Ambiente

PARQUES FLUVIAIS


Preservação de rios fluminenses é reforçada com instalação de equipamentos urbanos e o incentivo ao ecoturismo em suas margens


A Secretaria de Estado do Ambiente lançou o Programa de Parques Fluviais visando à preservação dos nossos rios e ao incentivo ao lazer e ao ecoturismo, a partir da instalação de diversos equipamentos urbanos e do plantio de milhões de árvores nas margens de importantes rios do estado, como o Guandu, o Macacu, o Piabanha e o Paraíba do Sul.

Os parques fluviais são um projeto estratégico da SEA. Ao todo, serão nove parques até o final do atual governo. O reflorestamento das margens dos rios por cooperativas e detentos, em parceria com a Fundação Santa Cabrini, está sendo realizado com apoio de empresas como a Vale, Petrobras e Águas de Niterói.

Os Parques Fluviais vão incentivar o ecoturismo e garantir mais quantidade e qualidade de água para consumo da população, fortalecer os corredores verdes de Mata Atlântica, restaurar a biodiversidade e defender o clima, evitando o assoreamento dos rios.

Com esse novo conceito de parque, moradores e turistas serão atraídos para o lazer, com cinema ao ar livre, coretos e ciclovias, entre outros atrativos. Com isso, ajudarão na manutenção das matas ciliares dos nossos rios. Estaremos assim somando esforços para recuperar o verde que protege a água que bebemos.

Rio Guandu

O projeto foi lançado pelo Rio Guandu, em setembro de 2007, para garantir mais quantidade e qualidade da água consumida por 9 milhões de pessoas, na Região Metropolitana. O Parque Fluvial do Rio Guandu prevê o plantio de 1 milhão de mudas de Mata Atlântica doadas pela Companhia Vale do Rio Doce.

Com o apoio das prefeituras da região, da Petrobras e da CSA, esse parque fluvial se estenderá por cinco municípios da Bacia do Rio Guandu – Queimados, Japeri, Paracambi, Seropédica e Rio Claro –, com a construção de ciclovias e áreas de lazer. A Petrobras investirá R$ 3 milhões na implantação do parque.

Cerca de cem diferentes espécimes de Mata Atlântica – somando um milhão de mudas – serão plantadas nas margens do Rio Guandu, por 300 detentos em regimes aberto e semi-aberto do sistema penitenciário do estado. O projeto, portanto, tem importante vertente de recuperação social. Os presos receberão um salário mínimo pelo trabalho e terão suas penas diminuídas. Três dias trabalhados significarão um a menos na sentença.

Além disso, os detentos estão participando de curso de agentes de reflorestamento, com mil horas-aula, na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, que os capacitarão para trabalhar em projetos florestais quando deixarem a prisão.

O reflorestamento das margens do Rio Guandu – com apoio técnico do IEF e da UFRRJ – abrangerá áreas de preservação permanente em assentamentos rurais do estado e locais indicados pelas prefeituras da bacia. Dos 300 presidiários empregados inicialmente, 200 continuarão a trabalhar na manutenção das árvores plantadas.

Para garantir a sobrevivência das mudas, a SEA contará com a colaboração e parceria das prefeituras na manutenção das árvores. Cada prefeitura assumiu o compromisso em garantir 30 hectares de área para o plantio de novas mudas.

O projeto inclui a elaboração de plano de manejo da Área de Proteção Ambiental do Rio Guandu (APA Guandu), criada em março de 2007, por decreto do governador Sérgio Cabral.

Rio Macacu

O segundo projeto de parques fluviais foi lançado, em fevereiro de 2008, no Rio Macacu. O Projeto de Recuperação Ambiental da Bacia do Rio Macacu implica em investimento de R$ 10 milhões em ações de reflorestamento de matas ciliares, com o plantio de 2 milhões de mudas de Mata Atlântica, e na criação do Parque Fluvial do Rio Macacu. O trabalho de reflorestamento está sendo feito por 150 apenados do sistema prisional fluminense.

O parque fluvial formará um corredor florestal ao longo das margens do rio – que nasce no Município de Cachoeiras de Macacu, a mais de 1.700 metros de altura –, a partir dos limites do Parque Estadual dos Três Picos, no interior da APA da Bacia do Rio Macacu. O projeto de recuperação da bacia inclui obras de recuperação do Rio Macacu e de seu efluente Guapiaçu.

De autoria do paisagista Fernando Chacel, o projeto do Parque Fluvial do Rio Macacu prevê a construção de trilhas, coreto e até um cinema ao ar livre, que servirão de ponto de atração turística e de integração da população da região.

Com uma superfície de 1.250 km² e abrangendo parte dos municípios de Cachoeiras de Macacu, Guapimirim e Itaboraí, a Bacia do Rio Macacu tem importância estratégica para o estado. As águas do rio, tratadas no sistema Imunana/Laranjal, abastecem milhares de habitantes e indústrias nos municípios de São Gonçalo, Niterói e Cachoeiras de Macacu, além da Ilha de Paquetá.

Em 2007, faltou água em Niterói, Itaboraí e São Gonçalo devido ao desmatamento e assoreamento do Rio Macacu. O Projeto Recuperação Ambiental da Bacia do Rio Macacu reverterá esse quadro de degradação, com a melhora da qualidade de suas águas, redução da quantidade de sedimentos que o rio lança na Baía de Guanabara e incentivo ao uso recreativo da região e ao ecoturismo.

Coordenado pela SEA, o Projeto de Recuperação Ambiental da Bacia do Rio Macacu tem apoio da Cedae, da Concessionária Águas de Niterói e das universidades UFF e UFRRJ, além de acompanhamento técnico do Inea e das prefeituras de Cachoeiras de Macacu, Guapimirim e Itaboraí.

Após os lançamentos dos parques fluviais dos rios Guandu e Macacu, serão lançados o projeto do Rio Piabanha, em Petrópolis, o do Rio Estrela, nos fundos da Baía de Guanabara, e de mais cinco parques fluviais. Ao todo, com a implantação desses parques, prevê-se o plantio de 20 milhões de árvores até o final do atual governo estadual.

O objetivo da implantação dos parques fluviais é permitir a proteção desses mananciais de água, além de fortalecer os corredores verdes de Mata Atlântica no estado. Para ajudar nas manutenção das mudas, a SEA mobilizará agricultores, oferecendo ajuda de custo.

Os recursos para essas ações virão da TNC, entidade internacional que luta pela preservação ambiental, do Fundo de Recursos Hídricos e de compensações ambientais.
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