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Projeto De Olho no Lixo participa do mutirão de recuperação da restinga da Praia de Ipanema

 28/02/2018 - 11:08h - Atualizado em 28/02/2018 - 11:08h
 » ASCOM SEA/INEA

Projeto De Olho no Lixo participa do mutirão de recuperação da restinga da Praia de Ipanema


 Agentes socioambientais do Projeto De Olho no Lixo, iniciativa executada pela Secretaria de Estado do Ambiente na comunidade da Rocinha, participaram, nesta terça-feira (27/2), de um mutirão para a recuperação da restinga da Praia de Ipanema, na Zona Sul da cidade. A atividade foi promovida pelo Instituto–e que defende o desenvolvimento humano e sustentável do país e que, desde 2009, trabalha na recuperação da restinga.

 

Além dos agentes socioambientais, alunos da rede pública de ensino, moradores de bairros da Zona Sul do Rio, representantes de instituições ambientais e voluntários fizeram o plantio de cerca de 400 mudas da vegetação na altura dos Postos 8 e 9 da Praia de Ipanema. A vegetação foi destruída pelos foliões durante a passagem dos blocos de carnaval pela orla de Ipanema, há cerca de duas semanas. Eles desrespeitaram as restrições de acesso e danificaram quase dois mil metros quadrados de área de restinga, um ecossistema da Mata Atlântica.

 

No último domingo (25/2), o Projeto De Olho no Lixo também marcou presença em um mutirão de limpeza realizado na Praia da Barra da Tijuca com as oficinas do Funk Verde, de percepção sonora utilizando instrumentos musicais produzidos a partir do reaproveitamento de resíduos sólidos, e do Ecomoda, que ensinou a confeccionar roupas, bolsas e acessórios a partir da reutilização de jeans usados, restos de tecidos, retalhos e até banners.

 

Fruto de cooperação técnica entre a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e o Viva Rio Socioambiental, com recursos da Associação dos Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), o Projeto De Olho no Lixo desenvolve trabalho de manejo correto dos resíduos sólidos na Rocinha, visando a minimizar o impacto negativo provocado pelo lixo.

 

Além da coleta de lixo, que é realizada por 30 agentes socioambientais, o projeto De Olho no Lixo tem outro eixo de atuação que é o de educação ambiental, cultura e comunicação que pretende evitar a continuidade de lançamento dos resíduos pelos moradores e transformando lixo em arte e renda. Para isso, são desenvolvidos na comunidade dois cursos gratuitos: Funk Verde que oferece oficinas de percepção sonora utilizando instrumentos musicais produzidos a partir do reaproveitamento de resíduos sólidos; e o Ecomoda, voltado para a capacitação em produção de acessórios e peças de vestuário, a partir da reutilização de retalhos, tecidos, jeans usados e banners.

 

Durante as aulas, já foram produzidos 80 instrumentos musicais com destaque para a cuíca confeccionada com canos PVC, um tipo de resíduo da construção civil; o pandeiro produzido com garrafa pet em substituição ao couro animal e latas de tinta que foram transformadas em tarol; e mais de 400 peças de vestuário, entre calças, vestidos, blusas e bolsas, além de acessórios.


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  • 3 fotos | Ambiente | 28/02/2018

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