Imprensa RJ

Notícias

Ambiente

Projeto De Olho no Lixo retira resíduos da Baía de Guanabara

 08/11/2016 - 08:51h - Atualizado em 08/11/2016 - 08:51h

Ação ambiental reduzirá o lixo flutuante que fica retido em 17 ecobarreiras


 Uma importante ação socioambiental contribuirá para reduzir o lixo que chega às 17 ecobarreiras instaladas nos principais rios que deságuam na Baía de Guanabara. A Secretaria do Ambiente lançou ontem, na comunidade Roquete Pinto, em Ramos, o projeto De Olho no Lixo – Baía de Guanabara. Somente este ano, quase cinco mil toneladas de resíduos foram retidas e tiveram destino ambiental adequado. Apenas a ecobarreira do Canal do Cunha, localizada próximo à comunidade, reteve aproximadamente duas mil toneladas de resíduos sólidos flutuantes de agosto de 2015 até hoje.

O projeto irá capacitar jovens, que atuarão como Protetores da Baía de Guanabara. Após a qualificação, o grupo vai elaborar um plano de ações de limpeza e de educação ambiental, a partir de um levantamento sobre os principais problemas ambientais de sua comunidade quanto à destinação do lixo.

Como parte das atividades desse plano de ação, serão realizados mutirões de limpeza, principalmente nos manguezais e ilhotas do Canal do Cunha, um afluente da Baía de Guanabara, onde está instalada uma das 17 ecobarreiras. As demais ficam na foz dos seguintes rios e canais que deságuam na baía: Mangue, Vila dos Pinheiros, Baixa do Sapateiro, Nova Holanda, Rua Darcy Vargas, Vila do Maruí, Ramos, Irajá, Meriti, Iguaçu, Sarapui, Estrela, Imboaçu, Marimbondo, Brandoas e Bomba.

Atividades

O projeto De Olho no Lixo também oferecerá aos participantes e à comunidade em geral atividades complementares de arte e educação ambiental em moda e música, através dos cursos Funk Verde e Ecomoda. As aulas estão previstas para começar em dezembro.

O Funk Verde oferece oficinas de percussão e teoria musical, com o reaproveitamento de materiais retirados do lixo para a confecção de instrumentos musicais. Já o Ecomoda é voltado para a capacitação em produção de acessórios e peças de vestuário, a partir do reaproveitamento de retalhos, tecidos, jeans usados, banners e outros.

Durante o lançamento do projeto De Olho no Lixo, os participantes também participaram da Oficina do Passo, um treinamento que une os movimentos do corpo ao uso de instrumentos.

A ação é uma iniciativa da Secretaria do Ambiente e do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), que tem como parceiros o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam) e o Programa de Saneamento dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara (Psam).

 

Iniciativa já funciona na Rocinha


O Projeto De Olho no Lixo já é desenvolvido na comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Nos últimos seis meses, foram recolhidas 292 toneladas de lixo por 30 agentes socioambientais capacitados pelo projeto.
O curso Funk Verde já capacitou 27 pessoas. Segundo a coordenadora do curso, Regina Café, foram produzidos 40 instrumentos musicais durante as aulas.

O Ecomoda qualificou 43 moradores. O coordenador do curso, Almir França, explicou que esses alunos produziram 418 peças, entre calças, vestidos, blusas, bolsas e acessórios. Essas peças foram inspiradas nos becos, uma característica marcante da comunidade.

O projeto De Olho no Lixo desenvolvido na Rocinha é fruto de cooperação técnica entre a Secretaria do Ambiente, o Inea (Instituto Estadual do Ambiente e o Viva Rio Socioambiental, com apoio da Associação dos Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj).


  • Fotos

  • Projeto De Olho no Lixo chega à Baía de Guanabara. Foto: Luis Winter.

    2 fotos | Ambiente | 07/11/2016

    Projeto De Olho no Lixo chega à Baía de Guanabara



Encontre em um mesmo espaço serviços públicos facilitando a vida do cidadão e do empresário.

Diário Oficial

  

 

___________________   Participe das redes sociais    _____________________