Ambiente

PROGRAMA AMBIENTE SOLIDÁRIO


Tem como objetivos a defesa ambiental, a geração de trabalho e renda e a promoção da parceria entre os agentes públicos, terceiro setor, empresas e entidades representativas


 

O Programa tem como pilares a defesa ambiental, a geração de trabalho e renda e a promoção da parceria entre os agentes públicos, terceiro setor, empresas e entidades representativas dos segmentos. Visa fortalecer e implantar os Planos Nacional e Estadual de Resíduos Sólidos no território do estado do Rio de Janeiro. O Programa está sob a responsabilidade da Superintendência de Gestão de Resíduos Sólidos (SUPGRES) da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA).

Engloba três projetos que estão correlacionados e tratam da gestão de resíduos sólidos e da logística reversa: Projeto Catadores e Catadoras em Redes Solidárias (CRS), Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais (PROVE) e Logística Reversa (GIRE).

As principais metas são: criar alternativas para o reaproveitamento dos resíduos em diversas cadeias produtivas e ao mesmo tempo gerar oportunidades de trabalho e renda aos catadores dentro do segmento da reciclagem.
 

 

 

Projetos do Programa Ambiente Solidário:


Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais (PROVE)

 


 

O Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais do Estado do Rio de Janeiro (PROVE) foi criado pela Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), com o objetivo de evitar o despejo de óleo de cozinha usado em corpos hídricos, ao estimular sua coleta e a reutilização na produção de sabão e de fontes alternativas de energia, como o biodiesel.
Atualmente a maior parte do óleo vegetal é despejada em ralos, comprometendo as tubulações dos edifícios e das redes de tratamento de esgoto. Essa prática acarreta prejuízos à população, às concessionárias de saneamento, aos governos e ao meio ambiente.

 

 

O perigo do descarte incorreto

 

O óleo que a dona de casa utiliza na cozinha pode causar grandes danos ambientais. O óleo, quando retido no encanamento, causa entupimento das tubulações e faz com que seja necessária a aplicação de diversos produtos químicos para a sua remoção. Se não existir um sistema de tratamento de esgoto, o óleo acaba se espalhando na superfície dos rios e das represas, contaminando a água e prejudicando a vida de muitas espécies que vivem nesses habitats.

 

O resíduo é formado por substâncias que não se dissolvem na água e quando despejado em mares e rios, causa descontrole no nível de oxigênio, fonte essencial para a manutenção da fauna aquática. Outra externalidade acontece na rede de esgoto. Quando o óleo de cozinha é jogado em pias e vasos sanitários, ele entra em contato direto com as tubulações do sistema. Pouco a pouco, o resíduo acumula-se nas paredes dos canos e retém consigo outros tipos de materiais que passam pelo local. O resultado disso é o “infarto” do sistema de esgoto.
Dados apontam que com um litro de óleo é possível contaminar 20 mil litros de água. Se acabar no solo, o líquido pode impermeabilizá-lo, o que contribui com enchentes e alagamentos. Além disso, quando entra em processo de decomposição, o óleo libera o gás metano que, além do mau cheiro, agrava o efeito estufa.

 

 

O PROVE e o social

 

Além do aspecto ambiental, outro viés importante neste Programa é o social. Seguindo a lógica do Programa Ambiente Solidário, do qual o PROVE é parte, incentiva a criação de emprego, a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida de famílias em vulnerabilidade social. Fomenta a criação de cooperativas de coleta seletiva de resíduos sólidos e líquidos (no caso, o óleo de cozinha) e a geração de trabalho e renda para os catadores organizados.

 

O PROVE tem dialogado também com prefeituras, a iniciativa privada e organizações sociais como condomínios, associações de moradores, escolas públicas e instituições religiosas, estabelecendo parcerias focadas na coleta de óleo de cozinha. Recentemente, o PROVE implantou de um projeto piloto de coleta de óleo no município de Valença, na região do Médio Paraíba Fluminense.

 

Com apoio logístico e orientação técnica do Prove, o Lar Meimei recolhe o óleo de cozinha nos estabelecimentos e cada bairro de Valença tem ecopontos disponíveis.  O produto é utilizado como insumo para a produção de biodiesel e sua venda é revertida para a própria instituição.  Há 10 anos, o Lar recolhe, em média, 7.000 litros de óleo usado por mês para destinação ambiental adequada.

