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Rio ganha novo cartão postal: ponte estaiada na Ilha do Fundão Fundão

 17/02/2012 - 16:39h - Atualizado em 17/02/2012 - 16:55h
 » Sandra Hoffmann

Construída sobre o Canal do Fundão, a nova passagem tem 780 metros de extensão e deverá receber 1.800 veículos no horário de pico


Quem chegar à cidade do Rio de Janeiro para o carnaval será presenteado com mais um cartão postal: a “Ponte do Saber”, primeira ponte estaiada do estado, inaugurada hoje (17/02) pelo governador Sérgio Cabral e pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc. O empreendimento é uma das etapas do Programa de Recuperação Ambiental do Canal do Fundão, cujos investimentos são de R$ 321 milhões, da Petrobras.

 


Construída sobre o Canal do Fundão, a nova passagem tem 780 metros de extensão e deverá receber 1.800 veículos no horário de pico, o que representará uma redução de 60% no número de veículos que trafegam na saída da Cidade Universitária. Suspensa por 15 estais frontais e seis de retaguarda, a ponte estaiada tem seus cabos de sustentação ancorados em um único pilar, de 100 metros de altura.

 
 

O Programa de Recuperação Ambiental do Canal do Fundão faz parte do caderno de encargos do Governo do Estado para os Jogos Olímpicos de 2016. Com recursos da Petrobras, de R$ 321 milhões, as intervenções compreendem a dragagem de 3,6 milhões de metros cúbicos de sedimentos do Canal do Fundão, a reurbanização da Vila Residencial da UFRJ, o reforço dos pilares de sustentação da Linha Vermelha e o replantio de manguezais, além da construção da ponte estaiada, para onde foram destinados R$ 69 milhões.

 
 

Presente à inauguração, o governador Sérgio Cabral ressaltou que a construção da ponte estaiada vai permitir uma evolução muito grande na cidade: “É uma ponte que liga uma ilha de saber à Ilha do Fundão, que tem vários laboratórios instalados, renomados cientistas, milhares de trabalhadores e estudantes. Enfim, uma comunidade inteira terá facilitada a sua saída para a cidade. O que antes demorava até duas horas, agora será feito em poucos minutos”.

 
 

Para Sérgio Cabral, além dessas vantagens, a ponte simboliza o início do processo de pacificação das comunidades da Maré, Manguinhos e Jacarezinho, ainda sob o jugo do tráfico. “Essa região vai se juntar aos complexos da Penha e do Alemão, já pacificados. Enxergo esta realidade num futuro não muito distante”, acrescentou.

 
 

O secretário do Ambiente, Carlos Minc, destacou que a ponte é mais uma etapa de um programa que está recuperando ambientalmente o Canal do Fundão, que será entregue totalmente concluído à população até o final deste semestre.

 
 

“Trata-se da recuperação de um passivo ambiental da Baía de Guanabara. Dos 3,6 milhões de metros cúbicos, previstos para serem dragados pelo programa, já dragamos três milhões, o equivalente a 83,3% desse material. Isso vai facilitar a navegação e a pesca. Além disso, já recuperamos 180 mil metros quadrados de mangue e efetuamos o plantio de 140 mil metros quadrados de novos manguezais. Também quero destacar que esta obra foi aprovada por unanimidade pelo conselho universitário da UFRJ e que quatro departamentos dessa universidade acompanham o seu andamento, que abrange a construção da ponte”, explicou o secretário.

 
 

Também estiveram presentes na inauguração da ponte estaiada, o vice-governador e coordenador executivo de Infraestrutura do Estado, Luiz Fernando Pezão; o reitor da UFRJ, Carlos Antônio Levi da Conceição; o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa; entre outras autoridades.

 
 

Programa de Recuperação do Canal do Fundão
 

 

Durante a dragagem, os trechos contaminados com metais pesados passam por um processo de separação de areia. Após esse procedimento, os sedimentos restantes são dispostos em cápsulas de geotextil. A água, completamente limpa, retorna para a Baía de Guanabara e o lixo, por sua vez, é levado para o aterro sanitário de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A dragagem segue orientação do estudo feito pelo professor Paulo César Rosnan, da Coppe/UFRJ, com o aprofundamento do canal.

 


A Petrobras também financiou, com recursos de R$ 2 milhões, a elaboração do projeto executivo da obra e o EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental e seu respectivo relatório). No projeto, foram realizados estudos detalhados do solo e análise dos sedimentos em 107 pontos da região, onde se constatou a presença de metais pesados como mercúrio, chumbo, cádmio e antimônio.

 
 

Em abril do ano passado, o governo entregou a Vila Residencial da UFRJ reurbanizada e com saneamento, além de inaugurar uma nova via – o Acesso Norte – para desobstruir o trânsito em direção à Ilha do Governador.




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