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Barra Mansa vai receber o plantio de mais de 50 mil mudas nativas de Mata Atlântica em nascentes e mata ciliares

 11/06/2018 - 11:04h - Atualizado em 11/06/2018 - 11:05h
 » ASCOM SEA/INEA

Projeto Águas de Barra Mansa foi lançado nesta sexta; iniciativa também conta com uma parceria fundamental: a adesão e a participação dos proprietários rurais inseridos na bacia do Rio Bananal


Preservar as nascentes e as matas ciliares do principal manancial de abastecimento público do município de Barra Mansa, no Sul Fluminense. Esse é o objetivo do Projeto Águas de Barra Mansa lançado, nesta sexta-feira (8/6), pela Secretaria de Estado do Ambiente e pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) em um evento realizado no Parque da Cidade, em Barra Mansa. O projeto prevê o plantio de mais de 50 mil mudas de espécies nativas de Mata Atlântica na bacia hidrográfica do rio Bananal e nas margens do rio Paraíba do Sul, promovendo a restauração florestal de área correspondente a 34,8 hectares.

 

O lançamento do projeto foi marcado pelo plantio de mudas nativas realizado por estudantes, moradores, convidados e instituições parceiras, nas margens do Rio Paraíba do Sul, no Parque da Cidade, em Barra Mansa.

 

“Este projeto vai garantir a proteção das margens do Rio Bananal que é um afluente do Rio Paraíba do Sul. Esta ação irá promover a oferta de água, em qualidade e quantidade, para as atuais e futuras gerações”, acrescentou o diretor de Biodiversidade, Áreas Protegidas e Ecossistemas do Inea, Paulo Schiavo.

 

“Esta iniciativa faz parte do Programa Pacto pelas Águas que visa adotar, a médio e a longo prazo, ações de restauração e conservação florestal de áreas prioritárias de mananciais de abastecimento público. O Projeto Águas de Barra Mansa conta com apoio da prefeitura local que já vem desenvolvendo o Pagamento por Serviços Ambientais que remunera os proprietários rurais que conservam nascentes e matas ciliares de mananciais”, disse a coordenadora de Gestão do Território e Informações Geoespaciais do Inea, Marie Ikemoto.

 

O projeto será executado pela Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e o Instituto Estadual do Ambiente (INEA), em parceria com a Prefeitura de Barra Mansa. Os recursos para a ação de restauração florestal são oriundos do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), celebrado entre SEA, CECA, o INEA e CSN Usina Presidente Vargas, no âmbito do Mecanismo Financeiro para a Conservação da Biodiversidade no estado do Rio de Janeiro – FMA/RJ.

 

A iniciativa também conta com uma parceria fundamental: a adesão e a participação dos proprietários rurais inseridos na bacia do Rio Bananal. Até o momento, 12 proprietários rurais aderiram ao projeto para contribuir com a restauração de 32 hectares de nascentes e matas ciliares em suas propriedades.

 

Estudos publicados por diversas instituições, como a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) e a WWF (Fundo Mundial para a Natureza), comprovam que as áreas recobertas por florestas garantem maior infiltração da água no solo e recarregam os aquíferos que alimentam os cursos d'água. Além disso, evita o processo de erosão que acaba causando o assoreamento dos rios e o aumento de correntezas.

 

Os Rios Paraíba do Sul, Bananal e Açude Vista Alegre constituem os principais mananciais de abastecimento de Barra Mansa, sendo responsáveis pelo atendimento de mais de 175 mil habitantes ou aproximadamente 98% da população do município.  




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