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Pacificação do Alemão e da Vila Cruzeiro reduz o número de vítimas no HEGV

 30/06/2012 - 13:00h - Atualizado em 30/06/2012 - 13:00h

Entre janeiro e maio deste ano, 43% menos pessoas são atendidas por perfuração de arma de fogo


 Um ano e meio após o início do processo de pacificação do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro, ainda é possível observar queda nas estatísticas de vítimas de perfuração por arma de fogo (PAF) no Hospital Estadual Getúlio Vargas (HEGV), localizado na Penha e principal unidade de atendimento de emergência próxima a essas comunidades. Os números caíram drasticamente em 2011 e continuam em queda este ano.

Em todo o ano de 2010 deram entrada na unidade 583 vítimas de arma de fogo. Em 2011, houve uma queda de 37%, com 366 pacientes com perfurações por arma de fogo. Este ano, de janeiro a maio, 149 pacientes deram entrada na unidade com este quadro, 43% a menos que o mesmo período de 2010, quando a região ainda não estava ocupada pela Força de Pacificação.Além das estatísticas, a mudança ocorreu na sensação de segurança de profissionais da unidade e pacientes.

- É visível a maior tranquilidade no entorno do HEGV e também dentro da unidade. Nós já fomos ameaçados de invasão em situações em que tivemos algum paciente sob custódia internado. Isso desestabilizava tanto os médicos e enfermeiros quanto os outros pacientes e familiares que estavam aqui. Hoje isso não existe mais -, lembra o médico da emergência do Hospital Getúlio Vargas, Clavio Luiz Ribeiro Filho.

O reflexo, segundo ele, também foi sentido pelos pacientes.

- Não tendo que disponibilizar equipe e material para os casos de violência, podemos nos focar para outros atendimentos emergenciais como vítimas de acidentes, AVCs, infartos -, pondera.

O diretor da unidade, Carlos Henrique Ribeiro, comemora o fato de a região estar se consolidando como um local menos violento.

- Hoje, quase não vemos pacientes tragicamente machucados por PAF. O HEGV, que sempre teve a maior produção cirúrgica da rede estadual está conseguindo realizar mais cirurgias eletivas, já que o centro cirúrgico vem recebendo menos vítimas da violência urbana. E os próprios médicos se sentem melhor psicologicamente -, explica Carlos Henrique.




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