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Ônibus Lilás leva informação de diretos para mulheres vítimas de violência doméstica

 27/03/2017 - 13:10h - Atualizado em 28/03/2017 - 11:26h
 » Geovana Martins

Foram ofertados ainda serviços pela Faetec, como corte de cabelo e massagem relaxante


O “Ônibus Lilás” estacionou, nesta segunda-feira (27), na praça principal de Coelho Neto, Zona Norte do Rio. Foram montadas mesas e cadeiras para prestar esclarecimento sobre a violência contra as mulheres. O encontro foi promovido pela Subsecretaria de Políticas para as Mulheres, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Social, e contou com uma equipe composta por psicóloga, assistente social e uma advogada.

 

O primeiro atendimento foi com a L.S, de 66 anos, que contou seu drama vivido com o marido, bebia muito e sempre acabava brigando.

 

- Em uma dessas brigas ele bateu no meu rosto. Fiquei muito triste, pois o amava. E as brigas aumentavam a cada dia por causa do álcool. Até que um dia eu não aguentei mais e fui embora. Esse tipo de coisa acontece muito numa vida de casado – lamenta. 

 

A superintendente de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, Rosemary Caetano, fez uma palestra sobre o combate a esse tipo de violência. 

 

- A gente luta por respeito, dignidade, e essa luta é diária. A violência está presente no mundo inteiro. E não pode existir isso. Vamos lutar contra a violência – disse.

 

Uma das mais entusiasmadas durante a palestra foi a Maria Penha, de 64 anos, cujo nome é o mesmo que deu origem à Lei no combate à violência. Maria contou que não deixa o marido humilhá-la.

 

- Eu tenho 40 anos de casada. Ele reclama das minhas rugas, mas ele esquece que também tem rugas. Não posso deixar que ele fale assim comigo, querendo me deixar para baixo. Ele é dez anos mais velho - lembra.

 

Já a Vera Magalhães, 58 anos, destaca que defende todas as suas vizinhas contra a violência dos maridos.

 

- Já ajudei duas. Elas bateram na minha porta pedindo ajuda. Chamei a polícia e fomos para a Delegacia da Mulher e para o IML. Eu sempre vou ajudar – diz.

 

Foram distribuídos materiais informativos de conscientização sobre a Lei Maria da Penha e a rede de atendimento.

 

Já os serviços oferecidos pela Escola de Beleza da Faetec, que funciona na unidade de Quintino, fizeram muito sucesso e atraiu muita gente com serviços com corte de cabelo, massagens relaxantes e massagens para os pés.

 

Para uma das frequentadoras da Academia Carioca, Maria Ribeiro Pereira, 78 anos, foi a primeira vez que fez uma massagem relaxante.

 

- Gostei muito dessa massagem. Agora vou para a casa muito mais calma fazer meu almoço - brincou.




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