Assistência Social e Direitos Humanos

Notícias

Estado lança cartilha sobre Acompanhamento Familiar na Política de Assistência Social

 22/05/2013 - 18:11h - Atualizado em 22/05/2013 - 18:11h
 » Danielle Rabello

Lançamento ocorreu durante seminário realizado com representantes da área de assistência social dos 92 municípios


Visando sistematizar as diretrizes e orientações para o acompanhamento das famílias beneficiárias do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), lançou, nesta quarta-feira (22/05), a cartilha Acompanhamento Familiar na Política de Assistência Social - Uma proposta de Metodologia para o Estado do Rio de Janeiro. O documento foi lançado durante um seminário, realizado no auditório do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), com a participação de gestores de 50 municípios e pelo menos 20 secretários municipais.

“É um seminário de extrema importância para nós, que somos responsáveis pelo acompanhamento das famílias que hoje estão na rede da assistência, no Bolsa Família e no Renda Melhor. Nós temos a responsabilidade de cuidar dessa rede com os 419 CRAS e CREAS no estado. É fundamental estabelecer aqui hoje neste seminário uma metodologia para que a gente acompanhe as famílias, porque nós temos que prover e auxiliar todos aqueles que necessitam do nosso auxílio, que será cada vez mais qualificado, quanto melhor nós estivermos preparados para fazer esse atendimento”, destacou o secretário Zaqueu Teixeira.

A mesa de abertura também contou com a participação do secretário geral de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Gino Novis Cardoso, que informou aos presentes que, este ano, os 91 municípios do estado, com exceção da Capital, que tem Tribunal de Contas específico, passarão por uma auditoria quanto à aplicação dos recursos da assistência social.

"O Tribunal de Contas do Estado se sente muito honrado em participar deste seminário como órgão de controle. Em 2011 foi a Saúde, em 2012 Educação e Meio Ambiente, e para 2013 Assistência Social. Serão seis aspectos a serem verificados: planejamento e monitoramento das ações e serviços da assistência social; infraestrutura e funcionamento das unidades de proteção social básica e especializada (CRAS e CREAS); equipe de proteção social básica e especializada; processo de trabalho do CRAS; entidades e organizações de assistência social e financiamento da assistência social”, informou Gino.

Para o secretário municipal de Assistência Social de Niterói, Ubirajara Marques, que representou o Colegiado de Gestores Municipais de Assistência Social (COEGEMAS) na mesa de abertura, a Cartilha é um importante instrumento de trabalho para os municípios.

“O Estado do Rio de Janeiro vem debatendo de que maneira, na ponta, os municípios conseguem, de fato, fazer uma política pública estruturante, que dê conta de realmente fazer um acompanhamento familiar, que dê conta de fazer a intersetorialidade, que tenha força dentro do seu município, que o prefeito nos escute e que leve em consideração essa política. Essa cartilha com a metodologia é uma vitória para todos os municípios para a melhoria dos nossos serviços e a relação dos nossos equipamentos com os nossos usuários”, disse Ubirajara Marques.

A doutora em Educação e Diretora de Gestão do Conhecimento do Instituto Paulo Freira, Ângela Antunes, foi a primeira palestrantes do dia e trouxe uma reflexão sobre os princípios políticos pedagógicos de Paulo Freire para a política da assistência social, em especial o acompanhamento familiar.

“A pedagogia freireana tem muito a contribuir para o trabalho da assistência social em muitos aspectos. O compromisso declarado de que estamos fazendo esse trabalho para a transformação social, esse compromisso com essas famílias, conhecer essas famílias, quem elas são, como vivem, quais suas necessidades, suas potencialidades e de que forma escutá-las pode construir coletivamente um trabalho que alcance os objetivos dos projetos, da política educacional da assistência social. É não trazer um planejamento pronto, mas que esse planejamento parta do contexto, da realidade de onde estão essas pessoas e seja construído com elas para que elas sejam corresponsáveis, para que se sintam envolvidas, pertencentes a esse processo desse transformação, sejam sujeitos da leitura do mundo, da construção coletiva e da transformação”, explicou Ângela.

A subsecretária de Assistência Social e Descentralização da Gestão, Nelma de Azeredo, ressaltou que a cartilha é um trabalho que estava proposto para o Rio desde 1999 com a implantação do PAIF.

“Nós não tínhamos conseguido ainda sistematizar por conta das dificuldades e falávamos do acompanhamento, mas ele não tinha sido sistematizado. Mas agora nós conseguimos identificar profissionais com uma capacidade boa de interpretar essa vivência e de traduzir isso na sistematização da proposta, que tem tudo a ver com método que a gente traz, referenciado no pensamento de Paulo Freira para a assistência social, porque acreditamos que o trabalho da assistência social é, sim, um trabalho socioeducativo. Muito municípios compareceram, as pessoas participaram e estão todos refletindo, se olhando, olhando ao seu redor e era isso que a gente queria provocar. Estou certa de que, a partir de hoje, a leitura que esses profissionais vão fazer da proposta de acompanhamento familiar será completamente diferenciada e qualificada”, destacou Nelma.

A segunda mesa de debates, com mediação da superintende de Gestão do SUAS da SEASDH, Helena Ferreira de Lima, tratou da ‘Metodologia de Acompanhamento Familiar no PAIF e PAEFI- Referencial Teórico e Metodológico’, com apresentação das assistentes sociais Diana Delgado e Renata Rios e da secretária de Assistência Social de Nova Friburgo, Simone de Almeida Pinto.

A última mesa foi mediada pela superintendente de Proteção Social Especial da SEASDH, Vanda Lúcia Martins, e apresentada pelo subsecretário de Integração dos Programas Sociais da SEASDH, Antônio Claret, pela superintendente de Proteção Social Básica da SEASDH, Heloisa Mesquita, e a diretora do Núcleo de Proteção Básica da Secretaria de Assistência Social do Município do Rio de Janeiro, Josileide Militão, com o tema Rio Sem Miséria e Acompanhamento Sociofamiliar – Desafios e Intersetorialidade.

Também participaram da mesa de abertura o sub-procurador geral de Justiça de Direitos Humanos do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro; Ertulei Laureano Matos, e a presidente do Conselho Estadual de Assistência Social, Marizete Lage.  


  • Fotos

  • Wanderson Cruz-6765.jpg

    5 fotos | Assistência Social | 22/05/2013

    Seminário de Assistência Social



Encontre em um mesmo espaço serviços públicos facilitando a vida do cidadão e do empresário.

PROGRAMAS E AÇÕES

_____________________   Participe das redes sociais   _____________________