 

 

ASSISTA AO VÍDEO QUE RELATA O PROJETO PILOTO DO PROVE NO MUNICÍPIO DE VALENÇA:

 

 

A Secretaria do Ambiente também criou outra ação para impulsionar o programa: inseriu o PROVE no cálculo do ICMS Ecológico. Os municípios que avançarem na coleta de óleo de cozinha usado poderão ter maior repasse do tributo.

 

VEJA O ÁLBUM DO EVENTO QUE CELEBROU 10 ANOS DO PROJETO VALENÇA ECO-ÓLEO:

 

 

Faça a sua parte

 

Como armazenar e coletar o óleo usado em casa? Após utilizar o óleo, deixe esfriar por pelo menos 30 minutos. Com a ajuda de um funil, coloque o material em uma garrafa de plástico e feche bem para evitar vazamentos, odores e insetos. Quando armazenar uma boa quantidade, leve as garrafas a um ponto de coleta.

 

 

 Clique aqui e conheça a Cartilha do Prove!

 

 

Para mais informações sobre a retirada de óleo de estabelecimentos comerciais ou condomínios, os interessados devem contatar o Prove pelos telefones (21) 2334-5902 (21) 2334-5354, de segunda-feira a sexta-feira, das 10h às 18h. E-mail: ambientesolidario.prove@gmail.com
 

 

 

Projeto Catadores e Catadoras em Redes Solidárias (CRS)

 


 

O Ambiente Solidário, por meio do Projeto Catadores e Catadoras em Redes Solidárias (CRS), participou dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 através da inédita parceria firmada entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro, representado pela Secretaria de Estado do Ambiente, a Autoridade Pública Olímpica Rio 2016 e o Governo Federal, por meio da Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego.

 

Pela primeira vez na história das competições Olímpicas foi promovida a coleta seletiva em praças de competição com a inclusão de 240 catadores de materiais recicláveis de 33 cooperativas e três redes. Durante a realização dos dois eventos, cerca de 500 toneladas de resíduos foram processadas. As equipes atuaram na pré-seleção de materiais no Parque Olímpico na Barra da Tijuca, no Centro Olímpico em Deodoro e nos estádios do Maracanã e Engenhão. Todo o material reciclado vendido teve o valor revertido para os catadores e catadoras que atuaram nos eventos.

 

 

 Assista ao vídeo sobre o lançamento do Projeto CRS nos Jogos Rio 2016

 

 

Durante os jogos, uma equipe de catadores, participou de uma ação de educação ambiental interagindo com o público. Na ocasião, foram distribuídos folderes com orientações em português e inglês sobre como separar o lixo de forma adequada.

 

 

Parceria pioneira

 

Esta iniciativa pioneira em Jogos Olímpicos representa um grande legado ás questões da dignificação, da inclusão e do reconhecimento do trabalho realizado pelos catadores não só pela magnitude de um evento mundial, que contou com repercussão associada a uma audiência estimada em cinco bilhões de pessoas em todos os continentes, como também por usar os Jogos como plataforma para promover conscientização e mudanças de hábito para a reciclagem.

 

A destinação inadequada de resíduos sólidos, a proliferação de lixões, a ausência de saneamento básico em larga escala e, sobretudo, a condição de extrema vulnerabilidade de catadores e catadoras de materiais recicláveis formam o que se conhece informalmente por “problema do lixo”. Esta realidade não é compatível com o desenvolvimento econômico do Estado do Rio de Janeiro, nem com sua importância no cenário nacional e internacional.

 

 

CONHEÇA O PLACAR DA RECICLAGEM, SITE QUE CONSOLIDA OS NÚMEROS DO PROJETO DURANTE AS OLIMPÍADAS E PARALIMPÍADAS RIO 2016.

 

PLACAR DA RECICLAGEM

 

 

 

Catador: um agente ambiental por um mundo sustentável

 

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, nosso País produz cerca de 240 mil toneladas de lixo por dia, onde a maioria é descartada de forma irregular. Algumas atitudes fariam total diferença, e a principal delas é a reciclagem.

 

Reciclagem é um conjunto de técnicas, capazes de fazer com que itens inutilizados se transformem novamente em matéria prima e voltem para o seu ciclo produtivo.

