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Minc defende adoção de critérios ambientais por seguradoras

 05/09/2012 - 00:00h - Atualizado em 06/09/2012 - 16:25h
 » Sandra Hoffmann

Secretaria do Ambiente adere ao Protocolo do Seguro Verde, incentivando práticas sustentáveis no setor


  

Ao participar hoje (5/9)do Seminário Princípios para a Sustentabilidade em Seguros, da Teoria para a Prática, promovido no Hotel Sofitel, em Copacabana(Zona Sul do Rio), o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, assinou a adesão da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) ao Protocolo do Seguro Verde, se comprometendo assim a dar apoio técnico ao setor das seguradoras para a adoção de critérios ambientais em seus negócios.

 

Na abertura do seminário, promovido pela Confederação Nacional de Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), o secretário Carlos Minc destacou que o segmento de seguros se constitui em importante aliado da sociedade e do meio ambiente quando induz empresas a adotar critérios ambientais – como, por exemplo, o uso de tecnologias limpas – no momento da renovação dos seguros.

 

“Quando os fiscais de uma seguradora levam em consideração, na renovação do seguro, a instalação de equipamentos ecologicamente corretos, se as licenças ambientais estão em dia, se há uso de energia limpa, esse setor acaba funcionado como indutor da boa tecnologia que vai salvar vidas e o meio ambiente. Então, eu vejo o segmento segurador como uma multiplicação de olhos, de ouvidos e mentes atentos que induzem as empresas para o lado da tecnologia mais sustentável, que economiza água e energia, que usa madeira de procedência correta”, afirmou Minc.

 

Além da SEA e da CNseg, assinaram o Termo Aditivo do Protocolo do Seguro Verde representantes do Ministério do Meio Ambiente e do Sindicato das Empresas de Seguros Privados, de Resseguros, de Previdência Complementar e de Capitalização no Rio de Janeiro e Espírito Santo (Sindseg-RJ/ES). Com a adesão, os participantes se adequam aos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), iniciativa internacional do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) para incentivar a adoção de critérios ambientais no setor.

 

 

Comissão para o desenvolvimento sustentável

 

 

O termo aditivo estabelece a criação de comissão especial composta por representantes do Ministério do Meio Ambiente, da Secretaria de Estado do Ambiente, da CNSeg, do Sindseg – RJ/ES, da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e do Ministério da Fazenda para acompanhar a elaboração de programas voltados para o desenvolvimento sustentável do setor segurador.

 

Para o secretário, tão importante quanto reprimir empresas que desrespeitam o meio ambiente é desenvolver ações de prevenção. “Daí a importância desse setor para a sociedade, pois é um segmento que não polui e trabalha com a prevenção”, ressaltou Minc, para uma plateia com cerca de 300 pessoas, entre profissionais e executivos do setor de seguros.

 

Pelo termo aditivo, o segmento das seguradoras se compromete a considerar os impactos e os custos socioambientais e de governança na gestão de seus ativos e nas análises de risco. Algumas das principais propostas do documento são:

 

·Considerar, na aplicação de ativos garantidores das provisões técnicas, a exclusão de títulos emitidos por empresas com padrões de desenvolvimento ambientais, sociais e de governança inferiores aos aceitáveis;

 

·Oferecer produtos de seguros, previdência privada complementar e de capitalização que fomentem a qualidade de vida da população e o uso sustentável do meio ambiente;

 

·Adotar critérios ambientais, sociais e de governança na seleção e avaliação de fornecedores, prestadores de serviços e parceiros comerciais;

 

·Orientar o consumidor de seus produtos para a adoção de práticas sustentáveis de produção e de consumo consciente.

 

O secretário Carlos Minc destacou a importância de acordos como esses lembrando pactos semelhantes assinados ao longo de sua gestão como ministro do Meio Ambiente (2008-2010) com setores da soja, da indústria e bancos. “São acordos com resultados satisfatórios expressivos. A soja, por exemplo, deixou de ser um fator relevante no processo do desmatamento da Amazônia”, relembrou.

 

Presente à solenidade de abertura do seminário, a diretora-executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, destacou que a principal atividade comercial do mercado de seguros é compreender, gerir e assumir risco. “Por meio da prevenção e redução de risco, o setor ajuda a proteger a sociedade, estimula a inovação e apoia o desenvolvimento econômico. Estas são as contribuições-chave para uma sociedade que funciona bem e de forma sustentável”, disse.

 

Segundo a Secretaria - Geral da Organização das Nações Unidades, os Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI)fornecem um plano de ação global para desenvolver e expandir o gerenciamento de risco e soluções em seguros inovadores deque o mundo necessita para garantir energia renovável, água limpa, alimento seguro, cidades sustentáveis e comunidades capazes de resistir ou adaptar-se a catástrofes.

 

Com um volume mundial de prêmios de mais de US$ 4 trilhões e mais de US$ 24trilhões em recursos sob sua administração, asseguradoras que incluem o conceito de sustentabilidade em suas operações comerciais podem catalisar os tipos de fluxos financeiros e de investimento e perspectivas de longo prazo necessárias ao desenvolvimento sustentável.


  • Fotos

  • Observado pelo presidente da CNseg, Jorge Hilário Gouvêa, e pelo assessor especial do Ministério do Meio Ambiente, Luiz Antonio Ferreira,o secretario de Estado do Ambiente, Carlos Minc (ao meio) , assina o Termo Aditivo ao Protocolo do Seguro Verde.

    2 fotos | Ambiente | 05/09/2012

    Secretaria do Ambiente e MMA aderem a princípios ambientais no setor de seguros



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