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Terceiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa – GEE do Estado do Rio de Janeiro

 02/04/2018 - 14:47h - Atualizado em 04/04/2018 - 11:28h
 » ASCOM SEA/INEA


A elaboração de inventários de Gases de Efeito Estuda (GEE) e o gerenciamento de GEE é relativamente novo e se caracteriza como um processo de aprendizagem durante sua própria execução. O processo de levantamento de dados e resultados do inventário é realizado conforme metodologia do IPCC "Intergovernmental Panel on Climate Change” e “GHG Protocol", considerando diversos interlocutores e a participação dos setores de Energia, Processos Industriais e Uso de Produtos (IPPU), Agricultura, Florestas e Usos do Solo (AFOLU), e Resíduos.

 

Trata-se de um instrumento de gestão pelo qual as instituições devem utilizar para beneficiar-se de diversas oportunidades e colaborar para a resolução de problemas na direção de uma nova economia de baixo carbono. O mundo caminha para uma nova economia e ações urgentes de curto prazo e outras de médio e longo prazo são fundamentais nesse processo.

 

Nesse contexto, a realização de inventários e atualização de cenários, planos de enfrentamento às mudanças climáticas em vários setores da economia, com implementação de estratégias e medidas robustas, seja na mitigação drástica das emissões de gases de efeito estufa causadoras do problema, seja na adaptação da sociedade aos seus efeitos e na capacidade de resiliência de um ecossistema e populações vulneráveis, são ações fundamentais para se atingir objetivos propostos pelas NDCs - Contribuições Nacionalmente Determinadas -até 2020/2030.

 

A comunidade internacional se comprometeu a limitar o aumento da temperatura em relação aos níveis da era pré-industrial e a se esforçar para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC". O Brasil anunciou a meta na Convenção do Clima na ONU- Acordo de Paris, com participação de 196 países, a reduzir suas emissões de carbono em 37% até 2025 (considerando como ano base 2005) e 43% até 2030. Um dos objetivos essenciais do acordo é “a criação de um mecanismo de revisão dos compromissos voluntários dos países, de cinco em cinco anos. A primeira revisão obrigatória ocorrerá em 2025 e as seguintes deverão mostrar uma progressão".

 

Para isso ocorrer é necessário o esforço dos diversos setores da economia e políticas efetivas quanto ao desmatamento ilegal, criação de novas Unidades de Conservação, controle e monitoramento de incêndios, reflorestamentos, PSA- projetos de serviços ambientais, medidas do Cadastro Ambiental Rural, implementação do Plano ABC- Agricultura de Baixo Emissão de Carbono para o setor agropecuário (o Rio de Janeiro acabou de lançar seu plano).

 

Outros setores a serem considerados são o de resíduos, com incentivo à reciclagem, a reutilização de gases gerados como o aproveitamento de biogás de aterros sanitários como fonte de energia, utilização de novas tecnologias de fontes renováveis como a solar e a eólica na matriz energética, novos modais de transportes e incentivo à utilização de carros elétricos. Vale mencionar que a energia eólica gerou milhares de empregos no Brasil, apesar da recessão econômica e a energia solar tende a crescer nos próximos anos, conforme tendências verificadas.

 

Importante ressaltar medidas efetivas econômicas, tributárias e de precipitação do carbono (unidade de valor social e econômico das ações de mitigação) para a implementação de uma economia de baixo carbono. O cumprimento das metas climáticas brasileiras depende do fortalecimento dos marcos regulatórios e o cumprimento da legislação, sobretudo devemos considerar incentivos nas mudanças dos padrões de consumo e produção.

 

No Estado do Rio de Janeiro, no período entre 2005/2015, considerando os setores de energia e Processos Industriais e Uso de Produtos (IPPU), houve um aumento das emissões devido ao grande aumento nos Centros de Transformação (termelétricas, coquerias e carvoarias), principalmente devido à geração elétrica no estado com gás natural e gás de alto-forno do setor siderúrgico. Já o setor de Agricultura Florestas e Uso do solo (AFOLU) apresentou queda das emissões em razão da redução das taxas de desmatamento, do aumento do reflorestamento, pelo aumento das áreas sob a condição de unidades de conservação e outros incrementos de biomassa, e redução da área agrícola. Do mesmo modo, no setor de resíduos houve queda das emissões, especialmente em função da captura e queima de biogás de aterros sanitários.

 

O terceiro inventário foi elaborado a partir de um convênio celebrado em outubro de 2016, entre a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o Centro Clima (COPPE) e a Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisas e Estudos Tecnológicos (COPPETEC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).  

Conheça o documento aqui.




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