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Instituto Estadual do Ambiente discute plano de ação para resgate de baleias com instituições de pesquisa e órgãos de proteção ambiental

 30/08/2017 - 15:27h - Atualizado em 30/08/2017 - 15:27h
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Foi proposta a elaboração de um protocolo de ações para atendimento de novas ocorrências de encalhe


O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) reuniu, na tarde desta segunda-feira (28/8), seu quadro técnico e representantes do laboratório Maqua da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), do Aquário Marinho do Rio de Janeiro (AquaRio), e de empresas que atuam nas Baías de Sepetiba e de Ilha Grande para discutir e definir ações para o regaste de baleias que, no seu processo migratório para a costa brasileira, podem encalhar nas praias.

 

Como resultado da reunião, foi proposto um diagnóstico do incidente e suas possíveis causas e ainda a elaboração de um protocolo de ações para atendimento de novas ocorrências de encalhe.

 

“Um grupo de trabalho foi estabelecido para estudar o que pode estar causando essa incidência de baleias encalhadas para, a partir daí, definir um plano de ação para que possamos agir com mais prontidão e eficiência no atendimento e assim aumentar as chances de sobrevivência delas”, declarou o presidente do Inea, Marcus Lima.

 

Para o biólogo Rafael Carvalho, do laboratório Maqua da Uerj, considerou a reunião fundamental, tendo em vista os últimos acontecimentos de encalhe de baleias em um curto espaço de tempo:

 

“Temos que tentar entender por que esses animais estão encalhando e morrendo, e tentar identificar as causas. Então, acho que essa primeira reunião foi essencial para tentar definir as estratégias que permitirão direcionar melhor as nossas ações em casos futuros”, ressaltou Rafael.

 

Em apenas uma semana, três baleias da espécie jubarte encalharam em pontos diferentes da costa do Rio de Janeiro: Búzios, Restinga de Marambaia e Ilha Grande. Nesses episódios, duas foram resgatadas e voltaram para alto mar, e uma morreu. Uma quarta baleia apareceu morta próxima à restinga de Marambaia, no último final de semana. Segundo pesquisadores, esta morreu em alto mar, foi trazida pela maré e avistada próxima à Restinga de Marambaia..

 

Uma ação conjunta entre técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), corpo de bombeiros, veterinários, biólogos e outros órgãos conseguiu resgatar uma baleia da espécie jubarte que encalhou, na última quinta-feira (24/8), na Restinga de Marambaia. O animal conseguiu voltar para alto mar no domingo (27/8).

 

Mas, apesar de todos os esforços empregados pela força tarefa montada pelo Inea para tentar resgatar outra baleia, também da espécie jubarte, que encalhou na Praia do Sul, em Ilha Grande, no último sábado (26/8), o animal acabou não resistindo e morreu na manhã do último domingo (27/8).

 

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