário, que fez questão de testar a resistência da armação na frente de todos, deixando os óculos que estavam em suas mãos cair no chão mais de uma vez.


Nos diferentes pontos do estado, a ação ocorreu pela manhã. Desempregado há dois anos, Marcos Azevedo de Macedo, 59 anos, lembra que desembolsou R$ 500 pelos óculos quando recebia um salário, mas agora, embora a necessidade seja a mesma, a realidade mudou. “Sai muito caro mandar fazer os óculos. Achei ótima uma ação como essa em uma região tão carente da presença do Estado. Fui muito bem atendido”, avaliou o morador de São João de Meriti, depois de escolher as novas armações.


Na ação, os interessados apresentam nome, CPF e comprovante de residência para efetuar um cadastro. Em seguida, realizam exame de acuidade visual, quando é preciso ler letras, números e símbolos dispostos em uma placa situada a 4 metros de distância. No passo seguinte, diante do aparelho autorrefratário, cada pessoa tem o globo ocular fotografado. Com os resultados desses exames nas mãos, dois médicos oftalmologistas credenciados pela Fundação Leão XIII elaboram a receita para a confecção das lentes. Para concluir, o beneficiado escolhe uma armação de sua preferência entre quatro modelos disponíveis e recebe um protocolo de atendimento indicando data e local de entrega dos óculos. A retirada do produto ocorre um mês depois.


Em Irajá, nem a chuva fez a população deixar a Praça Sangue Areia. Márcia Tavares Sloboda, 58 anos, operou catarata em outubro, mas ainda precisa de apoio para realizar algumas tarefas. “A visão voltou, só que não consigo botar linha na agulha, nem ler rótulo”, conta a dona de casa, acrescentando: “Eu não tenho renda e dependo dos meus filhos para viver. Se eu pedir óculos novos, eu sei que vai pesar muito no orçamento da família deles. Para mim, essa ação está sendo perfeita”.


O pintor Francisco Luciano da Silva, 57 anos, foi o primeiro a receber a senha para o atendimento na Pavuna. Ele e a mulher, Lourdes Monteiro Honorato, 45 anos, chegaram às 4h20 à Praça Belo Monte. Seu Francisco contou que já usava óculos, mas que precisava de outras lentes. “Com a crise econômica, não tive como mudar”, explica. Lourdes disse que o marido gastou R$ 600 no último modelo. “E nem era bonito!”, reclama a copeira. Com a ação do Novo Olhar, cada um escolheu sua armação preferida. “Eu já não consigo mais ler e sinto dores nos olhos. Agora vai ficar melhor”, disse ela, satisfeita. 




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