Imprensa RJ

Notícias

Governador

Governo do Estado inaugura Ponte estaiada na Ilha do Fundão

 16/02/2012 - 15:46h - Atualizado em 16/02/2012 - 15:46h
 » Guedes de Freitas

Com 780 metros de extensão, deve receber 1.800 veículos no horário de pico


Milhares de pessoas que frequentam diariamente a Cidade Universitária, na Ilha do Fundão, ganharam, a partir de agora, uma saída alternativa para a cidade. Inaugurada, nesta sexta-feira (17/2), pelo governador Sérgio Cabral, a Ponte do Saber, a primeira estaiada no estado, liga a ilha com a Linha Vermelha, em frente ao Canal do Cunha. Até agora, os veículos chegavam à via expressa e à Avenida Brasil por apenas um caminho, na altura da entrada da Ilha do Governador.

A nova ponte vai desafogar o trânsito na saída da Cidade Universitária e melhorar o fluxo de veículos no momento de pico. Cerca de 25 mil veículos por dia devem cruzar o Canal do Fundão pela ponte, reduzindo em 60% o número de veículos que trafegam na Ilha do Fundão na hora de rush e diminuindo em mais de uma hora o tempo para deixar a Cidade Universitária. O governador destacou os benefícios da obra.

– Esta obra vai permitir uma evolução muito grande para a cidade. É uma ponte que liga uma ilha do saber, a Ilha do Fundão, que tem vários laboratórios instalados, renomados cientistas, milhares de trabalhadores e estudantes, enfim, uma comunidade inteira envolvida com o conhecimento, com o restante da cidade de forma mais fácil e rápida. As pessoas levavam, às vezes, até duas horas para sair da Ilha do Fundão e, agora, será feita em poucos minutos - disse Sérgio Cabral.

O governador enumerou outros benefícios da nova ponte para a cidade: um belo cartão postal na entrada do Rio e símbolo do início do processo de pacificação dos complexos da Maré, Manguinhos e Jacarezinho. Segundo ele, essas comunidades, ainda sob o jugo do Poder Paralelo, vão se juntar aos complexos da Penha e do Alemão, já pacificados.

– Já vislumbro esta nova realidade num futuro não muito distante – afirmou Cabral.

A passagem tem um vão livre de 200 metros (maior que o vão central da Ponte Rio-Niterói), 96 metros de altura na parte mais elevada e uma extensão de 780 metros. A ponte é suspensa por 15 estais frontais e seis de retaguarda. Os cabos de sustentação metálicos são ancorados em um único pilar, cuja forma vem suscitando muitas interpretações, com a maioria das pessoas achando-a parecida com a perna feminina. O arquiteto Alexandre Chan garante que concebeu a ponte para ser apenas monumental e marcar uma obra de acessibilidade que faz parte do planejamento para as Olimpíadas.

– O formato do pilar nunca pretendeu ser figurativo, mas para suportar o peso de uma estrutura como esta. No entanto, admito que pode estimular a imaginação das pessoas e parecer ora um pescador com uma tarrafa, ora uma ave saindo da água puxando a asa encharcada. A figura da perna de mulher foi um acidente de percurso – brincou Chan.

A construção da Ponte do Saber faz parte do plano diretor da UFRJ. A universidade solicitou a inclusão da obra durante as negociações, realizadas há cerca de dois anos, para a ampliação do Programa de Revitalização do Canal do Fundão. O projeto é de responsabilidade da Secretaria do Ambiente e financiado com recursos da Petrobras, no valor de R$ 320 milhões, entre repasses diretos e multas ambientais aplicadas contra a estatal.

Segundo o secretário do Ambiente, Carlos Minc, a ponte é apenas uma das várias obras importantes que vão mudar o aspecto negativo da entrada do Rio, acabando com o prejuízo para a imagem da cidade e a saúde das pessoas.

– O programa tem a finalidade de acabar com um passivo ambiental desta região que causava mau cheiro e era um anticartão postal da cidade. A dragagem vai melhorar a pesca e a navegabilidade do Canal do Fundão, além de recuperar os estaleiros Riomar, antigo Caneco e o Inhaúma, ex- Ishikawagima, que vai ser operado pela Petrobras, e criar mais de quatro mil novos empregos – justificou Minc.

O plano prevê a dragagem de mais de 3,5 mil metros cúbicos de material, aprofundando o leito do Canal do Fundão em quatro metros e, da área dos estaleiros, em sete metros, o que vai permitir a navegação de embarcações de grande calado. Também foram recuperadas 180 mil plantas dos manguezais e plantados outras 140 mil mudas. Segundo Minc, a Vila Residencial da UFRJ, onde vivem 1,7 mil pessoas, foi revitalizada pelo programa, com pavimentação e implantação de rede de distribuição de água e de troncos coletores de esgotos, ligados à Estação de Tratamento (ETE) Alegria, no Caju, o que evitará o despejo in natura de mais de 300 mil litros de dejetos na Baía de Guanabara, além de reforçados os pilares de sustentação de todas as pontes sobre o Canal do Fundão.

– E, com recursos da Secretaria do Ambiente, vamos implantar ainda três pequenos cais ao longo do Canal do Fundão para os pescadores do Complexo da Maré. O mar agora vai estar pra peixe – garantiu Minc.

Também participaram da inauguração o vice-governador e coordenador executivo de Infraestrutura, Luiz Fernando Pezão, o prefeito Eduardo Paes e o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Carlos Antônio Levi da Conceição, entre outras autoridades e convidados, entre eles o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta.


  • Fotos



Encontre em um mesmo espaço serviços públicos facilitando a vida do cidadão e do empresário.

Áudios

_____________________   Participe das redes sociais   _____________________