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Inea incorpora sugestões de moradores e licencia obras de expansão da Linha 4 do Metrô

 25/06/2012 - 18:22h - Atualizado em 25/06/2012 - 18:27h
 » Flor Jacq

A coletiva aconteceu nesta segunda-feira na Secretaria do Ambiente


 

Em coletiva à imprensa hoje (25/06), o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, anunciou que a Linha 4 do Metrô teve sua licença de instalação (LI) concedida, por unanimidade, pelo Conselho Diretor do Instituto Estadual do Ambiente (Condir/ Inea). A LI incorporou sugestões feitas por moradores do trajeto Ipanema-Gávea, como a restauração da Praça Nossa Senhora da Paz e a preservação do seu aspecto recreativo. Foi também vetada a instalação de qualquer estabelecimento comercial no local.

 

Outra preocupação apontada pelos moradores, o número de árvores a serem transplantadas da Praça Nossa Senhora da Paz foi reduzido em quase 50%, passando de 150 para 77. Além disso, a concessionária será obrigada replantar cerca de 400 árvores no bairro, além de instalar bicicletários em todas as estações.

 

 

Para garantir a futura construção da extensão do Metrô no trecho Humaitá-Jardim Botânico-Gávea, o Condir estabeleceu na atual LI que a estação da Gávea deve ter dois pavimentos. O projeto de construção dessa estação deverá ser apresentado, para análise do Inea, dentro de seis meses. Além disso, para evitar impacto sobre o arboreto do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a atual LI estabeleceu também que a futura linha do Metrô neste trecho tenha um novo itinerário.

 

“A linha não poderá mais passar por trás do Instituto de Pesquisa Jardim Botânico. Agora seu trajeto será por baixo da Rua Jardim Botânico, preservando, assim, milhares de árvores”, disse o secretário.

 

 

Com a LI concedida hoje, as obras de expansão do Metrô podem começar na Zona Sul. A presidente do Inea, Marilene Ramos, porém, alertou que as obras serão vistoriadas pelo instituto, que irá acompanhar a execução das medidas condicionantes e das restrições.

 

“No caso da Praça Nossa Senhora da Paz, por exemplo, tomamos o cuidado de reduzir o tamanho da estação e restringir o acesso apenas pelas esquinas, preservando o perímetro interno, o coração da praça”, destacou Marilene.

 

Há cerca de 50 dias, a licença prévia (LP) da Linha 4 do Metrô foi aprovada, por 12 a 0, pela Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca). Além de representantes de órgãos públicos, como Inea e Ibama, a Ceca é composta por representantes da Firjan e do Crea.

 

O auditor ambiental da Diretoria de Licenciamento Ambiental do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Maurício Couto, disse que durante as audiências públicas realizadas pela Ceca e pelo Inea para debater o assunto, a população nunca se mostrou contrária à extensão do metrô, e sim preocupada com os possíveis impactos ambientais e na rotina dos bairros.

 

“As pessoas gostam da ideia de ter um metrô perto de casa, auxilia na mobilidade urbana. O que percebemos nas audiências foi o receio às consequências negativas. Foi isso que tentamos sanar absorvendo as sugestões na licença de instalação”, disse Couto.

 

Minc destacou que, do ponto de vista ambiental, o metrô significa menos poluição do ar, menos poluição sonora, engarrafamentos e emissão de CO2, um dos gases de efeito estufa.

 

 




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