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Hospital Santa Mônica é implodido para virar Centro de Diagnóstico por Imagem

 02/11/2012 - 11:53h - Atualizado em 02/11/2012 - 11:53h
 » Isabel Kopschitz

Segundo a Emop, obras estão orçadas em 20,5 milhões e devem começar em fevereiro


A Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop) realizou, na manhã desta sexta-feira (02/11), a implosão do antigo Hospital Santa Mônica, na Avenida Marquês do Paraná, no Centro de Niterói. Quinze especialistas trabalharam na operação, na qual foram utilizados 150 quilos de explosivos. Em 12 segundos a estrutura dos três prédios foi abaixo, exatamente como previsto. No local, será construído o Centro de Diagnóstico por Imagem de Niterói, nova unidade hospitalar da Secretaria de Saúde, que terá cinco pavimentos e cerca de 5 mil metros quadrados de área construída.

 

As 40 mil toneladas de entulho geradas com a implosão serão recicladas: dois terços permanecerão no local, sendo aproveitados na construção do Centro de Imagem, e o restante será direcionado a outras obras coordenadas pela Emop. Segundo o presidente do órgão, Ícaro Moreno, a licitação das obras da unidade hospitalar - orçada em R$ 20,5 milhões - está marcada para 19 de dezembro, e a previsão é de que a construção seja iniciada em fevereiro. Até lá, o local passará por uma grande limpeza.

 

- A implosão foi muito bem-sucedida, sem prejuízo para a torre de alta tensão, que alimenta a cidade, e fica no mesmo terreno. Neste mesmo mês, no ano de 2013, estaremos inaugurando o novo Centro de Diagnóstico - atestou Moreno, acrescentando que é a quinta implosão coordenada pela Emop, em cinco anos.

 

O Centro de Diagnóstico por Imagem terá três salas de raio-X, duas de ressonância, duas de tomografia, cinco salas de ultrassonografia, quatro de eletrocardiograma e duas salas de mamografia. As instalações contarão com equipamentos de última geração, que vão oferecer à população exames gratuitos, tais como tomografia computadorizada de artérias coronárias e ressonância de mama. O prazo de construção é de 10 meses após o memorando de início das obras.

 

Para o advogado Paulo Antunes e a professora Maria Thereza Duarte, a implosão do Santa Mônica aconteceu num momento oportuno. O casal, que acaba de se mudar para uma casa próxima ao local, fez questão de assistir ao evento.

 

- Aqueles prédios eram uns elefantes brancos e agora darão lugar a um centro de saúde moderno, que será um orgulho para a cidade. Além de atender à população, vai valorizar ainda mais os imóveis da região - opinou Antunes.

 

- Acho que foi válido, vai ser bom para Niterói - disse Maria Thereza.

 

Para garantir a segurança da população durante e após a implosão, uma área num raio de 150 metros foi isolada, bloqueando a passagem de pessoas, duas horas antes e duas horas após a detonação. A operação contou com o apoio de uma equipe da Defesa Civil e com a experiência da empresa Fábio Bruno Construções, contratada pela Emop para executar o procedimento.

 

Nos seis meses anteriores à implosão, foi realizado seu planejamento, que incluiu desde a análise da estrutura e do entorno até o aviso aos órgãos competentes sobre o procedimento e uma fase de pré-detonação, com o enfraquecimento da estrutura e demolição das alvenarias.


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  • No local, será construído o Centro de Diagnóstico por Imagem de Niterói, que contará com três salas de raio-x; duas de ressonância; duas de tomografia; cinco de ultrassonografia; quatro de ecocardiografia e duas de mamografia

    11 fotos | Obras | 02/11/2012

    Implosão do Hospital Santa Mônica em Niterói