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Crianças pintam muro que já foi símbolo do tráfico com mensagens de paz

 30/01/2013 - 13:47h - Atualizado em 30/01/2013 - 18:34h
 » Ascom Secretaria de Segurança

Ação foi realizada com policiais da UPP e empreendedores sociais da Chatuba


Pintura, grafite e criatividade. Rua da comunidade da Chatuba, na Penha, que já foi um ícone do tráfico local e que atualmente abriga a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da região, ganhou mensagens de esperança na manhã do último domingo (27/01). 

 

Quinze crianças, integrantes do projeto Liga do Bem ― criado por uma instituição com o mesmo nome, que atua com voluntários ― carimbaram suas mãos e seus anseios por uma comunidade melhor em muro da Silva Passos, rua que dá acesso à quadra poliesportiva da localidade. A ação, fruto da parceria com a UPP, teve como objetivo marcar o novo tempo de sonhos que as crianças da comunidade vivem.


Antes da pacificação da região, a quadra, que foi construída pela prefeitura há mais de 30 anos, era palco de bailes funk e de pontos de venda de droga. Traficantes da área chegaram até a construir um camarote para acompanhar e vigiar as festas de um ponto privilegiado. Com a parceria de policias e moradores, essa realidade fica cada vez mais distante do presente das crianças da área.


Norteadas pela pergunta "qual o sonho que tenho para a minha vizinhança?", as crianças elaboraram seus desenhos com mensagens de esperança para a comunidade, que recebeu uma unidade de pacificação em junho de 2012. Com a ajuda de grafiteiros, os pequenos transformaram o muro em um espaço de novas perspectivas.

 

Pedido de paz


O tema mais recorrente entre os desenhos das crianças foi a paz na comunidade, seguido pelo desejo de ruas mais limpas. O menino Kevin de Oliveira, de 11 anos, autor de um dos desenhos escolhido para ser reproduzido e pintado no muro pelos colegas ― ao todo, foram selecionados dois trabalhos para reprodução ― desenhou um menino jogando bola e pedindo paz.


- Gosto muito de futebol, por isso desenhei um jogador de futebol com a bola na mão, disse o menino, que confessou estar dividido entre ser jogador de futebol ou engenheiro. - Ainda tenho dúvida do que vou querer ser quando crescer. Gosto muito de futebol, mas também gostaria de ser engenheiro da Petrobras. Vou ter que estudar muito para isso, mas eu sou um bom aluno, comentou.


O outro desenho selecionado foi de Tiago de Jesus, de 11 anos. Ele tem muito que comemorar, e não é só pelo desenho. Pela primeira vez ele vai entrar em uma sala de aula. A iniciativa de inserir o menino na escola partiu da educadora e fundadora da Liga do Bem, Ana Paula Mendonça.


Ana, que leciona música, contou como foi o processo.

- Em uma das atividades do grupo, pedi que ele lesse um trecho de um livro. Na hora ele ficou quieto, mas depois me confessou que não sabia ler. Chamamos a responsável e conversamos com ela sobre a importância dele frequentar uma escola. Quando ele recebeu a notícia de que iria para a escola, os olhos dele brilharam - , relatou.

 

Ler e escrever

 

Tímido, Tiago disse estar esperançoso para aprender a ler e a escrever.  - Vou realizar um sonho”, resumiu.

O projeto fundado por Ana, que é ex-moradora da Vila Cruzeiro, hoje conta com outros três instrutores, ou heróis, voluntários que ministram oficinas de leitura, desenho, pintura, grafite, com a missão de integrar as crianças através da arte. O projeto, que atende 40 crianças, tem o acompanhamento de assistentes sociais.


Ana, que cedeu a casa que ganhou de herança dos pais para sediar a Liga, defende que todos da comunidade podem ser agentes transformadores de sua vizinhança, e que esse poder foi potencializado com a presença da UPP na região.


- Todos nós podemos fazer nosso papel e sermos ativos na transformação do local em que vivemos. Depois que a UPP chegou então, a esperança de muitos moradores foi renovada. Hoje a polícia se tornou um agente transformador na nossa comunidade”, disse.


A soldado Carine, responsável pela comunicação da UPP Chatuba, destacou o impacto social da polícia de proximidade.

- A gente se envolve com a comunidade. Estamos colocando a mão na massa para que os projetos sociais andem na comunidade, afirmou, adiantando que está para ser lançado um projeto de inclusão digital idealizado por outro policial da unidade.




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