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Governador entrega à ONU declaração das propostas para discussão na Rio+20

 19/06/2012 - 09:52h - Atualizado em 19/06/2012 - 13:32h
 » Guedes de Freitas

Reunião da Cúpula Mundial no Parque dos Atletas teve presença da ministra das Relações Institucionais



O governador Sérgio Cabral participou nesta terça-feira (19), no auditório do Pavilhão do Estado do Rio de Janeiro, no Parque dos Atletas, ao lado do Riocentro, da reunião da Cúpula Mundial de Estados e Regiões. O encontro teve a presença de líderes de governos regionais de todo o mundo. O vice-governador e coordenador de Infraestrutura, Luiz Fernando Pezão, também esteve presente à abertura do evento que depois, durante o dia, realizou quatro painéis para discutir temas como a economia verde e desenvolvimento sustentável.
 

Organizada pelo Governo do Estado em parceira com a Organização das Regiões Unidas (ORU-FOGAR), a Rede de Governos Regionais para Desenvolvimento Sustentável (NRG4SD) e o The Climate Group, a cúpula é um evento paralelo às atividades oficiais da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.
 

A Cúpula Mundial de Estados e  Regiões é aberta a todos os estados federados, regiões, províncias e outros entes subnacionais de caráter intermediário comprometidos com o desenvolvimento sustentável em seus respectivos territórios.
 

Após dar as boas-vindas aos participantes da cúpula mundial, entre eles, a ministra chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, representando a presidenta Dilma Rousseff, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o governador Sérgio Cabral entregou à chefe das negociações climáticas da ONU, Cristine Figueiras, a Declaração do Rio de Janeiro 2012 com a qual os membros da cúpula mundial se comprometem com metas específicas e iniciativas que englobem as dimensões econômicas, sociais e ambientais de desenvolvimento sustentável nas respectivas regiões. O documento vai contribuir para os debates da Rio+20.


- Estamos satisfeitos em receber esse evento tão importante, que é a Rio+20, com todas as suas vertentes:a da sociedade mobilizada, a das organizações não-governamentais, a dos acadêmicos, pensadores e estudiosos, a dos planos de governos diferenciados, a das questões nacionais e a dos debates regionais. Nosso papel, como governantes regionais, é fazer o amálgama, a construção das parcerias entre os atores nacionais e os municipais - afirmou o governador.
 

Depois da reunião, o secretário do Ambiente, Carlos Minc, disse que os signatários da Declaração do Rio de Janeiro 2012 comprometeram-se com um roteiro comum para estabelecer um modelo econômico mais inclusivo, verde e inteligente no contexto do desenvolvimento sustentável e de erradicação da pobreza, com as etapas mínimas a seguir para garantir uma transição justa. Ele disse que os governos regionais dos cinco continentes estão empenhados em ações voltadas para o desenvolvimento sustentável  em seus territórios.

- São metas para os estados e regiões terem suas contabilidades verdes, para a redução de 20% das emissões de gases de efeito estufa nos transportes e em prédios públicos, e metas para acabar com todos os lixões até 2016. Vejo com otimismo a força das cidades e das regiões se contrapondo a um impasse que não se resolve entre os chefes das nações - frisou Minc.
 

A ministra Ideli Salvatti apontou a produção de um conjunto de propostas e sugestões que visem melhorar as condições de vida no planeta como a grande contribuição dada pelos inúmeros fóruns de debates paralelos à Rio+20, como a cúpula mundial e a Cúpula dos Povos, para ampliar as conquistas da conferência da ONU.
 

- É uma sinergia extremamente positiva. Ter um planeta com desenvolvimento sustentável é responsabilidade dos governantes mundiais, mas também da sociedade civil, dos governos regionais, dos parlamentos e de todos que habitam essa planeta Terra, que esperamos continue lindo - ressaltou Ideli.

 

Confira as metas: 
 


* Em 2013, explorar a criação de uma plataforma inter-regional para a elaboração e, se possível, adoção de métricas comparáveis para medir os indicadores relevantes de uma economia mais inclusiva, mais verde e mais inteligente, com o PIB e outras métricas;
 

* Em 2014, identificar e promover a contabilização e avaliação, quando apropriado, dos ativos e desafios relevantes para uma economia verde para os estados federados ou regiões;
 

* Até 2015, criar legislação ou mecanimos de política, quando apropriado, para priorizar desenvolvimento de baixo carbono, criar empregos verdes e oferecer treinamento para "esverdear" os tradicionais setores marrons da economia subnacional;

 * Em 2016, desenvolver plano ou estratégia, quando apropriado, para delinear a transição para uma nova economia verde, incluindo objetivos para fazer tal transição dentro de planos ou estratégias de desenvolvimento sustentáveis já existentes, com áreas, metas e indicadores.
 

 

 

 


  • Fotos

  • Governador Sérgio Cabral na Abertura da Cúpula Mundial de Estados e Regiões.

    3 fotos | Governador | 19/06/2012

    Abertura da Cúpula Mundial de Estados e Regiões



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