Ambiente

PROJETO BAÍA SEM LIXO


Ecobarreiras em foz de rios e barcos especiais de recolhimento diminuem poluição por resíduos sólidos de corpos hídricos do Rio de Janeiro


 

Para diminuir a poluição dos corpos hídricos por lixo flutuante, removendo e reciclando os resíduos coletados em rios, baías e lagoas do Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) em parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) executam o Projeto Baía sem Lixo.

 

Com a instalação de ecobarreiras – estruturas feitas a partir de materiais reciclados, como garrafas PET, que são instaladas próximas à foz de rios e córregos – e barcos especiais para recolhimento, o lixo flutuante é retido e removido por catadores; parte sendo encaminhada para a indústria da reciclagem.

 

Até 2014, tinham sido instaladas 15 ecobarreiras – das quais 12 em rios e canais que deságuam na Baía de Guanabara, e que fazem parte do Plano Guanabara Limpa, que visa a sanear 80% da baía até 2016, quando haverá a realização das Olimpíadas do Rio.

 

Para reforçar a limpeza da Baía de Guanabara, a Secretaria de Estado do Ambiente contratou dez embarcações especiais para recolher o lixo flutuante nas águas da baía, dando-lhe destinação correta em ecopontos.

 

O Baía sem Lixo incentiva a geração de emprego e renda para a população que vive no entorno de rios, oferecendo treinamento especializado para moradores que queiram se tornar ecogaris, atuando na coleta e na separação do lixo que fica retido nessas estruturas flutuantes.

 

Nas 12 ecobarreiras já instaladas no entorno da Baía de Guanabara são coletadas, em média, 330 toneladas de lixo por mês e, aproximadamente, dez toneladas de resíduos recicláveis.

 

Além das 12 ecobarreiras já em funcionamento às margens da Baía de Guanabara, outras sete entrarão em operação em 2015, reforçando o trabalho de limpeza desse famoso cartão-postal do Rio. Ao todo, as 12 ecobarreiras em operação retêm cerca de quatro mil toneladas de resíduos por ano. Somente nos três primeiros trimestres de 2014, as ecobarreiras recolheram 1113 pneus, desses 923 nas ecobarreiras da Baía de Guanabara - mais de 100 por mês.

 

Fora das águas da Baía de Guanabara, três ecobarreiras estão instaladas nos canais de Sernambetiba, Arroio Fundo e Itanhangá, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

 

REFORÇO DO TRABALHO DE LIMPEZA

 

Em paralelo à operação de dez ecobarcos, iniciada em 2014, a SEA instalará mais sete ecobarreiras, até o final de 2015, em rios e córregos que deságuam na Baía de Guanabara. Essas nova barreiras de contenção de resíduos sólidos estão em fase de elaboração de projeto.

 

Dessas sete novas ecobarreiras, duas serão instaladas na capital, uma em Niterói, duas em São Gonçalo e outras duas em Duque de Caxias.

 

Em abril de 2014 foi instalada a décima segunda ecobarreira do entorno da Baía de Guanabara, no Canal de São Francisco, Zona Sul de Niterói. A ecobarreira do Canal de São Francisco foi uma das condicionantes do Termo de Ajustamento de Conduta assinado entre a companhia Rio Águas de Niterói e o Inea. A instalação e manutenção dessa barreira flutuante ficou a cargo da Companhia Águas de Niterói, enquanto o trabalho de coleta e destinação de todo o material retido é realizado pela Companhia de Limpeza de Niterói (CLIN).

 

MANUTENÇÃO DE ECOBARREIRAS

 

O Projeto Baía sem Lixo 2016 aprovado pelo Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam), de mais de R$ 10 milhões, concluiu ainda a reconstrução de três principais ecobarreiras (nos rios Meriti, Irajá e no Canal do Mangue), em julho de 2014.

 

As atuais 12 ecobarreiras que beneficiam a Baía de Guanabara foram instaladas em uma praia situada no interior da Base da Marinha, próximo ao Centro de Instrução de Fuzileiros, na Ilha do Governador; na foz dos canais, do Mangue, do Cunha, de São Francisco; e dos rios Meriti, Irajá, dos Cachorros (próximo à Ceasa), Pavuna/Meriti (em São João de Meriti), Botas (Nova Iguaçu), Bomba e Brandoas (São Gonçalo) e Sarapuí (em Catiri, no bairro de Bangu, na Zona Oeste do Rio).

 

Os recursos para a instalação das ecobarreiras são oriundos de patrocínios, compensações ambientais e Termos de Ajustamento de Conduta (TAC).

 

A ecobarreira do Rio Bomba, em São Gonçalo, por exemplo, será patrocinada pela empresa Haztec, que assinou, em março de 2013, contrato com a Cooperativa Popular dos Amigos do Meio Ambiente, que recolhe e separa os resíduos. Em 2014, foram retiradas desse rio 32 toneladas de material reciclável e cinco toneladas de lixo orgânico e 106 pneus.

 

ECOBARCOS

 

Previstas no projeto de limpeza do espelho da água da baía, dez embarcações preparadas para coleta de resíduos flutuantes iniciaram as atividades em 2014 - três entraram em funcionamento em janeiro e outras sete em agosto de 2014.

 

Para combater as enormes “línguas” de lixo flutuante que se formam na entrada e no meio da Baía de Guanabara – principalmente nas épocas de maré vazante –, as embarcações contratadas de maior autonomia fazem o trabalho de limpeza entre os terminais das barcas da Praça XV, no Centro do Rio, e da Praça Arariboia, no Centro de Niterói.

 

Os barcos de menor calado realizam o trabalho de remoção desses resíduos proxímo a enrocamentos de pedras e praias, com apoio de catadores, dando-lhe destinação correta em ecopontos.

 

Na medida em que é recolhido, o lixo flutuante passa por uma primeira seleção ainda dentro da embarcação, por integrantes de cooperativas que atuam no projeto. Ao chegar em terra, a parte reciclável é então retirada e encaminhada para a indústria da reciclagem. O lixo comum é encaminhado pela Comlurb para aterro sanitário.

 

 

Para ajudar no recolhimento desses novos barcos, já foram instalados quatro pontos de coletas de resíduos em terra: na Marina da Glória, no Aterro do Flamengo, na Zona Sul do Rio; na Base de Salvamento Marítimo da Infraero, na Ilha do Governador, na Zona Norte; no Caminho Niemeyer e no Forte Gragoatá, em Niterói.

 

 

O serviço de operação dessa frota especial de recolhimento de lixo flutuante, iniciado em janeiro de 2014, funciona com dez embarcações - três dessas operadas pela empresa Ecoboat e as outras sete operadas pela Brissoneau.

 

O serviço das dez embarcações custa R$ 3,5 milhões/ano, oriundos do Fecam.

 

Veja o mapa do projeto de operação das ecobarreiras, ecopontos e embarcações

 




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