Administração Penitenciária

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Secretário de Administração Penitenciária participa de debate na Bienal do Livro

 06/09/2017 - 15:02h - Atualizado em 06/09/2017 - 15:13h
 » Ana Claudia Costa

Remição de pena por leitura para internos do sistema prisional foi tema do debate


A remição de pena de internos do sistema penal por leitura foi tema de debate na tarde da última terça-feira,dia 05 de setembro, na XVIII Bienal do Livro. O secretário de Estado de Administração Penitenciária, coronel PM Erir Ribeiro Costa Filho, participou da mesa de debates e destacou a importância da resolução criada para ajudar no desencarceramento, bem como a alternativa de apresentar a cultura e conhecimento aos internos do sistema.

 

Participaram da mesa de debates o Desembargador Siro Darlan; o Defensor Público e Coordenador de Núcleo do Sistema Penitenciário, João Gustavo Fernandes; a professora da UniRio, Elizabeth Sussekind, o diretor de Educação da Coordenação de Inserção Social, Giovani Barbosa, o presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do Brasil, Marcello Oliveira.

 

 Ao abrir o debate, o secretário de Estado de Administração Penitenciária, coronel Erir Ribeiro Costa Filho, destacou a importância do projeto. “Estou feliz pela oportunidade de mostrar mais esse avanço no sistema e constatar que não estamos sozinhos. Temos parceiros e queremos fazer mais parcerias para que mais detentos possam ter acesso à leitura e dessa forma remirem suas penas. A remição de pena por leitura com certeza vai abrir a cabeça dos nossos internos e abrir portas quando eles deixarem o cárcere ”, ressaltou.

 

O acesso aos livros como forma de viajar e conhecer o mundo, pelo menos através da leitura e sair um pouco da rotina do cárcere também foi defendido pelo Desembargador Siro Darlan em seu discurso. O desembargador lembrou que quando um cidadão é preso a primeira coisa que se tira do homem, além a liberdade é a dignidade. Para ele a leitura devolve, de certa forma a dignidade de quem está pagando por seus erros com a possibilidade de remir sua pena. “ Quem lê ou estuda viaja, sai pelas grades, sai do cárcere e através dos livros vai à Espanha, Portugal, África e qualquer outro lugar. A leitura é um estímulo para quando eles saírem terem uma perspectiva melhor”, comentou.


Até o momento, segundo o diretor de Educação da Inserção Social, Giovani Barbosa, dez unidades prisionais já participam do projeto de remição de pena por leitura. Desse total, oito unidades estão no Complexo de Gericinó e duas em Benfica. Cada interno tem o direito de ler um livro por mês . Todos são orientados por professores e ao final da leitura devem fazer uma resenha para que sejam apresentadas. É atribuída aos internos uma nota final com média 6 para que possam ter o benefício da remissão. “Estamos abertos para parcerias e doação de livros. Nossa parceria recém assinada com a Unirio vai incrementar mais o projeto com a adoção da remissão por leitura em mais unidades prisionais porque teremos mais professores para corrigir as resenhas”, disse.

 

Os internos Washington de Oliveira e Adriana Pereira, ambos beneficiados pela remição de pena por leitura assistiram ao debate. Detento da Penitenciária Lemos de Brito, Washington contou que tem libertado a mente toda vez que lê um livro e é assíduo na biblioteca de sua unidade prisional. Já a interna Adriana Pereira, que cumpre o regime semi-aberto no Instituto Penal Oscar Stevenson, se mostrou orgulhosa ao contar que tirou média 7,5 ao final da leitura da obra “O Alto da Compadecida”. “Eu gostou de ler. Vou à biblioteca toda semana e sempre que puder vou participar do projeto”, concluiu.
 


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