Ambiente

Recuperação das Lagoas da Barra


Projeto de dragagem vai revitalizar complexo lagunar da Baixada de Jacarepaguá, valorizando importante cartão-postal da Zona Oeste


O Projeto de Recuperação Ambiental do Sistema Lagunar da Barra e Jacarepaguá, da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) faz parte das obrigações do Caderno de Encargos das Olimpíadas de 2016 – visa a dragar e recuperar ambientalmente as degradadas lagoas da região – Marapendi, Tijuca, Camorim e Jacarepaguá –, além dos canais da Joatinga e de Marapendi, totalizando um perímetro de 15 km de extensão.

 

As obras terão investimentos de R$ 673.621.941,17, recursos oriundos de empréstimo do Banco do Brasil e do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam) e têm previsão de 30 meses para conclusão.

 

Em uma série de audiências públicas, promovidas pela SEA, na Câmara Comunitária da Barra, representantes da sociedade civil, de universidades, de ambientalistas e da iniciativa privada – deram aval ao programa, inclusive com sugestões construtivas para seu aperfeiçoamento.

 

Em 16 de setembro de 2015, o secretário do Ambiente, André Corrêa, recebeu o EIA- Rima para a dragagem de 5,7 milhões de metros cúbicos de detritos do fundo das lagoas. 

 

 

DETALHES DAS OBRAS

 

O projeto de recuperação ambiental desse importante complexo lagunar da Cidade do Rio de Janeiro prevê a dragagem de aproximadamente 5,7 milhões de metros cúbicos de sedimentos poluídos do fundo das lagoas – desde a embocadura do Canal da Joatinga, na orla da Barra, até as lagoas de Marapendi, Tijuca, Camorim e Jacarepaguá, além do Canal de Marapendi.

 

Após a assinatura de um termo de ajustamento de conduta (TAC), entre o Governo do Estado e o Ministério Público, a obra nas lagoas podem começar. Entretanto, o projeto passou por mudanças. A criação de uma Ilha-Parque, com o material retirado da dragagem não foi permitido.

 

A ilha que já existe, com área reduzida, entre as lagoas do Camorim e da Tijuca seria encorpada com parte do material resultante da dragagem do complexo lagunar, que, compactado e encapsulado em geobags, formaria a base de terreno.

 

Sedimentos dragados serão usados na construção do Parque Olímpico, numa área de 679 mil metros quadrados do Parque de Marapendi, e também na construção de um centro metropolitano. No caso deste centro, o material será depositado em 760 mil metros quadrados próximos à Escola Sesc. As duas obras são de responsabilidade da Prefeitura do Rio.

 

O material a ser dragado é composto por argila, areia e silte (substância cuja partícula é maior que argila e menor que areia), decorrente do assoreamento do entorno, dos sedimentos carregados pelas chuvas, além de material orgânico proveniente de esgotos lançados direta ou indiretamente no sistema lagunar.

 

Com a conclusão desta dragagem, a profundidade das lagoas irá variar de 1,5 m a 3,5 m, estimulando a navegabilidade em todo o complexo lagunar.

 

O complexo lagunar será recuperado com a dragagem de um volume de sedimentos poluídos que daria para encher o equivalente a sete estádios do Maracanã. A técnica de acondicionamento de material lodoso em geobags é a mesma empregada na dragagem e recuperação ambiental do Canal do Fundão; outra importante iniciativa da SEA. Dispostos lado a lado, os geobags serão cobertos por camadas de terra e argila.

 

O processo seguirá parâmetros de construções sustentáveis, pois será reduzido o impacto no meio ambiente que haveria com o transporte diário por caminhões do material resultante da dragagem até o aterro sanitário de Seropédica.

 

Para percorrer esse trajeto, de 55 km, seriam necessários 150 caminhões fazendo duas viagens diárias, piorando assim o trânsito e provocando emissões excessivas de poluentes e de gases-estufa.

 

Outra intervenção prevista a seguir princípios sustentáveis pode resultar no prolongamento do quebra-mar, com a utilização de pedras resultantes das obras de construção de Linha 4 do Metrô; importante iniciativa do Governo do Estado, para ligar Ipanema à Barra da Tijuca.

  

TRATAMENTO DE ESGOTO

 

O projeto de recuperação ambiental desse complexo lagunar se soma a outras iniciativas do Governo do Estado, a cargo da Cedae, para o saneamento da Barra, Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes.

 

Até agora, já foram investidos R$ 600 milhões, do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam), em uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), em 15 elevatórias de recalque, para o bombeamento de esgoto, e em um emissário submarino de 5 km de extensão, que lança esgoto tratado em alto mar.

 

A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Barra da Tijuca foi inaugurada em 2009. Quatro anos depois, mais de 85% do esgoto produzido no bairro já está sendo tratado e seus resíduos lançados em alto mar, por meio do emissário submarino.

  

Estão assegurados ainda mais R$ 600 milhões, também do Fecam, para as obras de saneamento da região a cargo da Cedae. Essas intervenções abrangem, entre outras iniciativas, a continuação da implantação de redes de esgotamento sanitário e de troncos coletores e a construção de novas elevatórias de recalque de esgoto.

 

Além do avanço das iniciativas do Governo do Estado para coletar e tratar o esgoto que ainda é despejado in natura nas lagoas da região e para recuperar ambientalmente o complexo lagunar, a Prefeitura do Rio também tem obras na região.

 

A administração municipal construiu uma Unidade de Tratamento de Rio (UTR) na desembocadura do Rio Arroio Fundo, junto à Lagoa de Jacarepaguá. A unidade trata o esgoto que passa pelos rios Arroio Fundo e Grande, beneficiando moradores dos bairros do Anil, de Rio das Pedras, da Cidade de Deus e da Vila do Pan.

 

BLITZE AMBIENTAIS

 

Para reforçar as ações de saneamento da região da Barra, Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes, incluindo a revitalização ambiental do seu complexo lagunar, a SEA promove blitzes ecológicas periódicas para reprimir os condomínios residenciais e edifícios comerciais que ainda insistem em desrespeitar a legislação ambiental, despejando esgoto in natura ou sem tratamento adequado no complexo lagunar.

 

Esses infratores já deveriam estar conectados à rede coletora implantada da Cedae, com seu esgoto sendo levado então para o emissário submarino da Barra.

 

As operações de repressão foram iniciadas pela Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), órgão da SEA, em março de 2011, com o apoio de agentes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Cedae, Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e Comando de Polícia Ambiental. Vários deles foram multados pelo crime ambiental de poluir corpos hídricos.

 

Segundo a Cedae, cerca de 80% dos condomínios e residências da Barra já contam com rede de esgoto em suas portas, sendo, portanto, obrigados a se conectar. No Recreio, 70% já têm redes para se conectar. Em Jacarepaguá, 20% dos condomínios contam com redes da Cedae construídas.




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