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Cedae anuncia projeto de reuso de água para o Comperj
13/06/2012 - 13:59h - Atualizado em 13/06/2012 - 16:33h
» Danielle Moitas
Complexo será abastecido com esgoto tratado da ETE Alegria. Obras começam em outubro
A Cedae deve dar início em outubro à construção do maior sistema de reuso de água do mundo. Para abastecer o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, a ETE Alegria, no Caju, vai ganhar uma Unidade de Tratamento Terciário do esgoto. O projeto foi apresentado pelo diretor de operações da Cedae, Jorge Briard, no painel "Governança da Água", no Humanidade 2012, evento que acontece no Forte de Copacabana e faz parte da programação da Rio + 20.
Para atender a necessidade de 1.500 litros por segundo para a operação do Comperj, o esgoto da estação será tratado três vezes e transportado para o complexo através de uma adutora de 49 km. A tubulação sairá da ETE, passará pela Baía de Guanabara até a estação de tratamento de São Gonçalo e seguirá em mais 32 quilômetros por terra até Itaboraí. A previsão é que o sistema comece a funcionar no início de 2014, cerca de três meses antes do início das operações do Comperj.
- Diversas alternativas foram se constituindo para o abastecimento do complexo. Estudamos a viabilidade de todas e a produção de água industrial na ETE Alegria foi a melhor delas. Até o agora, o que é tratado na estação é despejado na Baía de Guanabara - explica Briard.
De acordo com o diretor de operações da Cedae, o orçamento ainda está sendo concluído, mas a previsão é que a obra custe R$ 1 bilhão. Briard esclareceu que a intervenção é necessária para suprir a escassez de recursos hídricos na área de Itaboraí. A produção de água para o Comperj será suficiente para abastecer uma cidade de 750 mil habitantes.
Novos projetos
Nas próximas semanas, a Cedae pretende fechar uma parceria com a Prefeitura do Rio para que a água de reuso produzida na estação Alegria também seja utilizada nas obras do Porto Maravilha.
- Nosso objetivo é que todas as estações de tratamento transformem o esgoto que entra em alguma forma de energia ou água de reuso para que a gente possa cada vez mais preservar a água nobre, que é a que está na natureza em pouca quantidade para ser processada e utilizada - conta o diretor da Cedae.
Entre as iniciativas já em funcionamento está a utilização de água proveniente do tratamento de esgoto pelas companhias de limpeza urbana para limpar monumentos, ruas e regar jardins.