 

Essa é a alternativa que mais contribui com o meio ambiente, pois reduz a extração dos recursos naturais retirados da natureza, poupa água e enérgica, além de contribuir com a diminuição do volume de lixo. Clique aqui e veja o álbum de fotos dos catadores nas olimpíadas.

 

A reciclagem reduz, de forma importante, impacto sobre o meio ambiente: diminui as retiradas de matéria-prima da natureza, gera economia de água e energia e reduz a disposição inadequada do lixo. Além disso, é fonte de renda para os catadores. Sua atuação se dá individualmente, de forma autônoma, como também, coletivamente, por meio da organização produtiva em cooperativas e associações.

 

 

O Rei Pelé abraça essa causa. Veja o depoimento

 

 

E-mails: ambientesolidario.crs@gmail.com ou csai.sea@gmail.com
Tels: (21) 2334-5354 e (21) 2334-5368
 

 

LOGÍTICA REVERSA

 

 

Logística Reversa é o conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos.

 

A logística reversa é um dos instrumentos para aplicação da responsabilidade compartilhado pelo ciclo de vida dos produtos, um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.

 

A Lei 12.305/10 exige que as empresas assumam o retorno seus produtos descartados (ou seja, a retornabilidade dos produtos usados) e cuidem da adequada destinação, ao final de seu ciclo de vida útil.

 

O processo da logística reversa responsabiliza as empresas e estabelece uma integração de municípios na gestão do lixo. Neste processo, os produtores de um eletroeletrônico, por exemplo, têm que prever como se dará a devolução, a reciclagem daquele produto e a destinação ambiental adequada, especialmente dos que eventualmente poderão retornar o ciclo produtivo. 

 

Desta forma, o sistema de logística reversa, deverá estar implantado afim de lidar com os seguintes produtos: pneus; pilhas e baterias; embalagens e resíduos de agrotóxicos; lâmpadas fluorescentes, de mercúrio e vapor de sódio; óleos lubrificantes automotivos; peças e equipamentos eletrônicos e de informática; e eletrodomésticos.

 

 

Operação remove 50 toneladas de pneus usados em Santa Maria Madalena

 

Uma operação para remoção de cerca de 50 toneladas de pneus que se encontravam estocados no Ponto de Coleta de Pneus Inservíveis da Prefeitura Municipal de Santa Maria Madalena foi realizada em março de 2017.

 

A retirada foi organizada pela Secretaria de Estado do Ambiente, através do Programa Ambiente Solidário, responsável por articular a coleta em parceria com a Associação Reciclanip. A ONG atua nacionalmente desde 1999 e é responsável pela destinação de quase um milhão de pneus usados.

 

A operação, realizada em 2 de março de 2017, contou com apoio de uma carreta da ONG e dez homens que foram destacados pela Prefeitura para o manuseio de milhares de pneus usados por automóveis, motocicletas e caminhões. Clique aqui e veja o álbum da remoção dos pneus.

 

Os pneus se encontravam estocados no ponto de coleta municipal, já sem qualquer espaço para continuar a receber novos carregamentos. Toda o material foi transportado para uma central de destinação da Associação Reciclanip, localizada na zona norte da capital fluminense.

 

PARCERIA PROMOVE REMOÇÃO DE LIXO ELETRÔNICO

 

O Ambiente Solidário firmou parceria com o Sindicato das Empresas de Informática do Estado do Rio de Janeiro - TI Rio - para promoção da Campanha de Coleta de Lixo Eletrônico. O objetivo, arrecadar equipamentos como computadores, tablets, monitores, impressoras, scanners, mouses, cabos ou partes de equipamentos já danificados.

 

A coleta do lixo eletrônico foi realizada pela empresa Futura Soluções Ambientais, que após recolher os equipamentos realizou a pesagem e emitiu o certificado de destinação, com detalhes sobre o que foi doado, comprovando que a empresa atuou em prol do desenvolvimento ecológico e sustentável.

 

 

Uma novidade é que, juntamente com a Capital, a cidade de Petrópolis também participou dessa campanha, utilizando o Centro de Excelência e Referência em Tecnologia (CERT), ligada a Secretaria de Desenvolvimento Econômico daquele município, como “ecoponto”. Nesse centro há uma recuperação de hardwares e reciclagem que atende algumas demandas quanto aos projetos sociais de apoio a inclusão digital e também atende a própria estrutura da administração da prefeitura.  




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