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Aterro Presente já atendeu a 663 moradores de rua

 16/05/2018 - 19:52h - Atualizado em 17/05/2018 - 09:00h
 » Júlia de Brito// Fotos: Carlos Magno

Assistentes sociais auxiliam aqueles que não têm moradia fixa e emprego


A Operação Aterro Presente, que tem o objetivo de garantir a segurança de quem frequenta o Parque do Flamengo, ocupa também a função de atender a moradores de rua e pessoas que buscam algum tipo de orientação e não têm moradia fixa. A ação permanente, iniciada em 2015, já ultrapassou mais de 663 atendimentos.

– Este é um trabalho extremamente gratificante. Muitas vezes a condição de rua é uma circunstância momentânea de vida. São pessoas sem documentos, sem emprego que conseguimos ajudar – explicou o coordenador da ação no Aterro do Flamengo, major Amandy Peres Rodrigues.

É na base da operação, localizada no Parque do Flamengo, que o atendimento aos moradores de rua é realizado. Pessoas de diversas idades procuram os profissionais da equipe de assistência social do Governo do Estado com o intuito de conseguir abrigo, tratamento para dependência química, orientação para a expedição de documentos e encaminhamento para vagas de emprego.

A escuta daqueles que, muitas vezes, passam por situações de penúria, entre outras dificuldades, é a principal forma de entendimento das situações enfrentadas por quem saiu de casa ou mesmo de sua cidade.

– Fazemos uma escuta cuidadosa para entendermos o contexto de vida do morador de rua e saber como ajudá-lo. Temos parcerias com organizações e estabelecimentos para dar o suporte mais indicado. Os moradores chegam de forma espontânea ou por indicação de algum de nossos agentes. Aqui no Aterro 80% são usuários de drogas. Muitos deles buscam tratamento. Há ainda aqueles que perderam documentos, procuram emprego, são de outra cidade e querem retornar para casa, mas não têm condições financeiras – disse a assistente social Rosângela Domingos.

Futuro melhor

“Sou de Porto Alegre e vim para o Rio no ano passado. Tinha dinheiro, mas fui assaltado. Fiquei desesperado. Fiquei nas ruas e fui abordado pelo Aterro Presente. Cheguei a desmaiar de fome e me levaram para o hospital. Me orientaram a tirar documentos e me ajudaram com a aparência física para que eu procurasse emprego. Cortei cabelo, recebi roupas doadas, sapato e até perfume. Meu primeiro trabalho foi de entregador de quentinhas e hoje sou cozinheiro. Graças ao Aterro Presente, consegui juntar dinheiro e alugar a minha casinha. Agradeço à equipe de assistência social. Viraram meus amigos ”
Leonardo Rafael Cardoso Aires, 23 anos


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